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Superávit de US$ 1,4 bilhão marca a balança comercial brasileira na segunda semana de outubro

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Na segunda semana de outubro de 2024, a balança comercial do Brasil registrou um superávit de US$ 1,4 bilhão, resultado das exportações que alcançaram US$ 7 bilhões, em contraste com as importações de US$ 5,6 bilhões. Assim, a corrente de comércio totalizou US$ 12,6 bilhões, conforme os dados divulgados nesta segunda-feira (14/10) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No acumulado do mês, as exportações somam US$ 12,5 bilhões, enquanto as importações totalizam US$ 10,1 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 2,4 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 22,7 bilhões.

Em termos anuais, o Brasil já alcançou US$ 268 bilhões em exportações e US$ 206,5 bilhões em importações, resultando em um superávit de US$ 61,5 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 474,5 bilhões.

Com os dados apresentados, a média diária de exportações nas duas primeiras semanas de outubro foi de US$ 1,393 bilhão. Em comparação, no ano passado, a média diária em relação ao mês completo foi de US$ 1,413 bilhão. No que se refere às importações, as médias para outubro de 2024 e 2023 foram, respectivamente, de US$ 1,128 bilhão e US$ 0,976 bilhão, evidenciando um crescimento médio de 5,5% na corrente de comércio.

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Setores e Produtos

Analisando o desempenho por setores, no comparativo das médias diárias, foram observadas quedas nas exportações do setor agropecuário, que registrou uma diminuição de US$ 66,41 milhões (21,7%). Por outro lado, houve um crescimento de US$ 0,49 milhão (0,1%) na indústria extrativa e um aumento de US$ 44,08 milhões (5,9%) nos produtos da indústria de transformação.

No que tange às importações, o cenário foi de crescimento no setor agropecuário, que registrou um aumento de US$ 2,42 milhões (14,4%). Contudo, a indústria extrativa apresentou uma queda de US$ 9,05 milhões (11,2%), enquanto a indústria de transformação cresceu em US$ 160,18 milhões (18,4%).

Balança Comercial Preliminar Parcial – 2° semana de outubro/2024

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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