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Tecnologia em Pneus Melhora Desempenho de Irrigação e Reduz Formação de Valas nas Lavouras

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De acordo com o levantamento mais recente sobre pivôs centrais realizado no Brasil em 2024, o país conta com 33.846 equipamentos de irrigação, abrangendo uma área de 2.200.960 hectares. Este crescimento anual, de 140.842 hectares, representa o maior aumento desde 1985, conforme dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (2023). Em comparação com 2022, o número de pivôs centrais aumentou em 3.807 unidades, evidenciando o compromisso do setor agrícola com a adaptação aos desafios climáticos.

A irrigação, fundamental para garantir a segurança e a produtividade das lavouras, tem sido cada vez mais utilizada como ferramenta estratégica pelos produtores. Nesse contexto, a Titan Pneus desenvolveu uma solução inovadora para otimizar ainda mais a performance dos pivôs centrais: o pneu 14.9-24 6 PR TL Titan “Irrigator”. Com um design exclusivo, este pneu foi projetado para melhorar a distribuição de água, tornando o processo de irrigação mais eficiente.

Solução para o Problema das Valas nos Pivôs

O pivô central realiza movimentos circulares contínuos, geralmente na mesma área. Com o tempo e a umidade, isso pode gerar a formação de valas nos locais por onde os pneus passam, o que impacta negativamente a estabilidade e o desempenho do equipamento de irrigação. Thiago Rodrigues, coordenador de produto da Titan Pneus do Brasil, explica que o novo pneu tem como objetivo mitigar esse problema. “O formato do pneu proporciona uma pegada mais uniforme, ampliando a área de contato com o solo e reduzindo a formação de valas, o que contribui para um melhor desempenho dos pivôs”, destaca Rodrigues.

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Para o desenvolvimento do produto, a Titan Pneus realizou um estudo aprofundado junto aos clientes que utilizam pivôs centrais em diferentes regiões do Brasil. A pesquisa teve como base as sugestões desses produtores, visando aprimorar o design do pneu e melhorar a performance dos equipamentos. O resultado foi o lançamento do “Irrigator”, um pneu exclusivo para aplicação em pivôs de irrigação.

Detalhes Técnicos e Benefícios

O novo pneu da Titan Pneus conta com uma carcaça reforçada, resistente a cortes e perfurações, fabricada com um composto especial, que garante maior durabilidade e resistência ao desgaste, mesmo sob condições de uso intensivo. Além disso, o design inovador do pneu proporciona uma distribuição uniforme de peso, o que reduz o impacto sobre o solo e assegura uma performance constante ao longo do tempo.

Outro destaque é o desenho das barras com um ângulo de 23°, que favorece a autolimpeza do pneu, minimizando a compactação do solo. A banda de rodagem foi projetada para evitar o acúmulo de resíduos, contribuindo para a longevidade do produto. “Nossos pneus oferecem resistência e confiabilidade, proporcionando alta produtividade no manejo e excelente estabilidade para os pivôs de irrigação”, conclui Thiago Rodrigues.

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Com essa inovação, a Titan Pneus contribui para uma irrigação mais eficiente e sustentável, promovendo ganhos em produtividade e conservação do solo nas lavouras brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra recorde já não basta para garantir rentabilidade ao produtor

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A perspectiva de uma nova safra recorde encontra o produtor brasileiro diante de um desafio que cresce na mesma proporção da produção: financiar uma atividade mais tecnológica, mecanizada e intensiva em capital, num ambiente de juros elevados, margens menores e bancos mais seletivos. O avanço do crédito privado amplia as alternativas disponíveis, mas também exige profissionalização da gestão e uma análise mais rigorosa sobre o retorno proporcionado pelo patrimônio investido.

Dados do Banco Central (BC), compilados por entidades do setor, mostram que 23,5% da carteira ativa de crédito rural apresentava algum nível de problema em julho de 2026. Eram R$ 207,5 bilhões em operações inadimplentes, atrasadas, renegociadas ou prorrogadas. O indicador não representa apenas parcelas vencidas, mas revela o aumento do estresse financeiro acumulado depois de safras afetadas pelo clima, custos elevados e preços menos favoráveis.

Ao mesmo tempo, o financiamento bancário tradicional perdeu força. Em 12 meses, o volume de crédito rural concedido sem considerar instrumentos do mercado de capitais recuou 12%, para R$ 181,1 bilhões. A área atendida pelas linhas convencionais de custeio caiu quase 26%, de 34,2 milhões para 25,4 milhões de hectares.

Esse espaço vem sendo ocupado gradualmente por cooperativas, tradings, fornecedores de insumos, fundos de investimento e emissões no mercado de capitais. O estoque dos instrumentos privados de financiamento do agronegócio alcançou R$ 1,34 trilhão em julho, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Somente as Cédulas de Produto Rural (CPRs) somavam R$ 580,8 bilhões, distribuídos em aproximadamente 372 mil títulos.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a diversificação das fontes de recursos é necessária, mas não pode ser confundida com crédito fácil ou capacidade ilimitada de endividamento.

“O crédito privado será cada vez mais importante para complementar o Plano Safra e o financiamento bancário. O produtor, porém, precisa avaliar o custo efetivo, o prazo, as garantias exigidas e a compatibilidade das parcelas com o fluxo de caixa da propriedade. Trocar uma dívida por outra mais cara, sem corrigir a origem do desequilíbrio, apenas transfere o problema para a safra seguinte”, afirma.

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A necessidade de capital aumentou com a transformação da agropecuária brasileira. Produzir em escala passou a exigir máquinas de maior capacidade, agricultura de precisão, armazenagem, irrigação, conectividade, sistemas de gestão, insumos tecnológicos e equipes especializadas. A valorização das terras também elevou o volume de patrimônio imobilizado nas operações.

Essa evolução permitiu ganhos de produtividade e consolidou o Brasil entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos, fibras e energia. Mas também tornou as propriedades mais sensíveis ao custo do dinheiro. Quando os juros aumentam e as margens recuam, uma atividade pode apresentar lucro contábil e, ainda assim, não remunerar adequadamente todo o capital empregado.

É nesse ponto que ganha importância o conceito de Valor Econômico Agregado, conhecido pela sigla EVA. O indicador calcula o resultado operacional do negócio depois de descontado o custo de todo o capital utilizado, inclusive recursos próprios, terras quitadas, máquinas e demais ativos.

Uma propriedade pode encerrar o ciclo com resultado positivo no balanço, mas destruir valor se o retorno obtido ficar abaixo do que aquele patrimônio poderia render em uma alternativa de menor risco. A terra própria, por exemplo, não deixa de ter custo econômico porque está quitada. Ela representa capital que poderia ser arrendado, vendido ou aplicado em outro investimento.

“O produtor sempre acompanhou produtividade, custo por hectare e preço de venda. Esses indicadores continuam fundamentais, mas já não são suficientes para medir a saúde econômica do negócio. Também é necessário saber se o resultado remunera a terra, as máquinas, o capital de giro e o risco assumido durante a safra”, diz Rezende.

A aplicação dessa análise não significa abandonar investimentos ou reduzir a produção. O objetivo é identificar quais atividades, áreas e estruturas realmente geram retorno. A avaliação pode mostrar que determinado talhão produz bem, mas possui custo elevado; que uma máquina permanece ociosa; ou que o arrendamento oferece resultado melhor do que a compra de terras financiada.

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O mesmo raciocínio vale para a contratação de crédito. Recursos obtidos a juros superiores ao retorno esperado pela atividade diminuem o valor econômico da propriedade, mesmo quando ajudam a ampliar o faturamento. Por isso, crescimento de receita, aumento de área e recorde de produção não significam necessariamente fortalecimento financeiro.

A busca por recursos privados também coloca a governança no centro das negociações. Instituições financeiras e investidores analisam demonstrações contábeis, histórico de produção, previsibilidade de caixa, endividamento, garantias, regularidade ambiental e fundiária, contratos e capacidade de gestão. Quanto maior a qualidade dessas informações, maior tende a ser a possibilidade de acessar diferentes fontes e negociar condições melhores.

“Governança deixou de ser uma preocupação exclusiva das grandes empresas. O produtor que conhece seus números, separa as contas da família e da propriedade, mantém documentos regulares e apresenta informações confiáveis reduz a percepção de risco. Isso melhora sua posição diante dos financiadores e permite comparar propostas sem decidir apenas pela disponibilidade imediata do dinheiro”, acrescenta Rezende.

O modelo de financiamento do agronegócio tende a permanecer híbrido. Crédito rural, recursos obrigatórios, cooperativas, tradings, fornecedores, fundos e mercado de capitais continuarão convivendo, cada um com custos, prazos e riscos diferentes. O desafio será combinar essas fontes sem comprometer parcelas excessivas da produção futura ou oferecer garantias incompatíveis com o valor da operação.

A safra recorde continua sendo uma demonstração da capacidade produtiva brasileira. Para que esse desempenho se transforme em renda, entretanto, o produtor precisará acompanhar não apenas quantas toneladas colhe, mas quanto valor permanece depois de remunerados todos os recursos utilizados. Em uma agricultura intensiva em capital, produzir mais é importante; produzir com retorno econômico tornou-se decisivo.

Fonte: Pensar Agro

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