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Suzano e Kimberly-Clark anunciam joint venture global no mercado de tissue avaliada em US$ 3,4 bilhões

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Parceria estratégica para atuação global

A Suzano e a Kimberly-Clark formalizaram a criação de uma joint venture global que atuará no mercado de produtos tissue, incluindo papéis higiênicos, guardanapos, toalhas de papel e lenços faciais. Avaliada em US$ 3,4 bilhões, a nova empresa será responsável pela produção, marketing e comercialização desses itens em mais de 70 países.

Participação acionária e valor da transação

Na operação, a Suzano adquirirá 51% da joint venture, enquanto a Kimberly-Clark manterá 49% da participação. O valor pago pela Suzano será de US$ 1,734 bilhão em dinheiro e à vista no fechamento da transação, sujeito a ajustes comuns a negócios dessa natureza.

Aprovações e prazo para conclusão

A transação depende da aprovação de autoridades regulatórias e governamentais, da verificação de condições precedentes habituais e da reorganização societária da Kimberly-Clark em suas unidades de Consumer Tissue Professional. A expectativa é que o acordo seja concluído até meados de 2026, envolvendo cerca de 9.000 colaboradores.

Operação global e capacidade produtiva

Com sede na Holanda, a joint venture controlará 22 fábricas distribuídas em 14 países da Europa, Ásia (incluindo Sudeste Asiático), Oriente Médio, Américas, África e Oceania. A capacidade instalada total da operação é de aproximadamente 1 milhão de toneladas anuais. Em 2024, os ativos que integrarão a joint venture registraram receita líquida de cerca de US$ 3,3 bilhões.

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Exclusões do acordo

Ficam de fora da transação os ativos da Kimberly-Clark nos Estados Unidos, além das participações em joint ventures no México, Coreia do Sul, Bahrein e outros países.

Complementaridade e expertise das empresas

Beto Abreu, presidente da Suzano, destacou que a nova empresa une a experiência industrial e operacional da Suzano à expertise da Kimberly-Clark na gestão de marcas e marketing regional e global. Segundo ele, a parceria fortalece a presença das duas companhias no mercado global de tissue.

Marcas e licenciamento

Mais de 40 marcas regionais de Consumer Tissue e Professional da Kimberly-Clark serão transferidas à joint venture. Marcas globais como Kleenex, Scott, Cottonelle, WypAll, Viva e Kimberly-Clark Professional farão parte da operação por meio de acordos de licenciamento de longo prazo.

Declaração da Kimberly-Clark

Mike Hsu, presidente e CEO da Kimberly-Clark, ressaltou que a transação é um marco na transformação da empresa. Ele reforçou a satisfação com a parceria e a expectativa de aproveitar as oportunidades nos negócios internacionais das áreas Family Care e Professional.

Estratégia de crescimento da Suzano

A operação está alinhada à estratégia da Suzano de crescer com foco em valor, disciplina financeira e escalabilidade, aproveitando sua eficiência operacional para ampliar a competitividade.

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Expansão no mercado brasileiro

A Suzano já lidera o mercado brasileiro de papéis higiênicos após adquirir as marcas e ativos de tissue da Kimberly-Clark no Brasil em 2023. Além disso, a empresa está construindo uma nova fábrica em Aracruz (ES), com investimento de R$ 650 milhões, que adicionará 60 mil toneladas anuais à capacidade da Unidade de Bens de Consumo.

Sinergias e ganhos operacionais

Luís Bueno, vice-presidente executivo da Suzano, destacou o conhecimento adquirido na operação brasileira e os ganhos significativos de eficiência obtidos, que poderão ser replicados globalmente com a parceria.

Governança e opções futuras

Após a conclusão da operação, Suzano e Kimberly-Clark firmarão um Acordo de Acionistas para definir gestão, controle, participação e demais aspectos da joint venture. O Conselho de Administração contará com cinco membros, sendo três indicados pela Suzano e dois pela Kimberly-Clark. A Suzano também terá uma opção de compra para adquirir a participação de 49% da Kimberly-Clark futuramente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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