AGRONEGÓCIO

Suinocultura brasileira deve crescer 10% e alcançar 53 milhões de cabeças até 2030

Publicado em

A suinocultura brasileira segue em trajetória de expansão e deve atingir um rebanho de aproximadamente 53 milhões de cabeças até 2030, segundo projeções da Fundação Getulio Vargas (FGV). O volume representa um crescimento de cerca de 10% em relação ao plantel atual, impulsionado principalmente pelo aumento da demanda interna por proteínas animais.

O cenário reflete a melhora do poder de compra da população brasileira, fator determinante para o avanço no consumo de carnes, especialmente suína e de aves. Com isso, a cadeia produtiva se prepara para ampliar a oferta e atender a um mercado doméstico mais aquecido.

Consumo interno sustenta crescimento

De acordo com o estudo “Futuro da pecuária de pequenos animais até 2030”, o aumento da renda das famílias brasileiras deve sustentar o crescimento da suinocultura nos próximos anos.

A tendência é de maior consumo per capita de proteína animal, o que pressiona a produção e estimula investimentos em genética, nutrição e eficiência produtiva dentro das granjas.

Região Sul segue como polo, mas novas fronteiras avançam

A região Sul deve continuar liderando a produção nacional, concentrando cerca de 28,1 milhões de cabeças até o fim da década. Estados como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul permanecem como os principais polos da atividade, com cadeias produtivas estruturadas e forte presença de agroindústrias.

Leia Também:  Dólar acelera frente ao real após anúncio de acordo comercial EUA-China e sinalização cautelosa do Fed

Por outro lado, o estudo aponta um movimento de descentralização da suinocultura no Brasil. Estados das regiões Norte e Nordeste começam a ganhar espaço, impulsionando a diversificação geográfica da produção e abrindo novas oportunidades para o setor.

Esse avanço fora do eixo tradicional contribui para reduzir custos logísticos, aproximar a produção dos mercados consumidores e ampliar a competitividade da atividade.

Sustentabilidade se torna prioridade estratégica

Apesar das perspectivas positivas, a expansão do rebanho traz desafios importantes, especialmente na área ambiental. A suinocultura é uma atividade com potencial de emissão de gases de efeito estufa, como o metano, o que exige atenção redobrada diante do crescimento projetado.

Nesse contexto, a adoção de tecnologias sustentáveis ganha protagonismo. Entre as principais soluções estão:

  • Uso de biodigestores para geração de biogás
  • Reaproveitamento de dejetos na produção de energia e fertilizantes
  • Adoção de bioinsumos para maior eficiência produtiva
  • Melhor gestão de resíduos nas propriedades

Essas práticas não apenas reduzem os impactos ambientais, como também criam novas fontes de receita para o produtor rural.

Leia Também:  Mercados financeiros enfrentam incertezas com tarifas dos EUA e desempenho da Nvidia
Oportunidade para crescimento sustentável

A avaliação de especialistas é que o setor vive um momento estratégico para alinhar expansão produtiva com sustentabilidade. A incorporação de tecnologias e boas práticas pode fortalecer a competitividade da suinocultura brasileira no mercado interno e internacional.

Com demanda crescente, avanços tecnológicos e foco em eficiência, a atividade tende a se consolidar como um dos pilares da produção de proteína animal no Brasil até 2030.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

Published

on

Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

Leia Também:  Brasil tem tecnologia para alcançar tendência de produção animal livre de antibiótico

No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

Leia Também:  Mercados financeiros enfrentam incertezas com tarifas dos EUA e desempenho da Nvidia

Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA