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Tecnologia Antecipe Impulsiona a Produtividade do Milho Safrinha no Tocantins

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A tecnologia Antecipe, desenvolvida pela Embrapa, tem demonstrado grande potencial no aumento da produtividade do milho segunda safra no Tocantins. Esta estratégia inovadora permite aos produtores antecipar o plantio do milho em até 20 dias antes da colheita da soja, o que reduz consideravelmente os riscos associados a condições climáticas adversas, comuns no final do verão e início do outono.

Resultados Promissores em Marianópolis

Um estudo realizado no município de Marianópolis, no Tocantins, analisou o impacto do cultivo intercalar de milho, semeado antes da colheita da soja, e observou um aumento significativo na produtividade. Comparado ao plantio tradicional do milho após a soja, a técnica Antecipe resultou em um aumento de 287% na produtividade de grãos de milho, alcançando uma média de 3.062 quilos por hectare. Este avanço foi observado em experimentos realizados em diversas regiões do Tocantins.

Comparação de Sistemas de Cultivo

O estudo avaliou três sistemas de cultivo: o Antecipe, onde o milho é semeado antes da colheita da soja; o plantio convencional, com milho semeado após a colheita; e um terceiro método denominado “padrão do produtor”, que semeia o milho após a soja, mas no mesmo dia que o Antecipe. A pesquisa contou com a colaboração de três unidades da Embrapa: Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), Embrapa Milho e Sorgo (MG) e Embrapa Pecuária Sudeste (SP).

Validação Nacional

Além do Tocantins, o Antecipe tem demonstrado bons resultados em outras oito unidades da federação, como Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul e Maranhão. Em Goiás, por exemplo, o sistema entregou 66 sacas de milho por hectare em 2021, enquanto o método tradicional resultou em 28 sacas por hectare, evidenciando a eficiência da técnica.

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Funcionamento da Técnica

A técnica Antecipe envolve a semeadura mecanizada do milho nas entrelinhas da soja, a partir do estágio fenológico R6 da leguminosa, quando esta já está em fase de enchimento de grãos. Durante a colheita da soja, o milho sofre uma redução da área foliar, mas o ponto de crescimento da planta permanece intacto, permitindo seu desenvolvimento sem prejuízos. Essa antecipação do plantio do milho proporciona uma melhor utilização das chuvas iniciais da estação, resultando em um aumento significativo na produtividade.

Benefícios Econômicos e Ambientais

Além de proporcionar ganhos de produtividade, o Antecipe também reduz os custos de produção da soja, eliminando a necessidade de dessecação para antecipar a colheita. A estratégia também oferece maior flexibilidade no uso das terras, permitindo que o milho seja implantado em áreas onde a segunda safra ainda não está consolidada. Isso contribui para a sustentabilidade do sistema produtivo, uma vez que o processo ocorre em plantio direto, com menor impacto ambiental.

Expansão de Cultivos

Com o Antecipe, produtores de diferentes regiões do Brasil podem expandir suas áreas de cultivo, utilizando a técnica para diversos tipos de culturas, como sorgo, milheto, gergelim ou até pastagens, dependendo das características da propriedade. A possibilidade de semear na entrelinha da soja oferece uma alternativa de diversificação de atividades e maximização de resultados econômicos.

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A História do Antecipe

Lançada em 2020, a tecnologia Antecipe combina a semeadura do milho com a utilização de uma semeadora-adubadora inovadora, que está sendo patenteada pela Embrapa. Essa semeadora permite a semeadura mecanizada sem danificar a cultura sucessora, preservando a produtividade da soja. O desenvolvimento dessa tecnologia visou atender tanto grandes quanto pequenos produtores, oferecendo mais competitividade e eficiência.

O Caso do Tocantins

No Tocantins, a antecipação do plantio do milho se torna especialmente relevante, dado o alto risco climático das áreas de sequeiro na região, onde a segunda safra é desafiada pelo clima instável no final do verão. A aplicação do Antecipe proporciona uma semeadura em uma época mais favorável, promovendo um aumento da produtividade quando comparada às semeaduras realizadas fora do calendário agrícola recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

Conclusão

A técnica Antecipe surge como uma solução inovadora para a produção de milho no Tocantins e em outros estados brasileiros. Com resultados comprovados e a capacidade de reduzir riscos climáticos e melhorar a rentabilidade, o sistema oferece uma alternativa sustentável e vantajosa para a agricultura, beneficiando produtores de diversas regiões e ampliando o potencial agrícola nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Temporal com granizo no Sul de Minas gera direitos imediatos ao produtor rural; veja orientações jurídicas

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O temporal com forte queda de granizo que atingiu os municípios de Boa Esperança, Campo do Meio e cidades do Sul de Minas Gerais no dia 30 de maio provocou danos significativos ao setor produtivo rural. Em aproximadamente 30 minutos, a tempestade causou alagamentos, destruição parcial de lavouras de café, queda de postes, prejuízos em imóveis e interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Diante do cenário de perdas, especialistas alertam que os produtores afetados possuem direitos garantidos em diferentes frentes legais — como seguro rural, crédito agrícola e contratos de comercialização — que precisam ser acionados com urgência para evitar prejuízos ainda maiores.

Seguro rural garante cobertura para eventos como granizo

De acordo com o advogado Vinícius Souza Barquette, especialista em agronegócio e atuação em casos de frustração de safra no Sul de Minas, o granizo é um evento expressamente coberto nas apólices de seguro agrícola, conforme estabelece o marco legal do setor.

A legislação vigente reforça a obrigatoriedade de clareza nas cláusulas contratuais, incluindo riscos cobertos e exclusões, além de impedir a rescisão unilateral por parte das seguradoras e estabelecer prazos definidos para análise e pagamento de indenizações.

Segundo o especialista, após a comunicação do sinistro, a seguradora tem até 30 dias para se manifestar sobre a cobertura e mais 30 dias para efetuar o pagamento após a conclusão da regulação.

Comunicação imediata do sinistro é essencial

Barquette destaca que a primeira medida do produtor deve ser a comunicação imediata do sinistro à seguradora, de forma formal e documentada. Também recomenda o registro detalhado dos danos antes de qualquer intervenção na área atingida.

“É fundamental fotografar e filmar toda a área afetada e comunicar o sinistro imediatamente. A demora nessa etapa é um dos principais motivos utilizados pelas seguradoras para negar indenizações”, alerta o advogado.

O especialista também orienta a contratação de laudos agronômicos independentes para avaliação dos danos, além da preservação de notas fiscais de insumos e equipamentos atingidos.

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Outro ponto de atenção é a assinatura de termos de quitação sem assessoria jurídica, prática que pode encerrar definitivamente o direito de contestação sobre valores pagos.

Crédito rural pode ser prorrogado em caso de perda de safra

No campo do crédito rural, produtores que comprovarem perdas decorrentes de eventos climáticos têm direito à prorrogação dos financiamentos nas mesmas condições originais, sem necessidade de novos contratos ou encargos adicionais.

A medida é respaldada por legislação específica do crédito agrícola e consolidada pela jurisprudência dos tribunais superiores, que reconhecem a prorrogação como direito do produtor quando preenchidos os requisitos técnicos.

O pedido deve ser formalizado junto à instituição financeira antes do vencimento das parcelas, acompanhado de laudo de frustração de safra.

Segundo Barquette, é comum que bancos ofereçam renegociações em condições menos favoráveis, sem informar o direito à prorrogação. Nesses casos, há possibilidade de contestação administrativa e judicial, inclusive com pedido de suspensão de cobranças e de negativação do produtor.

Contratos de venda antecipada exigem análise imediata

Um dos pontos mais sensíveis envolve os contratos de venda antecipada de café e outras culturas. De acordo com o advogado, esses acordos são, em regra, classificados como contratos aleatórios, o que limita a possibilidade de revisão em caso de perdas climáticas.

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No entanto, ele ressalta que cada contrato deve ser analisado individualmente, especialmente em relação a cláusulas de força maior e penalidades previstas.

“É essencial notificar os compradores por escrito e avaliar as cláusulas contratuais antes de qualquer reconhecimento de inadimplência. Uma ação precipitada pode comprometer a defesa jurídica do produtor”, explica.

O especialista também aponta que situações de eventos climáticos extremos ou multas consideradas desproporcionais podem abrir espaço para discussões jurídicas específicas.

Documentação do evento é decisiva para defesa do produtor

Em todos os casos, a documentação do evento climático é considerada fundamental para embasar pedidos administrativos ou judiciais. Entre os registros recomendados estão fotos georreferenciadas, boletins meteorológicos, registros do Corpo de Bombeiros, depoimentos de vizinhos e eventual decreto de emergência emitido pelo município.

“O Direito oferece instrumentos reais de proteção ao produtor rural, mas a efetividade dessas garantias depende de ação rápida, organização documental e assessoria especializada”, conclui o advogado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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