AGRONEGÓCIO

Tecnoshow COMIGO 2025 tem início nesta segunda com presença de autoridades e inovações para o agronegócio

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A edição 2025 da Tecnoshow COMIGO, um dos principais eventos do agronegócio nacional, terá sua abertura oficial nesta segunda-feira, 7 de abril, às 8h, no Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO). A feira, que se estende até o dia 11 de abril, funcionará diariamente das 8h às 18h, com entrada e estacionamento gratuitos ao público.

A solenidade de abertura contará com a presença de autoridades de destaque, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado; o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo de Paula Rezende; o prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo; e o presidente da Câmara Municipal, Idelson Mendes. Estarão também presentes lideranças políticas, sindicais e empresariais, além da diretoria da cooperativa COMIGO — com o presidente do Conselho de Administração, Antonio Chavaglia; o presidente-executivo, Dourivan Cruvinel; e o diretor de Insumos e coordenador geral da Tecnoshow, Claudio Teoro. A cerimônia marcará o início de uma semana voltada à disseminação de conhecimento, tecnologias e oportunidades voltadas ao agro brasileiro.

A expectativa da organização é de uma edição histórica. Serão 695 expositores e um público estimado em 150 mil pessoas, o que representa um crescimento de 10% em relação ao ano anterior. O volume de negócios também deve apresentar avanço, com previsão de aumento de 5%, superando a marca de R$ 10 bilhões em comercializações.

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Entre as principais novidades estruturais da edição 2025, destacam-se a ampliação dos espaços de convivência, o reforço na segurança e a expansão da área gramada do evento. Foram realizados investimentos em infraestrutura, como a ampliação dos banheiros femininos, a pavimentação asfáltica de 1.800 m², o acréscimo de 2.000 m² de área gramada para locação e a instalação de um novo transformador de 150 KVA, totalizando agora 20 unidades.

Destaques da programação

A Tecnoshow contará com uma programação técnica robusta, com 300 horas de palestras distribuídas em três auditórios. Nomes de referência no setor, como Fernando Beltrame, Thiago Bernardino, Paulo Arbex, Aldo Rebelo e José Luiz Tejon, abordarão temas voltados aos desafios e soluções para o futuro do agronegócio.

No segmento de pecuária, estarão expostos aproximadamente 800 animais, entre bovinos de corte e leite, equinos, muares, ovinos, peixes ornamentais, pôneis e cães pastores. A programação inclui ainda palestras especializadas sobre saúde animal, nutrição e técnicas de manejo.

A área de paisagismo também ganhará destaque, com a exposição de 100 mil mudas ornamentais de 12 diferentes espécies e mais de 6 mil vasos com flores variadas que compõem o painel central do espaço.

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A feira contará ainda com um heliponto, com capacidade para receber até 12 aeronaves, facilitando o deslocamento de autoridades e visitantes.

Para atender os profissionais da imprensa, o evento oferecerá um espaço exclusivo totalmente climatizado, com internet de alta velocidade, estúdios rotativos, ambiente de coworking e estrutura para coletivas de imprensa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

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Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

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O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

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A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

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