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Tensão nos Mercados: Dólar Oscila com Foco no Emprego nos EUA, Enquanto Ibovespa Registra Alta

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No primeiro pregão de outubro, o dólar apresentou volatilidade, oscilando entre altas e baixas, refletindo a expectativa do mercado em torno dos novos dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Esses números são cruciais para indicar possíveis ajustes na política de juros do Federal Reserve (Fed). Na segunda-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,19%, cotada a R$ 5,4469. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o dia em queda de 0,69%, alcançando 131.816 pontos.

Nesta terça-feira (1), o dólar voltou a operar com variações, em um cenário de atenção ao relatório JOLTS, que monitora o mercado de trabalho dos EUA. Esse relatório, publicado pelo Departamento do Trabalho norte-americano, é um dos indicadores seguidos de perto pelo Fed, que busca sinais sobre o futuro das taxas de juros no país, atualmente situadas entre 4,75% e 5,00% ao ano. A expectativa é de que o JOLTS mostre uma leve desaceleração no número de vagas abertas em agosto.

Até o final deste ano, o Fed, presidido por Jerome Powell, prevê mais dois cortes de 0,25 ponto percentual nas reuniões restantes, condicionando essa decisão aos dados econômicos, especialmente relacionados à inflação e ao mercado de trabalho. Em setembro, a inflação anual nos EUA ficou em 2,5%, próxima à meta de 2% do Fed, mas um mercado de trabalho aquecido pode complicar os planos da instituição de baixar os juros.

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Dólar e Ibovespa em Movimentação

Às 10h40 desta terça-feira, o dólar registrava alta de 0,32%, cotado a R$ 5,4645. No pregão anterior, subiu 0,19%, encerrando a R$ 5,4469. Com isso, a moeda acumulou uma alta de 0,19% na semana, uma queda de 3,30% no mês e um avanço de 12,25% no ano.

O Ibovespa, por sua vez, subia 0,36%, atingindo 132.287 pontos no mesmo horário. Na segunda-feira, o índice havia recuado 0,69%, para 131.816 pontos. Assim, o índice acumulou uma perda de 0,69% na semana, uma queda de 3,08% no mês e um recuo de 1,77% no ano.

Fatores que Movimentam os Mercados

O foco dos investidores nesta terça-feira está no relatório JOLTS, que deve apresentar uma desaceleração leve na abertura de novas vagas em agosto. Caso o mercado de trabalho mostre sinais de aquecimento, isso poderá influenciar a política monetária do Fed, já que mais empregos significam maior poder de compra e, consequentemente, pressão inflacionária.

A atenção do mercado financeiro global se volta também para o relatório payroll, a ser divulgado na sexta-feira, que deverá confirmar uma taxa de desemprego de 4,2% em setembro, com a criação de 144 mil empregos não-agrícolas. Esse é o dado mais aguardado da semana, sendo determinante para os próximos passos do Fed.

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No Brasil, a agenda econômica desta terça é menos movimentada, com destaque para a divulgação da lista de apostas liberadas pelo Ministério da Fazenda. Em termos de cenário fiscal, o Banco Central divulgou, na segunda-feira, dados que mostram um déficit primário de R$ 21,4 bilhões nas contas públicas em agosto, em linha com as expectativas do mercado. O déficit primário reflete a diferença entre as receitas e as despesas, excluindo os juros da dívida pública.

Apesar do aumento em relação ao mês anterior, o resultado de agosto representa uma melhora em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o déficit foi de R$ 22,8 bilhões. No acumulado de 2024, o déficit chegou a R$ 86,2 bilhões, equivalente a 1,14% do PIB. A meta fiscal para o ano, definida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), é de um déficit de até R$ 13,31 bilhões.

Ainda no cenário interno, o Banco Central também divulgou o Boletim Focus, revelando que os economistas do mercado financeiro preveem dois aumentos de 0,50 ponto percentual na taxa Selic até o fim do ano. Com isso, a taxa básica de juros poderá atingir 11,75% ao ano até dezembro de 2024, caso as projeções se confirmem.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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