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Tecnologia revoluciona secagem de grãos e controle de pragas no pós-colheita

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A secagem eficiente de grãos é crucial para garantir a qualidade e a longevidade do produto no pós-colheita. Com essa premissa, a Dryeration, uma empresa especializada em soluções inovadoras para secagem e preservação de grãos, apresenta suas mais recentes tecnologias na 5ª Feinagro (Feira de Negócios Agropecuários), que acontece de 23 a 26 de abril em Mineiros, Goiás. Os visitantes terão a oportunidade de conhecer secadores e despoeiradores projetados para uma secagem homogênea, em menos tempo, e com menor impacto ambiental.

Otalicio Pacheco da Cunha, fundador da Dryeration e especialista em secagem de grãos, aponta que a safra de soja e milho de 2023/24 trouxe desafios devido à irregularidade das chuvas em regiões produtivas. A solução para enfrentar esse cenário está em equipamentos que garantam uma secagem eficaz, permitindo um aproveitamento completo da colheita. “Desenvolvemos uma tecnologia em que o grão se movimenta dentro da torre e o ar gira em torno dele, resultando em uma secagem uniforme, mesmo com diferentes níveis de umidade”, explica Cunha.

Secagem Rápida com Economia de Recursos

A velocidade do processo de secagem é um diferencial que reflete diretamente na eficiência e na economia. Enquanto em um equipamento convencional a secagem do milho, de 24% para 14% de umidade, leva cerca de sete horas, nos secadores da Dryeration esse tempo reduz para apenas 1 hora e 40 minutos, segundo Cunha. Isso representa uma economia significativa de energia ou combustível. Por exemplo, enquanto um secador convencional usa cerca de 4,5 m³ de lenha para secar o milho, a tecnologia da Dryeration requer apenas 1,5 m³, gerando não apenas economia de recursos, mas também menor impacto ambiental.

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Combate a Pragas e Grãos Ardidos

Um dos maiores problemas no pós-colheita é a infestação por pragas, que pode ocorrer devido à contaminação por ovos depositados por insetos nas lavouras. Cunha explica que secadores comuns podem funcionar como chocadeiras, permitindo que os ovos eclodam durante a secagem, o que contamina os grãos armazenados. A tecnologia da Dryeration esteriliza os grãos, atingindo uma temperatura de 40 a 45 graus em poucos minutos, impedindo a eclosão dos ovos e reduzindo a ocorrência de grãos super secos ou ardidos.

Menor Impacto Ambiental com Despoeiradores Inovadores

A Dryeration também apresenta uma solução inovadora para reduzir a emissão de partículas no ambiente. O revolucionário Sistema de Despoeiramento (DRY SP) reduz a emissão de partículas em mais de 90%, um avanço significativo para a sustentabilidade e o cumprimento das exigências dos órgãos de fiscalização. O sistema é autolimpante e aspira o ar na torre de secagem, direcionando as partículas para uma câmara de queima, liberando apenas ar limpo para o ambiente. Esse sistema é integrado ao secador, combinando exaustão e despoeiramento em um único dispositivo, oferecendo uma excelente performance, especialmente para a secagem de soja, milho e arroz.

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Com a tecnologia inovadora da Dryeration, o controle de pragas no pós-colheita é mais eficiente, econômico e sustentável, tornando possível uma secagem homogênea e uma melhor preservação dos grãos para agricultores e produtores. A apresentação desses equipamentos na Feinagro 2024 é uma oportunidade para conhecer de perto soluções que podem transformar a logística do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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