AGRONEGÓCIO

Tecnologia no desenvolvimento de sementes de alface confere versatilidade ao cultivo da hortaliça

Publicado em

A versatilidade é uma das características mais buscadas para a produção de hortaliças. As alfaces, por exemplo, apresentam esse atributo, com cultivares adaptadas para plantio em campo aberto e hidroponia, além de poderem ser usadas de diversas formas, seja como elemento principal de uma salada ou de forma decorativa. As variedades tipo crespas, em específico, unem todos esses elementos, graças à tecnologia aplicada no desenvolvimento das sementes.

A alface é uma das culturas mais difundidas no Brasil e, também, mais presentes na mesa dos brasileiros, sendo ela a hortaliça mais consumida pela população mundial. De acordo com o livro “Brasil em 50 Alimentos”, produzido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o País produz, por ano, aproximadamente 660 mil toneladas de alface.

O cultivo em campo aberto de alfaces crespas, com o plantio direto no solo, aproveita dos nutrientes já presentes na terra e de adubação orgânica ou mineral para o desenvolvimento dos produtos, segundo estudo feito no Instituto Federal Sul de Minas pelos profissionais Luis Lessi dos Reis e José Augusto Pereira Neto.

Quando se fala de hidroponia, o solo é substituído por uma solução nutritiva de água e dos nutrientes minerais necessários para a evolução adequada da hortaliça. Esse tipo de cultivo protegido prevê a irrigação intermitente das raízes e a disponibilização, também, de oxigênio para a alface.

Leia Também:  IPCA de maio sobe 0,58% e pressiona alimentação, energia e serviços; transportes têm alívio com queda dos combustíveis

“Nesse sentido, o trabalho de melhoramento genético é essencial para que o produtor tenha acesso às sementes que mais se adaptam à sua realidade, seja para cultivo em campo aberto ou hidropônico. Dessa forma, ele pode otimizar as atividades e os custos envolvidos na produção da hortaliça”, explica o especialista em Brássicas e Folhosas da Agristar, Silvio Nakagawa.

Topseed Premium no mercado de alfaces crespas

Considerando a demanda por materiais que se destacam geneticamente, a linha Topseed Premium da Agristar do Brasil possui em seu portfólio variedades de alface crespa que atendem esses pilares de versatilidade.

A cultivar Cida, por exemplo, é adaptada para as duas formas de plantio, mas o cultivo protegido em hidroponia recebe destaque, segundo Nakagawa. “Essa é uma variedade que apresenta planta compacta, com boa firmeza de folhas e tolerante ao pendoamento precoce e ao calor, além de ser resistente ao vírus do mosaico da alface (LMV)”.

Já a alface crespa Samira, comumente encontrada em propriedades do Rio de Janeiro, é tolerante a doenças do solo, principalmente no verão. “Ela possui uma planta vigorosa, com folhas longas e firmes, e também apresenta tolerância ao pendoamento precoce e alta resistência ao LMV”, detalha.

Leia Também:  Cursos gratuitos na área da tecnologia seguem com inscrições abertas até dia 28

Quando o assunto é mimosa verde, a alface Frisby é um destaque nesse mercado, podendo ser cultivada diretamente no solo ou em hidroponia. “A cultivar possui uma planta aberta, volumosa, resistente ao míldio e folhagem vigorosa de cor verde brilhante”, aponta o especialista.

No segmento de alfaces roxas, a Topseed Premium possui o material Luminosa, cujo principal destino é a decoração de saladas. “Essa é uma cultivar indicada para plantio o ano todo por ser altamente adaptável, apresentando ótimo pós-colheita e folhas grandes, uniformes, com ótima coloração, rendimento e peso”.

“É fundamental termos em nosso portfólio materiais que atendem diversos tipos de públicos e demandas. Isso é fruto de anos de trabalho e desenvolvimento genético das cultivares que levamos a campo e do contato direto com os produtores, que comunicam as suas necessidades para que possamos produzir as melhores soluções ao negócio de cada um”, encerra Silvio Nakagawa.

Fonte: Attuale Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Boletim aponta que motociclistas representam 69% das mortes no trânsito em Cuiabá

Published

on

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o Boletim Epidemiológico 2024 do Programa Vida no Trânsito (PVT), elaborado pela Coordenadoria Técnica de Vigilância Epidemiológica e pela Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (VDANT). O documento traça o perfil dos acidentes fatais registrados no município e reúne informações que irão subsidiar políticas públicas e estratégias de prevenção.

O levantamento mostra que, em 2024, Cuiabá registrou 104 mortes em decorrência de acidentes de trânsito. Entre as vítimas, 85% eram homens e 69% eram motociclistas, grupo que permanece como o mais vulnerável nas vias da capital. Os pedestres representaram 15% das mortes, enquanto os ocupantes de automóveis corresponderam a 9% dos óbitos.

A pesquisa também identificou que 83% das vítimas tinham entre 20 e 59 anos, faixa etária considerada economicamente ativa, o que amplia os impactos sociais e econômicos causados pelos acidentes.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que os dados reforçam a importância do planejamento de ações integradas para reduzir os acidentes e salvar vidas.

“Cada vida perdida no trânsito representa uma dor para as famílias e um alerta para toda a sociedade. O boletim nos permite compreender onde estão os principais fatores de risco e direcionar ações mais eficazes de prevenção. Nosso compromisso é fortalecer o trabalho integrado entre saúde, mobilidade, segurança pública e educação para reduzir esses números e preservar vidas”, afirma.

Outro dado preocupante apontado pelo boletim é que aproximadamente 30% dos condutores envolvidos nos acidentes fatais não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH), reforçando a necessidade de ampliar as ações de fiscalização e conscientização.

Leia Também:  Cursos gratuitos na área da tecnologia seguem com inscrições abertas até dia 28

O Programa Vida no Trânsito é desenvolvido de forma integrada entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPTran), Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Vigilância Epidemiológica.

A análise dos acidentes apontou o excesso de velocidade como o principal fator associado às mortes, presente em 30,8% dos casos e identificado como a causa principal em 12,5% das ocorrências investigadas.

Também foram identificados outros fatores relevantes, como consumo de álcool, problemas relacionados à infraestrutura viária, avanço do sinal vermelho e condições inadequadas de visibilidade.

Entre as condutas de risco mais frequentes estão dirigir sem habilitação, circular em locais proibidos, desrespeitar a sinalização e realizar mudanças de faixa sem a devida indicação.

Os dados revelam que 61,5% dos acidentes fatais ocorreram durante o período noturno e na madrugada. Os finais de semana também concentraram grande parte das ocorrências, especialmente aos sábados e domingos, quando há maior circulação de pessoas e aumento da combinação entre consumo de álcool e excesso de velocidade.

As vias com maior número de acidentes fatais em 2024 foram as avenidas Fernando Corrêa, Historiador Rubens de Mendonça (CPA), Miguel Sutil e Helder Cândia, além da BR-364 no perímetro urbano de Cuiabá.

Outro indicador que chama a atenção é que cerca de dois terços das vítimas morreram ainda no local do acidente, demonstrando a gravidade dos sinistros registrados.

Leia Também:  Safra de grãos 2025/26 deve bater novo recorde e alcançar 358,6 milhões de toneladas, projeta Conab

O coordenador técnico de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Bruno da Silva Santos, destaca que o boletim vai além da divulgação de estatísticas e se consolida como uma ferramenta para orientar decisões e fortalecer ações de prevenção.

“Mais do que apresentar números, o boletim permite compreender o perfil dos acidentes fatais e identificar os principais fatores de risco. Essas informações subsidiam o planejamento de ações integradas entre saúde, mobilidade urbana, segurança pública e demais instituições parceiras, contribuindo para intervenções mais efetivas e para a preservação de vidas”, afirma.

Como principal referência em atendimento de urgência e trauma na capital, o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) acompanha diariamente as consequências dos acidentes de trânsito. A diretora-geral da unidade, Kelluby de Oliveira, ressalta que a prevenção é a forma mais eficaz de preservar vidas e evitar a sobrecarga da rede hospitalar.

“O Hospital Municipal de Cuiabá é referência no atendimento aos traumas e recebe diariamente vítimas de acidentes de trânsito, muitas delas em estado grave. Cada ocorrência mobiliza equipes multiprofissionais, leitos, centro cirúrgico e toda uma estrutura de alta complexidade. Quando um acidente é evitado, preservamos vidas e também fortalecemos a capacidade da rede pública de atender outras demandas. A conscientização e o respeito às leis de trânsito continuam sendo as principais ferramentas para mudar essa realidade”, destaca.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA