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Taxa de Desemprego Atinge Menor Nível em 2024, Mas Desafios Inflacionários Persistem

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A taxa de desemprego no Brasil alcançou 6,1% no trimestre de setembro a novembro de 2024, marcando uma redução contínua pelo oitavo trimestre consecutivo, conforme dados da PNAD Contínua do IBGE. A diminuição foi de 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. O número de pessoas ocupadas no período totalizou 103,9 milhões, um aumento de 0,28% frente ao trimestre de agosto a outubro. Entre os setores, a agropecuária apresentou uma leve redução de 0,7%, com 7,8 milhões de trabalhadores no setor.

Aumento no Rendimento e Endividamento das Famílias

O rendimento médio efetivo de todos os trabalhadores foi de R$ 3.314, refletindo um aumento de 0,18% em relação ao trimestre anterior. Por outro lado, o endividamento das famílias, conforme dados do Banco Central, ficou em 47,88% da renda acumulada nos últimos 12 meses em outubro, uma redução marginal de 0,08 ponto percentual em relação a setembro.

Inflação Supera Meta e Preços de Alimentos Sobem

A taxa de inflação de 2024, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o ano em 4,83%, ultrapassando em 0,33 ponto percentual a meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), estabelecida em 4,5%. O grupo alimentação e bebidas foi o que apresentou a maior alta, com aumento de 7,69%. Além disso, o Índice de Commodities (IC-Br Composto) subiu 6,74% em dezembro, com destaque para o IC-Br Agropecuária, que registrou o maior aumento mensal, de 8,32%.

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Crescimento Econômico de São Paulo e Superávit Comercial

No terceiro trimestre de 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) paulista alcançou R$ 906 bilhões, representando 30% do PIB nacional, que totalizou R$ 3 trilhões. O crescimento da economia de São Paulo foi de 2,7% no acumulado dos últimos quatro trimestres. O setor de serviços foi o principal responsável por impulsionar o crescimento econômico no estado.

Em relação à balança comercial, o Brasil registrou um superávit de US$ 4,8 bilhões em dezembro, com exportações de US$ 24,9 bilhões e importações de US$ 20,1 bilhões. No total de 2024, as exportações somaram US$ 337 bilhões e as importações US$ 262,5 bilhões, o que resultou em um superávit anual de US$ 74,6 bilhões, o segundo maior da história. No entanto, em comparação com 2023, houve uma leve redução de 0,78% nas exportações e um aumento de 9,01% nas importações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Câmbio mais favorável ao agronegócio pode impulsionar exportações no segundo semestre, aponta Rabobank

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O comportamento do câmbio segue como um dos principais fatores de atenção para o agronegócio brasileiro em 2026. Após um primeiro semestre marcado pela valorização do real frente ao dólar, o cenário para os próximos meses pode trazer mudanças importantes para a competitividade das exportações do país.

A análise faz parte do relatório AgroInfo 2026, divulgado pelo Rabobank, que avalia os impactos do ambiente macroeconômico sobre as principais cadeias produtivas do agronegócio nacional.

Valorização do real reduziu ganhos dos exportadores

Segundo o Rabobank, a apreciação da moeda brasileira ao longo da primeira metade do ano teve efeitos distintos entre os setores do agro.

Embora alguns segmentos tenham sido beneficiados pela redução dos custos de insumos importados, diversas cadeias exportadoras enfrentaram compressão das margens devido à menor conversão das receitas obtidas em dólar.

O efeito foi percebido principalmente em commodities como soja, milho, algodão e celulose, cujos preços internacionais não se refletiram integralmente nos valores recebidos pelos produtores brasileiros.

No mercado da soja, por exemplo, mesmo com as cotações internacionais alcançando patamares elevados em Chicago durante o primeiro trimestre, os preços em reais permaneceram relativamente estáveis devido à combinação entre valorização do real e redução dos prêmios de exportação.

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Cenário externo segue pressionando o mercado cambial

O relatório aponta que o ambiente internacional continua sendo determinante para o comportamento das moedas emergentes.

Conflitos geopolíticos, tensões comerciais, inflação global e as decisões de política monetária das principais economias do mundo permanecem influenciando diretamente o fluxo de capitais e a cotação do dólar.

Além disso, a desaceleração econômica em diversos mercados consumidores e as incertezas relacionadas ao comércio internacional mantêm elevado o nível de cautela dos investidores.

Exportadores podem ganhar competitividade

Para o segundo semestre de 2026, o Rabobank avalia que existe a possibilidade de enfraquecimento do real frente ao dólar, movimento que tende a favorecer setores fortemente dependentes das exportações.

A expectativa é especialmente positiva para segmentos como celulose, soja, algodão, carnes e demais commodities agrícolas, que podem ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

No caso da celulose, o banco destaca que preços internacionais ligeiramente mais altos, combinados a uma possível desvalorização do real, podem impulsionar as receitas dos exportadores brasileiros ao longo da segunda metade do ano.

Impactos variam entre as cadeias produtivas

Apesar dos possíveis benefícios para as exportações, o efeito cambial não é uniforme entre todos os segmentos do agronegócio.

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No milho, por exemplo, a valorização do real já vem sendo apontada como um fator que limita a competitividade das vendas externas brasileiras diante da concorrência de países como Estados Unidos e Argentina.

Já no mercado da soja, o câmbio continua sendo um dos principais componentes da formação de preços ao produtor, juntamente com os prêmios de exportação e as cotações da Bolsa de Chicago.

Gestão de risco será fundamental

Diante de um ambiente marcado por volatilidade cambial e incertezas geopolíticas, o Rabobank reforça a importância do monitoramento constante dos mercados e da adoção de estratégias de gestão de risco.

Para produtores, cooperativas, tradings e agroindústrias, a combinação entre câmbio, preços internacionais, logística e demanda global continuará sendo determinante para a rentabilidade dos negócios nos próximos meses.

O banco avalia que o segundo semestre deverá ser marcado por maior sensibilidade dos mercados às condições macroeconômicas globais, exigindo atenção redobrada dos agentes do agronegócio na tomada de decisões comerciais e financeiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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