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Superávit Global de Açúcar para a Temporada 2025/26 Pode Chegar a 3,7 Milhões de Toneladas, Aponta StoneX

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O crescimento da produção mundial de açúcar, combinado com um aumento moderado no consumo, indica que este será o terceiro superávit global consecutivo. Apesar do cenário positivo em termos de oferta, o desempenho futuro do mercado depende de diversos fatores, incluindo os resultados produtivos no Brasil, maior produtor e exportador de açúcar.

Superávit de 3,7 Milhões de Toneladas

De acordo com a StoneX, o superávit global de açúcar para a temporada 2025/26 está projetado para ser de 3,7 milhões de toneladas, o que representa o terceiro superávit de açúcar em quatro safras consecutivas. Esta estimativa foi divulgada durante a 13ª Conferência Anual de Açúcar e Etanol, realizada em Nova York. O aumento de 4,3% na produção global e um crescimento modesto de 0,8% no consumo sustentam este cenário favorável para os mercados de açúcar.

Cenário de Oferta Confortável, Mas com Possíveis Aumentos nas Importações

Embora o mercado global de açúcar para a temporada 2025/26 se apresente com uma oferta confortável, há uma expectativa de que alguns grandes importadores aumentem suas compras nos próximos meses, especialmente após o terceiro trimestre de 2025. A previsão é que, mesmo com o superávit, as importações possam voltar a se intensificar, dependendo da dinâmica entre oferta e demanda nos próximos ciclos.

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Os Principais Produtores e Exportadores do Mundo

Os grandes produtores e exportadores de açúcar, como Brasil, Índia, Tailândia e Paquistão, devem ter crescimento na produção na próxima safra global. Esse aumento pode ajudar a garantir que não haja sinais de escassez de produto no médio prazo, o que contribui para o cenário positivo de superávit. Segundo Marcelo Di Bonifacio Filho, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o superávit desenha uma perspectiva positiva para o mercado, embora possa impactar a rentabilidade, especialmente dependendo dos resultados da safra brasileira.

Tendência de Preços em Baixa Desde Outubro de 2024

Os preços do açúcar em Nova York têm apresentado uma tendência de queda consistente desde outubro de 2024. Apesar de algumas preocupações pontuais relacionadas à oferta, como o déficit robusto registrado na temporada 2024/25, o mercado global de açúcar permanece bem abastecido. A recomposição dos estoques nos principais países consumidores após os superávits das safras anteriores tem ajudado a manter a estabilidade no mercado, apesar do déficit de quase 3 milhões de toneladas no ciclo atual.

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Fluxos Comerciais e o Déficit de Produção

O déficit de produção no ciclo 2024/25, que está impactando a oferta de açúcar, não resultou em aumento de preços, já que os superávits dos ciclos anteriores ajudaram a manter os estoques de açúcar em níveis adequados nos principais países importadores. Assim, o déficit tem sido absorvido por meio do consumo dos estoques existentes, e não por um crescimento imediato das importações. A pressão sobre os fluxos comerciais pode aumentar no terceiro trimestre de 2025, à medida que a demanda por novas importações se torne mais urgente.

Em resumo, o mercado global de açúcar para a temporada 2025/26 deve seguir uma trajetória positiva, com um superávit confortável de 3,7 milhões de toneladas. No entanto, os desafios em termos de rentabilidade e a dinâmica das importações nos próximos anos exigem atenção especial, principalmente no que diz respeito ao comportamento da produção brasileira e à evolução dos estoques globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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