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StoneX discute impactos climáticos e desafios no fornecimento global de café no Coffee Dinner & Summit 2025

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No 10º Coffee Dinner & Summit, que acontece de 2 a 4 de julho no Royal Palm Hall, em Campinas (SP), a StoneX abordará as incertezas no fornecimento global de café causadas por eventos climáticos sucessivos. Oscar Schaps, presidente da Divisão América Latina da StoneX e membro da quarta geração de uma família produtora de café na Guatemala, participará do painel “Coffee Market Outlook: O Futuro do Abastecimento”, onde compartilhará sua experiência de mais de 35 anos no mercado cafeeiro.

Impactos climáticos na produção global

Desde 2020, uma série de eventos climáticos extremos tem afetado fortemente a produção mundial de café, gerando incertezas sobre o futuro da oferta da commodity. No Brasil, esses efeitos começaram com a seca provocada pelo fenômeno La Niña em 2020, seguida por uma geada severa em 2021. Em 2023 e 2024, o El Niño voltou a trazer condições de clima seco, prejudicando o potencial produtivo da safra de 2025. Outros grandes produtores, como Vietnã e Indonésia, também enfrentam dificuldades devido à seca e outras adversidades climáticas.

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A atuação da StoneX no mercado cafeeiro

Durante o evento, Oscar Schaps trará insights sobre o abastecimento global, alinhados ao compromisso da StoneX com o agronegócio brasileiro. A empresa oferece consultoria especializada em gestão de riscos e soluções em trading, conectando produtores, cooperativas e exportadores ao mercado mundial. Com inteligência de mercado e proximidade no campo, a StoneX apoia decisões mais seguras em um setor marcado pela alta volatilidade.

“Para a StoneX, o café é mais que um produto, é uma história de trabalho, tradição e visão de futuro. Estar ao lado de quem move essa cadeia é investir no desenvolvimento sustentável do Brasil”, destaca Schaps.

Evento carbono zero e sustentabilidade

Em consonância com sua responsabilidade socioambiental, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) garantiu o Selo Verde da startup Ecooar Biodiversidade para o 10º Coffee Dinner & Summit. O selo certifica a neutralização das emissões de gases de efeito estufa (GEE) geradas durante os três dias do evento.

Para compensar mais de 9,8 toneladas de CO2 equivalente, foram plantadas 69 árvores nativas na Fazenda do Lobo, localizada em Três Corações (MG). A ação contribui para o reflorestamento e a preservação da biodiversidade em Áreas de Preservação Permanente (APP), reforçando o compromisso do setor com a sustentabilidade e segurança alimentar.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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