AGRONEGÓCIO
Tensões políticas e clima favorável derrubam preços do trigo em Chicago
Publicado em
22 de abril de 2025por
Da Redação
Pressão nos mercados financeiros impacta o trigo em Chicago
O mercado de trigo registrou forte queda nas bolsas americanas nesta segunda-feira (21), reflexo de um cenário global de maior aversão ao risco. De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos do cereal encerraram o dia em baixa, influenciados por fatores políticos e climáticos. O trigo brando SRW, negociado para julho — referência para as exportações brasileiras — recuou 1,78%, com desvalorização de 10,00 cents por bushel, cotado a US$ 552,25/bushel. Já o contrato de maio teve queda de 1,87%, encerrando a sessão a US$ 538,50/bushel.
Conflito entre Trump e Fed gera incertezas
O acirramento das tensões entre o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Federal Reserve (Fed), em torno da condução da política de juros, alimentou os temores de uma possível recessão econômica no país. Este ambiente de instabilidade, aliado ao feriado prolongado da Páscoa em diversos países e ao feriado de Tiradentes no Brasil, contribuiu para o desempenho negativo das bolsas, com reflexos imediatos sobre o mercado de commodities.
Clima favorável pressiona ainda mais as cotações
Além dos fatores macroeconômicos, as previsões climáticas também exerceram influência negativa sobre os preços do trigo. A expectativa de chuvas nas regiões produtoras de trigo de primavera nos Estados Unidos, somada às condições favoráveis para a safra 2025/2026 na União Europeia e à melhora climática em partes da Rússia, ampliaram a tendência de queda nas cotações internacionais.
Outras praças também apresentam desvalorizações
Nos demais mercados futuros, a tendência de baixa foi mantida. Em Kansas, o trigo duro HRW com vencimento em maio caiu 1,21%, encerrando a US$ 550,75/bushel. Em Minneapolis, o trigo HRS recuou 1,03%, com fechamento a US$ 600,00/bushel. A pressão negativa sobre o cereal segue sendo alimentada por fatores climáticos e incertezas econômicas globais.
Mercado paraguaio de trigo continua sem avanços
No Paraguai, o mercado de trigo permaneceu inativo, sem registro de negociações no mercado interno ou nas exportações para o Brasil, conforme aponta a TF Agroeconômica. A justificativa segue sendo a resistência dos vendedores em aceitar os preços atuais, considerados pouco atrativos, enquanto os compradores mantêm uma postura conservadora, amparados por estoques confortáveis.
Descompasso entre oferta e demanda paralisa negociações
Os traders seguem projetando preços entre US$ 250 e US$ 252 por tonelada para produto retirado de silos na região de fronteira com o Brasil. A moagem em Campo 9, por sua vez, mantém cotações em torno de US$ 255/t. Essa discrepância entre as pontas compradora e vendedora reflete a cautela generalizada no setor, diante da estabilidade nos preços internacionais.
Cenário internacional segue estável
No mercado global, as cotações mantêm certa estabilidade. O trigo hard americano está cotado a US$ 251/t, o soft a US$ 231/t, o argentino a US$ 250/t (oficial) e US$ 244/t (mercado), e o francês a US$ 244/t. Já o trigo russo varia entre US$ 250/t FOB no Mar Negro e US$ 290/t em Kaliningrado. O produto ucraniano com 11,5% de proteína está em US$ 240/t, enquanto o romeno com 12,5% é cotado a US$ 255/t.
Preços futuros mantêm estabilidade no Up River
No mercado físico para a safra 2024/2025, os preços permanecem estáveis na região do Up River: abril cotado a US$ 244/t, maio a US$ 246/t, e os meses de junho e julho a US$ 242/t. A competitividade entre os fornecedores internacionais segue acirrada, exigindo que o trigo paraguaio busque alternativas para se manter atrativo em meio à ampla oferta global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
Published
12 horas agoon
15 de outubro de 2026By
Da Redação
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
Expansão do ensino técnico e obras de infraestrutura são destaques em audiência na ALMT
Polícia Civil de MT divulga resultado preliminar do processo de remoção interna de servidores
Plenário aprova sessão especial em homenagem às cientistas brasileiras
Davi Alcolumbre retira PEC da Segurança Pública da pauta desta quinta-feira
Senado aprova aumento do teto para MEI e perdão de dívidas
CUIABÁ
MATO GROSSO
Sefaz apresenta avanços na ALMT e destaca retomada de obra da sede após dez anos
A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz MT) apresentou, nesta quinta-feira (15.10), o balanço das suas metas físicas referentes...
Corpo de Bombeiros retira carro que caiu em lago em Lucas do Rio Verde
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi acionado nesta quinta-feira (15.10) para retirar um carro de passeio...
OAB-MT se reúne com Governo e requer prioridade na conclusão da reforma de parlatórios no Centro de Detenção Provisória de Lucas do Rio Verde
Dando continuidade ao trabalho de aprimoramento dos parlatórios em todo o Estado, o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil...
POLÍCIA
Polícia Civil de MT divulga resultado preliminar do processo de remoção interna de servidores
A Polícia Civil divulga o resultado preliminar do Processo de Remoção Interna, aberto em caráter excepcional para Investigadores e Escrivães...
PF, em ação integrada, apreende mercadorias estrangeiras em Umuarama/PR
Guaíra/PR. Nessa quarta-feira (14/10), em uma ação integrada, a Polícia Federal, o Batalhão de Fronteira da Polícia Militar do Paraná...
Condenado por homicídio foragido da Justiça é preso pela Polícia Civil em Porto Alegre do Norte
Um criminoso condenado pelos crimes de roubo e homicídio teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, nesta quinta-feira...
FAMOSOS
Arthur Aguiar faz reflexão enigmática em meio a momento difícil na vida pessoal
Arthur Aguiar, de 37 anos, usou as redes sociais nesta quinta-feira (15), para compartilhar uma reflexão em meio a um...
Romeo Beckham estreia como ator no cinema em filme sobre tênis e romance
Romeo Beckham, de 24 anos, filho do ex-jogador David Beckham e da estilista Victoria Beckham, fará sua estreia como ator...
Carolina Pavanelli relembra 1º encontro com Xuxa na infância e reflete: ‘7 anos’
A atriz Carolina Pavanelli usou as redes sociais para compartilhar uma lembrança especial da infância ao lado da apresentadora Xuxa...
ESPORTES
Palmeiras vence o Fluminense e joga por empate para ir à final da Libertadores
O Palmeiras saiu do Maracanã com a vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, na noite desta quarta-feira, e...
Atlético-MG goleia o City Torque e encaminha vaga na final da Sul-Americana
O Atlético-MG deu um passo enorme rumo à decisão da Copa Sul-Americana nesta quarta-feira. Na Arena MRV, em Belo Horizonte,...
Vasco vence o Boca na Bombonera com um a menos e está a um empate da decisão da Sul-Americana
O Vasco da Gama deixou uma das casas mais temidas do futebol sul-americano com um resultado de peso. Na noite...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Polícia Federal6 dias agoNota à imprensa
-
AGRONEGÓCIO15 horas agoEntidade defende papel do agro no abastecimento do Brasil e do mundo
-
AGRONEGÓCIO15 horas agoInmet prevê chuva forte e falta de água até 20 de outubro
-
Esportes7 dias agoSavarino faz três, Fluminense goleia o Coritiba e assume o terceiro lugar do Brasileirão



