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Surto de Sigatoka Negra é identificado em Jaíba, e IMA adota medidas emergenciais

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O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) identificou um foco da doença fúngica Sigatoka Negra em uma propriedade no município de Jaíba, no Norte de Minas Gerais, durante uma fiscalização de rotina. Diante da situação, um conjunto de medidas emergenciais foi estabelecido em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e com anuência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As ações serão implementadas imediatamente para conter a disseminação da praga.

O que é a Sigatoka Negra?

A Sigatoka Negra é uma doença fúngica que pode comprometer severamente a produtividade da bananicultura, caso não seja controlada. Seu principal impacto é a morte prematura das folhas, reduzindo a área foliar da planta e afetando a qualidade e a quantidade dos frutos. Como consequência, há diminuição no número de pencas por cacho, redução do tamanho da fruta e maturação precoce, o que pode comprometer a comercialização.

Embora a doença não represente risco à saúde humana, sua presença impõe desafios significativos à produção e ao escoamento da banana.

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Medidas de controle e prevenção

Para evitar a disseminação da praga, todos os produtores de banana do município deverão seguir um protocolo de mitigação de riscos, disponível no site do IMA e nos escritórios regionais. Aqueles que não aderirem às diretrizes sanitárias estarão sujeitos a restrições, incluindo a proibição da comercialização de suas frutas. Além disso, a fiscalização do trânsito de cargas será intensificada.

Confira as principais ações adotadas para o controle da doença:

  • Inspeção rigorosa: levantamento fitossanitário em um raio de 1 km da propriedade afetada, com verificação de 100% das áreas produtivas.
  • Monitoramento ampliado: fiscalização em um raio de até 10 km, abrangendo pelo menos 50% das propriedades bananicultoras da região.
  • Notificação dos produtores: obrigatoriedade de adesão ao Sistema de Mitigação de Riscos da Sigatoka Negra.
  • Atualização cadastral: revisão dos registros das Unidades de Produção (UPs) para mapeamento das áreas cultivadas.
  • Reforço na orientação técnica: reunião com responsáveis técnicos (RTs) que emitem o Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) para padronização dos protocolos de segurança sanitária.
  • Fiscalização do transporte: controle rigoroso do trânsito de cargas e embalagens para evitar a propagação da doença para outras regiões.
  • Erradicação de bananais abandonados: eliminação de qualquer plantação sem manejo adequado, conforme a legislação sanitária vigente.
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Primeiro caso registrado desde 2007

Desde 2007, não havia registros de Sigatoka Negra em áreas de grande produção de banana em Minas Gerais. A identificação desse novo foco reforça a necessidade de medidas preventivas e de controle rigoroso, embora, segundo o IMA, o caso não represente um risco imediato para a produção estadual.

A contenção da doença depende da colaboração dos produtores e do cumprimento das normas fitossanitárias estabelecidas. Com a adoção das medidas emergenciais, as autoridades esperam controlar a situação de forma eficiente e minimizar impactos sobre a cadeia produtiva da banana em Minas Gerais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de soja dos EUA seguem 20% abaixo do ano passado, enquanto embarques de milho avançam 26%, aponta USDA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu mais recente relatório semanal de embarques de grãos, confirmando o forte desempenho das exportações norte-americanas de milho e o ritmo ainda mais lento da soja em comparação com a temporada anterior.

Os dados referentes à semana encerrada em 11 de junho mostram que os embarques de soja e milho ficaram dentro das expectativas do mercado, enquanto o trigo apresentou resultado inferior ao esperado pelos analistas.

O relatório é acompanhado de perto por agentes do agronegócio mundial por servir como importante indicador da demanda internacional pelos grãos produzidos nos Estados Unidos, principal concorrente do Brasil no mercado global.

Embarques de soja permanecem abaixo da temporada passada

De acordo com o USDA, os Estados Unidos embarcaram 522,687 mil toneladas de soja na última semana, volume situado dentro da faixa projetada pelos operadores, que variava entre 345 mil e 600 mil toneladas.

Apesar do desempenho semanal positivo, o acumulado da safra 2025/26 ainda demonstra desaceleração em relação ao ano anterior.

Até o momento, os embarques norte-americanos de soja somam 36,596 milhões de toneladas, resultado 20% inferior ao registrado no mesmo período da temporada passada.

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O cenário reforça a forte concorrência no mercado internacional de soja, especialmente diante da ampla oferta brasileira e do avanço das exportações da América do Sul nos últimos meses.

Milho mantém ritmo forte e supera temporada anterior

No milho, os números seguem impressionando o mercado internacional.

Os embarques semanais alcançaram 1,637 milhão de toneladas, dentro das projeções que variavam entre 1,5 milhão e 2 milhões de toneladas.

Com esse resultado, o volume total embarcado pelos Estados Unidos na temporada chega a 65,614 milhões de toneladas, um crescimento de 26% em comparação ao mesmo período do ciclo anterior.

O desempenho confirma a forte demanda global pelo cereal norte-americano e reforça a competitividade dos Estados Unidos no comércio internacional de milho.

Segundo a analista internacional Karen Braun, o ritmo atual das exportações é historicamente elevado.

Ela destaca que os embarques de soja vêm permanecendo acima da média semanal há vários meses, enquanto os volumes de milho continuam muito superiores aos padrões históricos.

A especialista observa ainda que, na semana anterior, os embarques de milho ultrapassaram a marca de 2 milhões de toneladas pela quinta vez no atual ano comercial, um desempenho considerado raro dentro das mais de quatro décadas de registros disponíveis.

Trigo decepciona e fica abaixo das expectativas

Diferentemente da soja e do milho, os embarques de trigo apresentaram desempenho mais fraco.

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O USDA informou exportações semanais de 334,292 mil toneladas, abaixo da faixa esperada pelo mercado, que variava entre 350 mil e 550 mil toneladas.

Com o início do ano comercial 2026/27 para o trigo em 1º de junho, o volume acumulado de embarques alcança 554,075 mil toneladas.

O resultado representa uma queda de 6% em relação ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

Mercado acompanha demanda global por grãos

Os números divulgados pelo USDA reforçam o atual cenário de forte demanda mundial por milho, ao mesmo tempo em que evidenciam os desafios enfrentados pela soja norte-americana para recuperar participação no mercado internacional.

Para produtores, exportadores e tradings, os dados seguem sendo um importante termômetro da competitividade dos Estados Unidos e da dinâmica global do comércio de grãos.

Nas próximas semanas, o mercado continuará monitorando o avanço da safra norte-americana, o comportamento da demanda internacional e a competitividade das exportações brasileiras, fatores que devem influenciar diretamente a formação dos preços globais de soja, milho e trigo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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