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Tocantins reforça protagonismo nacional na produção de grãos e celebra Dia do Agricultor com homenagem aos produtores

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Estado amplia participação no cenário agrícola nacional

O Tocantins consolida sua posição de destaque na produção de grãos na safra 2024/2025. Os números divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmam o avanço: a área plantada com soja cresceu de 1,45 milhão para 1,57 milhão de hectares, um aumento de 7,8%. Com isso, a produção total do grão atingiu 5,86 milhões de toneladas, um expressivo crescimento de 28,4% em relação à safra anterior.

Outro marco importante veio com a segunda safra de milho, que alcançou 405 mil hectares plantados e uma produção de 2,12 milhões de toneladas — a maior já registrada no estado, segundo a Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), do Governo do Estado.

Segurança jurídica: Tocantins sanciona lei contra práticas comerciais ilegais

O mês de julho também foi marcado por um avanço institucional importante para o setor agropecuário tocantinense. Foi sancionada a lei que proíbe a concessão de incentivos fiscais a empresas que adotem práticas comerciais incompatíveis com a legislação brasileira, como é o caso da chamada Moratória da Soja.

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A medida contou com a participação ativa da Aprosoja-TO e outras entidades representativas na construção da proposta, que nasceu como uma demanda do setor produtivo. O texto foi aprovado com apoio da maioria dos deputados estaduais e sancionado pelo governador Wanderlei Barbosa, que destacou a importância de um crescimento sustentável aliado ao respeito às leis.

Histórias de quem vive o campo: Caroline Vilela e os desafios da produção no Tocantins

A produtora Caroline Vilela, associada da Aprosoja-TO, representa o perfil de quem escolheu o Tocantins para investir e crescer no agronegócio. Vinda de outro estado em 2014, ela relata que o solo e o clima do Tocantins exigem adaptação, inovação tecnológica e práticas de conservação ambiental.

“Precisamos melhorar a produtividade com o uso eficiente dos recursos. Por isso, apostamos em práticas sustentáveis e mantemos até uma estação de pesquisa dentro da fazenda”, explica.

Para Caroline, além de produzir, é fundamental participar das entidades representativas: “A Aprosoja-TO tem papel fundamental na defesa dos produtores. Estar associado fortalece todo o setor”.

Homenagem aos agricultores: Jantar do Agricultor 2025

Como parte das comemorações pelo Dia do Agricultor, celebrado em 28 de julho, a Aprosoja Tocantins promoverá o Jantar do Agricultor, no dia 2 de agosto, às 20h, na Arena Bacuri, em Palmas. O evento será um momento de confraternização e reconhecimento ao esforço dos produtores que enfrentam diariamente os desafios do campo.

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Segundo Caroline Barcellos, presidente da Aprosoja-TO, a celebração tem um valor simbólico: “É hora de reconhecer quem acredita no potencial do Tocantins e trabalha com responsabilidade para desenvolver a agricultura. O Jantar do Agricultor é mais do que uma homenagem — é o reconhecimento de um esforço coletivo”, afirma.

Agricultura forte, estado em crescimento

A soma dos resultados da produção com os avanços institucionais e o engajamento dos produtores reforça o papel estratégico do Tocantins no agronegócio nacional. Mais do que números, a força do campo está no trabalho de homens e mulheres que transformam desafios em conquistas e fazem do Estado uma referência crescente na produção de grãos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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