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StoneX Mantém Previsões para Safra 2024/25 do Centro-Sul e Apresenta Perspectivas para o Norte-Nordeste

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A StoneX, em sua quinta revisão para a safra 2024/25 (abril-março) do Centro-Sul, apresentou também a segunda revisão para o ciclo 2023/24 (setembro-agosto) e a primeira estimativa para a safra 2024/25 do Norte-Nordeste. As análises visam avaliar o potencial produtivo do país e estabelecer perspectivas concretas para a produção de açúcar e etanol em nível nacional.

5ª Revisão para a Safra 2024/25 (abril-março) no Centro-Sul

Desde o último bimestre de 2023, o fenômeno El Niño tem afetado o clima no Centro-Sul brasileiro, com uma redução significativa nas chuvas. A região registrou 600,2 mm de precipitação no período de entressafra (novembro-março), uma queda de 27% em relação à safra anterior e 26,3% abaixo da média dos últimos 10 anos. De abril a julho de 2024, o acumulado de chuvas foi de 157,1 mm, 17,1% a menos do que no mesmo período do ciclo anterior e 12,9% abaixo da média decenal.

As previsões climáticas indicam uma transição para neutralidade climática e fortalecimento do fenômeno La Niña a partir de agosto, o que deve manter o clima mais seco e com temperaturas mais baixas, favorecendo a colheita e o acúmulo de sacarose nos canaviais. Até o final de junho, a moagem no Centro-Sul somou 238,4 milhões de toneladas, um aumento de 13,3% em relação ao mesmo período da safra 2023/24. No entanto, a produtividade dos canaviais deve sofrer redução, com uma projeção de TCH (Tonelada de Cana por Hectare) de 77,2 ton/ha, uma retração de 11,8% em relação ao ciclo anterior.

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A produção total de açúcar foi estimada em 40,5 milhões de toneladas, uma redução de 2 milhões de toneladas comparada à previsão anterior, devido à qualidade inferior da matéria-prima e à redução no mix açucareiro para 50,5%. Já o etanol, a produção deve alcançar 24,5 milhões de m³, com destaque para o crescimento do etanol hidratado, impulsionado por preços mais competitivos que a gasolina. A produção de etanol de milho continua em expansão, com previsão de 8 milhões de m³, um aumento anual de 29%.

Estimativa para Safra Norte-Nordeste 2024/25

Para a região Norte-Nordeste, a primeira revisão para a safra 2024/25 (setembro-agosto) aponta para um crescimento de 8,91% na produtividade dos canaviais, impulsionado por condições climáticas favoráveis. A expectativa é de que a moagem atinja 63,23 milhões de toneladas, o maior patamar desde 2011/12, com uma produção de açúcar projetada em 3,71 milhões de toneladas, um aumento de 6,9% em relação à safra anterior.

A produção de etanol na região deverá crescer 2,1%, com ênfase no etanol anidro, que deve aumentar 3,9%, atingindo 1,11 milhão de m³. Já o etanol hidratado deve crescer apenas 0,4%, totalizando 1,16 milhão de m³. A transição para o fenômeno La Niña em 2024 pode promover melhores volumes de chuva, beneficiando o desempenho da safra.

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2ª Revisão para a Safra 2023/24 (setembro-agosto) no Norte-Nordeste

A safra 2023/24 do Norte-Nordeste, praticamente concluída, registrou uma moagem de 59,71 milhões de toneladas até o final de junho, uma queda de 2,98% em relação ao ciclo anterior, devido ao clima seco associado ao El Niño. A produção de açúcar cresceu 4,3%, enquanto a de etanol teve uma redução de 5,34%, com destaque para o aumento de 6,49% na produção de etanol hidratado, impulsionado por uma paridade favorável ao biocombustível.

A previsão para a próxima temporada é de recorde em mais de 10 anos para a moagem e produção de açúcar, com a produção de etanol mantendo-se alinhada com as últimas cinco temporadas devido ao mix açucareiro mais elevado. O cenário climático continuará sendo um fator crucial para essas projeções.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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