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Tecnologia e transparência: rastreabilidade da carne suína eleva padrões de qualidade e sustentabilidade no Brasil

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A busca por alimentos mais seguros e de origem comprovada está transformando o mercado de proteína animal no Brasil. No setor de carne suína, a rastreabilidade vem se consolidando como uma ferramenta essencial para garantir qualidade, segurança alimentar e sustentabilidade.

Um dos destaques dessa nova fase da suinocultura é o frigorífico O Cortês, localizado em Raul Soares (MG), na Zona da Mata mineira. A empresa, que iniciou suas operações no fim de outubro e deve colocar seus produtos nas prateleiras no primeiro semestre de 2026, aposta em tecnologia para monitorar cada etapa da produção — da granja à mesa — e agregar valor à carne suína de raça Duroc, reconhecida pelo sabor e marmoreio diferenciados.

Do campo ao consumidor: tecnologia garante transparência total

Antes limitada ao controle por lotes, a rastreabilidade na suinocultura evoluiu para um sistema minucioso. Hoje, é possível acompanhar todo o ciclo produtivo: genética, nutrição, manejo, bem-estar animal, abate e distribuição.

Segundo Rodrigo Torres, sócio-fundador do O Cortês, o novo modelo atende a uma demanda crescente por transparência e responsabilidade ambiental.

“A rastreabilidade permite que o consumidor conheça toda a trajetória do alimento e confie na marca. Não se trata apenas de saber de onde vem a carne, mas também de entender como o animal foi criado e o impacto ambiental do processo”, explica Torres.

QR Code leva informação completa ao consumidor

Os produtos do frigorífico terão QR Codes nas embalagens, permitindo que o comprador acesse informações detalhadas sobre a origem do alimento — desde a fazenda de criação até a certificação de qualidade e sustentabilidade.

“Nosso objetivo é que o cliente saiba exatamente o que está levando para casa. A rastreabilidade é o diferencial que comprova a qualidade superior e fortalece a relação de confiança com o consumidor”, destaca Torres.

A empresa também mira o mercado internacional e planeja iniciar exportações para a União Europeia e os Estados Unidos até o fim de 2026 — regiões conhecidas por exigirem altos padrões de qualidade e certificações rigorosas.

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Sustentabilidade: rastreabilidade aliada do carbono neutro

Além da segurança alimentar, a rastreabilidade é uma ferramenta estratégica para sustentabilidade e gestão ambiental. O acompanhamento de cada fase produtiva permite reduzir desperdícios, otimizar recursos e garantir boas práticas de bem-estar animal.

O Cortês adota um plano de carbono neutro, que inclui o plantio de 190 hectares de florestas — sendo 130 de eucalipto e 60 de regeneração nativa —, além da utilização de biodigestores para tratar dejetos suínos e gerar energia elétrica renovável.

Diferenciação de raças valoriza a suinocultura premium

O Brasil conta com cerca de 16 raças suínas, entre industriais e autóctones, e a diferenciação genética vem ganhando relevância no mercado. Assim como ocorre com a carne bovina Angus, a raça Duroc se destaca por oferecer carne de textura macia, marmoreio e sabor marcante.

A rastreabilidade assegura a procedência e pureza da linhagem, garantindo ao consumidor um produto premium e autêntico — fator que agrega valor e impulsiona o reconhecimento da marca no mercado interno e externo.

Como identificar se a carne suína é rastreada

O consumidor pode verificar facilmente se o produto que está comprando possui rastreabilidade. Confira como:

  • Procure o QR Code na embalagem — Empresas que investem em rastreabilidade disponibilizam um código que pode ser escaneado com a câmera do celular.
  • Acesse as informações completas — O link direciona para dados sobre origem, fazenda de criação, raça (como a Duroc) e certificações.
  • Verifique os selos de qualidade — Por meio do QR Code, também é possível conferir os selos de bem-estar animal, carbono neutro e rastreabilidade de raça.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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