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Tarifa dos EUA sobre carne bovina brasileira sobe para 76% e preocupa setor exportador

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Tarifa da carne bovina brasileira nos EUA chega a 76%

A carne bovina brasileira passou a enfrentar uma carga tributária ainda mais pesada nos Estados Unidos. De acordo com a análise semanal divulgada nesta segunda-feira (21) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a tarifa sobre o produto foi elevada em 50%, fazendo com que o total de impostos cobrados alcance 76%.

EUA são o segundo maior destino da carne brasileira

Atualmente, os Estados Unidos representam o segundo maior mercado para a carne bovina do Brasil, sendo responsáveis por 13,69% do volume exportado no primeiro semestre de 2025. Especificamente no Mato Grosso, 7,20% das exportações do período foram destinadas ao mercado norte-americano.

Impacto em Mato Grosso deve ser moderado

Segundo o Imea, apesar do aumento expressivo da tarifa, os impactos sobre os exportadores mato-grossenses devem ser limitados. O estado possui uma carteira de exportações diversificada, o que facilita o redirecionamento da carne para outros destinos.

“O estado possui um mercado externo bem distribuído, o que permite redirecionar os volumes anteriormente destinados aos EUA para outros países importadores”, afirma o instituto.

Desafio passa aos EUA: substituição não será fácil

Por outro lado, o aumento da tarifa deve gerar dificuldades para os próprios Estados Unidos. Hoje, cerca de 30% da carne bovina importada pelos norte-americanos vem do Brasil. Com a nova taxação, será necessário buscar alternativas em outros países fornecedores, como Austrália, Argentina e Uruguai — que, em geral, praticam preços mais altos do que os brasileiros.

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Essa mudança pode elevar os custos internos nos EUA e afetar o abastecimento local, em um cenário que exige rápida reorganização da cadeia de suprimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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