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Tecnologias nutricionais beneficiam qualidade da proteína animal e meio ambiente

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Decisões tomadas em um dos elos da cadeia agroalimentar, como a suplementação nutricional dos animais com minerais orgânicos proteinatos e leveduras enriquecidas com selênio, são capazes de impactar positivamente tanto a saúde humana quanto o meio ambiente. “A consequência da inclusão dessas tecnologias nutricionais é uma proteína de origem animal, seja carne, leite ou ovos, que chegará com melhor qualidade à mesa do consumidor, o que influencia direta e indiretamente na saúde e bem-estar das pessoas, ao mesmo tempo em que contribui para reduzir a excreção de poluentes para o solo e a pegada de carbono”, destaca o médico veterinário Fabrício Imperatori, gerente de vendas da Alltech.

Segundo o especialista, cada vez mais, o setor agroalimentar se dedica a estudar a conexão entre as práticas de produção animal, a saúde humana e o meio ambiente. Essa visão multidisciplinar advém do conceito de saúde única, disseminado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organizações das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Dentro desse cenário, a Alltech é pioneira em pesquisas científicas e desenvolvimento de soluções nutricionais, como a Tecnologia de Substituição Total (TRT) de minerais inorgânicos por orgânicos. “Por ser melhor absorvido no trato gastrointestinal, o mineral proteinato faz com que o animal aproveite de forma mais eficaz os microminerais da dieta para as diversas funções biológicas a que estão relacionados”, relata o veterinário.

Sustentabilidade

Estudos científicos demonstram que o uso do Bioplex® na alimentação de frangos de corte, reduz a excreção fecal de minerais: -12% de ferro, -14% de cobre, -18% de manganês e -13% de zinco. Além desse benefício direto na redução da poluição ambiental, a melhora de índices produtivos e zootécnicos dos animais devido à inclusão de minerais proteinatos também influencia na pegada de carbono. Meta-análise recém-publicada por Laurann Byrne e colaboradores na revista científica Animals revela que o uso de Bioplex® na dieta de poedeiras diminui cerca de 2,5% a intensidade de emissão de gases de efeito estufa por massa de ovos produzidos. Em um cenário de 1 milhão de poedeiras, isso equivale a aproximadamente a emissão de 1.210 voos transatlânticos de ida e volta.

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A mesma meta-análise, que reuniu dados de 30.992 poedeiras, mostrou resultados zootécnicos positivos: aumento de 3,8% na resistência de casca, melhora na conversão alimentar (redução de 51 g de ração por Kg de ovo) e aumento de 2% na produção diária por poedeira. “Devido à maior biodisponibilidade desses microminerais e à menor interação com outros elementos da dieta, é possível uma redução nos níveis de inclusão na nutrição, trazendo benefícios para o meio ambiente justamente pela melhora do desempenho dos lotes, sem comprometer a rentabilidade do produtor”, completa Imperatori.

Qualidade do alimento

A qualidade dos alimentos de origem animal que chegam às mesas é reflexo de boas práticas de produção e de processamento. Nesse sentido, estratégias nutricionais podem maximizar a qualidade das carnes, leites e ovos ao apoiar o status sanitário dos animais e as características organolépticas (percebidas pelos sentidos, como olfato, visão, paladar e tato) e nutricionais desses alimentos.

“Até o momento, foram realizados mais de 1.200 ensaios de pesquisa sobre os minerais da Alltech – e é nítida a influência da origem da fonte dos minerais dietéticos nos resultados produtivos dos animais”, comenta Imperatori. Estudo apresentado por Josef Illek e outros pesquisadores em uma conferência internacional, em 2011, analisou o efeito do Sel-PlexTM em um dos principais indicadores de qualidade de leite: a contagem de células somáticas (CCS). Os animais suplementados com Sel-PlexTM não só tiveram redução significativa (P<0,01) de CCS em relação ao grupo de animais que não receberam suplementação de selênio, como também demonstraram desempenho superior à fonte inorgânica de selenito de sódio.

Quando o assunto é qualidade de carne, a mesma diferença relacionada à fonte dos microminerais foi observada. Em artigo científico publicado no jornal Meat Science, Jiang Jiang e Youling L. Xiong demonstraram que a concentração de selênio na carne de suínos aumentou em 38,1% com o uso do Sel-PlexTM na dieta, em comparação com selenito de sódio – assim como a redução de 48% do drip loss (perda de água por gotejamento) de carnes armazenadas a 4º C por 6 dias. “Uma fonte estável e biodisponível de selênio para o animal apresenta maiores níveis de deposição nos tecidos, contribuindo para o valor nutricional do produto final, além de influenciar positivamente no tempo de prateleira das carnes”, pontua o especialista.

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Show Rural Coopavel 2024

De 5 a 9 de fevereiro, a Alltech estará presente na 36ª edição do Show Rural Coopavel, em Cascavel. A expectativa da organização do evento é receber mais de 300 mil pessoas, entre executivos, produtores e público geral, para tratar sobre novidades, tecnologias e tendências do agronegócio. Com o tema “Nutrindo do campo à mesa”, o estande da empresa apresentará aos visitantes o portfólio completo de aditivos nutricionais inovadores para as diferentes espécies animais. “Há mais de 15 anos somos parceiros da Coopavel no Show Rural, um evento consolidado do agronegócio a nível internacional, que é uma ótima oportunidade para empresas interessadas em inovação, novas tecnologias e sustentabilidade”, diz Imperatori.

O tema da saúde única será abordado no Espaço Impulso, hub de tecnologia e inovação da cooperativa. No dia 7 de fevereiro, às 11h, a médica veterinária Sarah Antunes, gerente de vendas da Alltech, será uma das palestrantes do painel “NutriTalk: uma conversa sobre a produção animal, hábitos de consumo e saúde única”. Ela abordará a relação entre inovação e sustentabilidade na suinocultura, evidenciando os benefícios para o produto final. Também participam do debate profissionais das empresas Frimesa e Gastroclínica, que apresentarão uma perspectiva multidisciplinar sobre a temática.

Fonte: Centro de Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Portos brasileiros avançam em sustentabilidade com foco na redução de emissões e eficiência logística

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O setor portuário global, responsável pela maior parte do comércio internacional e por mais de 95% das exportações brasileiras, intensifica a adoção de práticas sustentáveis diante da pressão para reduzir emissões de gases de efeito estufa. Atualmente, o transporte marítimo responde por cerca de 3% das emissões globais relacionadas à energia, com projeções que indicam possível aumento significativo até 2030 caso não haja mudanças estruturais.

No Brasil, o desafio é ampliado pela combinação entre a movimentação intensa de navios, caminhões e trens nas áreas portuárias, além de limitações históricas de infraestrutura logística terrestre. Diante desse cenário, o governo federal e o setor privado têm ampliado investimentos em soluções voltadas à descarbonização e à eficiência operacional.

Governo amplia políticas de descarbonização no setor portuário

O Ministério de Portos e Aeroportos vem liderando iniciativas para acelerar a transição energética no setor. Entre as ações estão eletrificação de equipamentos, uso de energia em terra para navios atracados (Onshore Power Supply – OPS), monitoramento de emissões e incentivo ao uso de combustíveis de baixo carbono e hidrogênio verde.

O ministro da pasta, Tomé Franca, destaca que a agenda sustentável está no centro da estratégia de modernização logística do país.

“Nosso compromisso é com a construção democrática de políticas públicas que estimulam a sociedade a aderir práticas sustentáveis que estão na agenda dos debates sobre o futuro do Brasil e do nosso planeta”, afirmou.

Política de Sustentabilidade redefine padrões do setor de transportes

Em 2025, foi lançada a Política de Sustentabilidade do modal de transporte, que orienta os setores portuário, aeroportuário e hidroviário com base em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

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A iniciativa estabelece diretrizes para gestão pública e privada, buscando integrar eficiência operacional, transparência e responsabilidade socioambiental em toda a cadeia logística brasileira.

Segundo o secretário nacional de Portos do MPor, Alex Ávila, os portos assumem papel estratégico na transição energética global.

“Mais do que pontos de passagem e comércio, os portos são estruturas estratégicas para viabilizar novas soluções energéticas e apoiar a descarbonização da navegação”, destacou.

A política também está alinhada aos compromissos climáticos do Brasil no Acordo de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Portos brasileiros adotam soluções tecnológicas e energia limpa

Diversos complexos portuários já avançam na implementação de tecnologias voltadas à sustentabilidade e à redução de emissões:

  • Porto de Santos (SP)
    • O maior porto da América Latina implantou sistema de energia elétrica em terra (OPS) para rebocadores atracados. A energia limpa, proveniente da usina hidrelétrica de Itatinga, reduz o uso de diesel e as emissões de CO₂ desde 2024.
  • Porto de Paranaguá (PR)
    • O terminal investe em expansão ferroviária e energia solar. O projeto Moegão, em fase final, ampliará a capacidade logística, enquanto sistemas fotovoltaicos já contribuem para reduzir emissões desde 2023.
  • Porto de Suape (PE)
    • O complexo será o primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina, com automação e infraestrutura digital integrada. A operação deve iniciar até o fim do ano.
  • Complexo do Pecém (CE)
    • O porto avança na consolidação de um hub de hidrogênio verde, com foco na produção de amônia verde e expansão da infraestrutura energética até 2030.
  • Porto do Açu (RJ)
    • O terminal aposta em um corredor verde para combustíveis de baixo carbono e projetos ligados ao hidrogênio, além de iniciativas para descarbonização da indústria siderúrgica.
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Infraestrutura portuária acelera transição energética no Brasil

O Ministério de Portos e Aeroportos também coordena programas estratégicos para modernizar o setor e reduzir emissões de gases de efeito estufa.

Entre eles está o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A., que avalia embarcações com base em 39 indicadores ambientais, sociais e operacionais.

Outro destaque é o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos), que estabelece metas para eficiência energética, modernização da infraestrutura e redução progressiva das emissões no setor.

O ministro Tomé Franca reforça que os programas são essenciais para a transformação do modal logístico brasileiro.

“O PND-Portos e o PND-Navegação são instrumentos que vão guiar a transição energética dos setores portuário e aquaviário, alinhando o Brasil às melhores práticas globais”, afirmou.

Na interface com o setor privado, o Pacto pela Sustentabilidade já reconheceu empresas comprometidas com práticas ESG, incluindo iniciativas apresentadas durante conferências internacionais como a COP30, em Belém (PA).

Setor portuário reforça protagonismo na agenda climática global

Com a adoção de novas tecnologias, políticas públicas e investimentos privados, os portos brasileiros se consolidam como peças-chave na estratégia nacional de descarbonização.

A tendência é que a combinação entre energia limpa, digitalização e eficiência logística transforme o setor em um dos principais vetores da transição energética do país nas próximas décadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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