AGRONEGÓCIO

Tecnologia Aprimora Projeto de Fruticultura Irrigada no Vão do Paranã, GO

Publicado em

O Projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã, iniciativa da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) de Goiás, está recebendo inovações tecnológicas que prometem revolucionar o manejo das culturas de manga e maracujá na região. A implementação de estações meteorológicas e o desenvolvimento de um aplicativo dedicado estão no centro desses avanços, coordenados pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em parceria com a Embrapa Cerrados.

As estações meteorológicas já estão em operação em Flores de Goiás, com outras duas programadas para serem instaladas em Formosa e São João d’Aliança. Essas estações coletam dados cruciais como temperatura, umidade relativa do ar e evapotranspiração, fundamentais para ajustar a irrigação das plantações de forma precisa. O aplicativo, atualmente em fase de testes, em breve estará disponível para os produtores participantes, oferecendo informações em tempo real diretamente em dispositivos móveis.

Pedro Leonardo Rezende, secretário da Seapa, ressaltou os benefícios dessa iniciativa, destacando que a precisão dos dados contribuirá significativamente para melhorar a gestão do plantio e da irrigação, resultando em maior produtividade. Equipadas com sensores avançados, as estações meteorológicas permitem um uso mais eficiente da água, operando as bombas de irrigação apenas quando necessário, o que economiza recursos hídricos e energéticos.

Leia Também:  Copersucar e Geo Firmam Parceria Estratégica para Desenvolver Tecnologia de SAF no Brasil

Além de promover a sustentabilidade ao reduzir o desperdício de água, a tecnologia também promete aumentar a produtividade das culturas. Ao receber a quantidade exata de água adequada, as plantas têm condições ideais para atingir seu potencial máximo de produção. Inicialmente direcionado aos 148 produtores envolvidos na fase piloto, o aplicativo deverá ser expandido futuramente para outros agricultores interessados em aderir ao Projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã.

O projeto, financiado pelo Governo de Goiás e com aporte significativo da Codevasf, visa impulsionar a produção agrícola no Nordeste goiano, contribuindo para a geração de empregos e renda na região, além de promover o desenvolvimento regional. Os primeiros plantios irrigados foram iniciados em dezembro de 2023, com previsão de produção anual de 4,2 mil toneladas de maracujá e 6 mil toneladas de manga. A segunda fase do projeto, com investimento de R$ 8,3 milhões, está em andamento, consolidando os avanços tecnológicos para o setor agrícola local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Preços mais altos impulsionam vendas de milho das safras 2024/25 e 2025/26 em Mato Grosso

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

Published

on

Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia Também:  Projeto para Produção de Etanol a Partir do Sisal Pode Transformar Realidade de Produtores Baianos

A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

Leia Também:  Manejo do pasto antes da seca é decisivo para garantir produtividade da pecuária até outubro

Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA