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Tendências do mercado de açúcar: Contratos futuros em alta mesmo com crescente produção no Centro-Sul do Brasil

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Ontem, a Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia) divulgou o relatório de produção da commodity na primeira quinzena de novembro. Durante os primeiros 15 dias do mês, as usinas do Centro-Sul do Brasil alcançaram a marca de 2,19 milhões de toneladas de açúcar, representando um aumento de 30% em relação ao mesmo período da safra anterior. Analistas consultados pela Reuters ressaltaram que o número ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado.

Nova York: Contratos em Ascensão

A segunda-feira registrou ganhos em todos os lotes do açúcar bruto negociados na ICE Futures de Nova York. O contrato março/24 foi comercializado a 27,20 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 22 pontos em comparação com os preços de sexta-feira. Da mesma forma, a tela maio/24 subiu 21 pontos, sendo negociada a 25,96 cts/lb. Outros contratos também fecharam valorizados, variando entre 13 e 17 pontos.

Londres: Valorização nos Contratos de Açúcar Branco

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também registrou valorização em todos os lotes. O vencimento março/24 foi negociado a US$ 745,60 por tonelada, representando um acréscimo de 7,60 dólares em relação aos preços de sexta-feira. A tela maio/24 teve uma elevação de 6,40 dólares, sendo contratada a US$ 724,70 por tonelada. Outros contratos apresentaram ganhos entre 2,90 e 4,80 dólares.

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Mercado Doméstico: Açúcar Cristal em Baixa

No mercado interno, a segunda-feira testemunhou uma queda nas cotações do açúcar cristal, conforme medido pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 153,81, comparado aos R$ 154,18 de sexta-feira, representando uma redução de 0,24%. No acumulado do mês de novembro, o indicador já depreciou 2,15%.

Etanol Hidratado: Retorno à Alta

Por outro lado, o etanol hidratado retomou a trajetória de alta, revertendo a tendência de dois dias de queda. O biocombustível foi negociado pelas usinas nesta segunda-feira a R$ 2.205,00 o m³, comparado aos R$ 2.202,00 o m³ praticados na sexta-feira, uma valorização de 0,14% no comparativo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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