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Tese da ESPM vai avaliar relação entre indicação geográfica e associativismo

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A doutoranda Simone Goldman Batistic Ribeiro, consultora de agronegócio do Sebrae em Sorocaba (SP), se prepara para atender a uma demanda do Fórum Paulista de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas. Ela vai estudar, em sua tese na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) a relação entre associativismo e as indicações geográficas (IGs).

O fórum foi formalizado há um ano e tem como finalidade planejar, articular e discutir desafios e propor soluções para estimular ações de diferenciação de mercado para produtos paulistas. As indicações geográficas são uma política pública para a proteção e promoção da propriedade intelectual que pode agregar valor aos produtos de determinada região pelo reconhecimento de características específicas daquele território e das pessoas que o produzem.

O auditor fiscal Francisco José Mitidieri, da Superintendência de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (SFA-SP), coordena o fórum e disse que o estudo deve comprovar cientificamente uma percepção que ele vem desenvolvendo na prática: as IGs mais estruturadas e de maior sucesso provêm de uma cultura de associativismo mais forte.

Simone disse que esse tema será parte de sua tese sobre IGs. Nesta etapa inicial, ela está comparando diagnósticos sobre possíveis IGs. “Surgiu no fórum uma discussão sobre o diagnóstico para as potenciais IGs, porque existem diversos questionários sendo aplicados. A ideia é unificar esse diagnóstico e focar no associativismo”, disse ela. Em breve, a doutoranda deve iniciar o levantamento do que já existe na literatura sobre a mensuração do associativismo neste cenário.

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Simone é orientada pelo professor Ilan Avrichir, do Programa de Pós-Graduação em Administração da ESPM. Ilan disse que no meio deste ano sua aluna já deve ter algum recorte da evolução do estudo para apresentar ao fórum e, ao final de um ano, algum resultado. “Vamos fazer uma pesquisa em bases de dados e artigos para verificar quais são os instrumentos que medem o associativismo”, afirmou. A ideia é fazer uma pesquisa piloto para avaliar quatro ou cinco IGs em diferentes níveis de desenvolvimento para avaliar se as que têm uma cultura associativista mais forte são as que mais progrediram. “Vamos testar essa hipótese”, disse o orientador.

O superintendente Guilherme Campos lembra que essa política pública, acompanhada por estudos acadêmicos, fortalece a produção e o mercado de São Paulo e do Brasil. “O Estado já tem sete IGs reconhecidas, sendo quatro ligadas ao agro”, apontou, referindo-se aos cafés da Alta Mogiana, da Região de Pinhal e da Região de Garça, além da mais recente, a uva niagara rosada de Jundiahy. “Estamos trabalhando para que outras se juntem ao grupo”, afirmou.

ACADEMIA

Para Mitidieri, o envolvimento do fórum com a academia é importantíssimo. Segundo ele, a participação de instituições de ensino e pesquisa no colegiado é um indicador dessa relevância. Indicação geográfica e marcas coletivas têm sido objetos de pesquisa também na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, os IFs, apenas para citar algumas instituições.

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Ainda de acordo com o auditor fiscal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o estudo de Simone sobre os diagnósticos deve orientar o fórum e o próprio setor produtivo sobre o tipo de indicação geográfica mais adequada para cada situação: indicação de procedência ou denominação de origem. “São as duas espécies de indicação geográfica previstas na legislação brasileira”, comentou.

O auditor do Mapa disse ainda que em outros países, particularmente na União Europeia, a questão do associativismo nas IGs é bastante valorizada. Ele cita uma reflexão da engenheira agrônoma Ana Soeiro, consultora da UE: “A qualidade do agrupamento de produtores tem que ser tão boa ou melhor que a qualidade do produto.” Ana é assessora de várias IGs, diretora-executiva da Qualifica-Portugal e representante em Portugal da entidade mundial representativa das IGs, a orIGin.

Fonte: Assessora de Comunicação Superintendência de Agricultura e Pecuária de São Paulo (SFA-SP)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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