AGRONEGÓCIO

Tegram consolida liderança no Arco Norte com embarque de 13,5 milhões de toneladas em 2025

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O Consórcio TEGRAM-Itaqui encerra o ano de 2025 reafirmando sua posição como o principal hub logístico do agronegócio no Arco Norte brasileiro. Ao todo, o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) movimentou 13,5 milhões de toneladas de grãos, volume escoado por 202 navios que zarparam do Porto do Itaqui, em São Luís (MA), com destino estratégico aos mercados europeu e asiático.

Desempenho por Cultura e Abrangência Regional

O balanço anual detalha a força das exportações brasileiras: foram 11,7 milhões de toneladas de soja e 1,8 milhão de toneladas de milho. A operação atende prioritariamente a produção dos estados do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), além de áreas do Nordeste de Mato Grosso, garantindo competitividade aos produtores dessas regiões.

Preparação para a Safra Recorde 2025/26

O desempenho sólido em 2025 coloca o terminal em posição privilegiada para absorver a produção do ciclo 2025/26, estimada pela Conab em 354,8 milhões de toneladas.

Segundo Marcos Pepe Bertoni, presidente do Consórcio TEGRAM-Itaqui, a eficiência do terminal é fruto de um desenho operacional focado em agilidade. “Estamos em uma posição relevante na cadeia de valor, consolidando um corredor logístico que suporta a demanda e garante o ritmo de embarque exigido pelo mercado global”, afirma o executivo.

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Eficiência Operacional e Estrutura de Recebimento

Com uma década de operações, o Tegram transformou a logística do Arco Norte ao reduzir custos e otimizar o fluxo de carga. Atualmente, o complexo dispõe de:

  • Armazenagem: 4 armazéns com capacidade estática total de 500 mil toneladas.
  • Modal Rodoviário: Moegas preparadas para receber mais de 900 caminhões por dia.
  • Modal Ferroviário: Capacidade de descarga simultânea de 8 vagões.
Investimento Bilionário: A Terceira Fase de Expansão

O futuro do terminal já está traçado com o projeto da terceira fase de expansão. Com um investimento previsto de R$ 1,161 bilhão, o plano inclui a operação de um terceiro berço de atracação.

Esta nova etapa adicionará 8,5 milhões de toneladas à capacidade anual do terminal, que hoje gira em torno de 15 milhões de toneladas. O objetivo é consolidar o Porto do Itaqui como um dos maiores e mais modernos complexos exportadores de grãos do Brasil, acompanhando o crescimento contínuo da produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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