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Terceira noite de comemoração valoriza rasqueado, samba e consolida 100 mil visitantes no Parque das Águas

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A terceira noite das comemorações pelos 307 anos de Cuiabá, realizada na quinta-feira (9), no Parque das Águas, foi marcada pela valorização da cultura regional e teve o rasqueado como grande protagonista da programação. Mesmo em dia útil, cerca de 10 mil pessoas passaram pelo local, consolidando a expressiva marca de aproximadamente 100 mil participantes ao longo dos três primeiros dias de festa.

A programação mais voltada às raízes locais contribuiu para um ambiente mais intimista, sem perder a relevância dentro do conjunto das festividades.

O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, destacou que o resultado reflete o equilíbrio na construção da programação. “Tem que ter o show nacional, porque é uma oportunidade para que a pessoa menos favorecida possa assistir gratuitamente. Mas também é fundamental valorizar os artistas regionais e aquilo que mantém viva a nossa identidade cultural”, afirmou.

Segundo ele, a meta inicial de público prevista para os quatro dias. “Não é só trazer o que está tocando no rádio, mas também o que toca o coração dos cuiabanos. O rasqueado é manter viva a nossa essência, respeitando nossa memória e nossas raízes”, completou.

A programação reuniu artistas consagrados e representantes da nova geração, evidenciando a força e a continuidade do gênero. O cantor Roberto Lucialdo, um dos nomes do rasqueado, destacou a emoção de se apresentar na data. “É uma satisfação imensa cantar para o meu povo e ver essa energia tão positiva. Cuiabá é alegria e acolhimento”, disse.

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Com mais de 50 anos dedicados à música regional, o médico e músico João Eloy reforçou a importância de eventos como esse para a preservação cultural. “É fundamental que as novas gerações conheçam e respeitem as nossas raízes. O rasqueado, o siriri e o cururu fazem parte da nossa identidade”, pontuou.

A dançarina de siriri Larissa dos Santos Bezerra também ressaltou o significado da noite. “Representar Cuiabá em uma data como essa é levar amor e orgulho pela nossa cultura. É isso que mantém viva a nossa tradição”, afirmou.

Entre o público, a percepção foi de organização, segurança e valorização da cultura local. A técnica Ana Cristina Guia Miranda destacou a estrutura do evento e a oportunidade para os comerciantes. “Foi tudo muito bem pensado, tanto para o público quanto para quem trabalha aqui”, avaliou.

A pedagoga Lucenir Aparecida de Souza Antônio aproveitou a noite para conhecer melhor a festa e elogiou o ambiente. Já a professora Mabel Strobel definiu o momento como uma experiência que traduz a essência da cidade. “É o coração pulsante de Cuiabá, um lugar de cultura, convivência e acolhimento”, disse.

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Para muitos, a celebração também foi um momento em família. A analista Janaína Karini destacou a alegria de levar o filho pela primeira vez. “Cuiabá é calorosa no sentido mais bonito da palavra, acolhe todo mundo”, afirmou.

A programação segue nesta sexta-feira (10) com o último dia de festividades, que promete encerrar as comemorações em grande estilo, com novas atrações musicais e expectativa de grande público no Parque das Águas.

Confira a programação completa do último dia (10 de abril – sexta-feira):

17h – Abertura
* Feira de Artesanato Herança Cuiabana
* Festival do Baguncinha

18h – Apresentações de lambadão cuiabano:
* DJ Juliano
* Kleber Leite
* Comadre Sebastiana

Na sequência:
* Scort Som
* Os Maninhos
* Tô Pop Som
* Grupo de dança Lambadeiros de Elite
* Lambadão di Rocha
* Os Amigos
* Banda Ellus
* Banda Mega Som

Entre as apresentações, estão previstas intervenções com DJ Juliano, o apresentador Kleber Leite e Comadre Sebastiana, garantindo a animação do público até o encerramento da festa.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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