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Startup de Pernambuco aposta em IA para transformar a gestão de caprinos e ovinos

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Criada em Petrolina (PE), a startup CabraTech lançou um aplicativo que utiliza inteligência artificial (IA) para facilitar a gestão de rebanhos de caprinos e ovinos. A ferramenta, que já está sendo usada por mais de cem criadores, promete tornar o manejo mais eficiente, produtivo e acessível — e tem planos ambiciosos de expansão até o fim do ano.

Inovação no campo com uso de inteligência artificial

Fundada em 2024, a CabraTech surgiu com o objetivo de modernizar a caprinovinocultura brasileira. Seu principal produto é um aplicativo de gestão que utiliza IA para estimar o peso dos animais de forma prática e precisa, dispensando o uso de balanças tradicionais. Essa funcionalidade oferece aos criadores dados confiáveis para a tomada de decisões, contribuindo para a redução de perdas e o aumento da produtividade no campo.

Atualmente, a solução já beneficia 116 criadores, e a meta é atingir três mil produtores em 12 municípios até o final do ano.

Funcionalidades do aplicativo: praticidade e tecnologia na palma da mão

Além da medição de peso por IA, o app oferece um conjunto completo de ferramentas para a gestão do rebanho:

  • Gestão financeira
  • Controle reprodutivo
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Monitoramento nutricional e sanitário

Um dos grandes diferenciais é o acesso offline, que permite o uso do aplicativo mesmo em regiões sem conexão à internet, diretamente pelo celular ou tablet. Com alertas personalizados, o sistema também avisa o criador sobre momentos-chave, como vacinações, coberturas e desmamas.

As análises inteligentes do app ajudam a identificar padrões de desempenho, tendências e pontos de melhoria, aumentando a eficiência do manejo. E para facilitar ainda mais o uso da ferramenta, a startup oferece suporte técnico contínuo para esclarecer dúvidas e orientar os produtores.

Parceria estratégica com a Dome Ventures

A trajetória de crescimento da CabraTech ganhou reforço com a entrada da empresa no portfólio da Dome Ventures, uma aceleradora com foco em soluções GovTech. A parceria tem como objetivo expandir o alcance da startup junto às prefeituras e instituições públicas, contribuindo para uma atuação mais eficiente no setor.

Segundo Letícia Abade, CEO da CabraTech, essa colaboração será decisiva para o crescimento da empresa:

“Nosso foco é digitalizar e otimizar a caprinovinocultura, oferecendo uma solução completa para melhorar o manejo e a produtividade do rebanho. A parceria com a Dome Ventures é estratégica, pois a expertise da empresa em GovTech permitirá uma melhor compreensão do setor público e um posicionamento mais eficiente do nosso produto.”

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A Dome Ventures atuará com suporte em marketing, vendas e estruturação do negócio. Para o CEO da empresa, Diogo Catão, a iniciativa tem potencial de impactar positivamente o setor:

“A expectativa com a parceria é aprimorar a solução, tornando-a ainda mais eficiente e alinhada às necessidades dos criadores e gestores públicos. Acreditamos que essa inovação tem grande potencial de crescimento e pode contribuir significativamente para o desenvolvimento de negócios no ecossistema GovTech.”

Perspectivas para o futuro

Com o apoio da Dome Ventures e a crescente adesão por parte dos produtores, a CabraTech se posiciona como uma promissora ferramenta de transformação no campo. Sua proposta alia tecnologia, acessibilidade e eficiência, com potencial para impulsionar a modernização da caprinovinocultura em larga escala.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Média anual das exportações do agro quadruplica e chega a R$ 858 bilhões

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O valor médio anual das exportações do agronegócio brasileiro mais que quadruplicou em duas décadas, passando de aproximadamente R$ 194,2 bilhões entre 2003 e 2005 para R$ 858 bilhões no período de 2023 a 2025. O crescimento chegou a R$ 663,8 bilhões, com avanço de diferentes cadeias produtivas e ampliação da presença do país no mercado internacional.

Os dados fazem parte do “Mapa do Comércio Global do Agro Brasileiro 2026”, elaborado pelo RaboResearch Food & Agribusiness. Os valores apresentados no levantamento foram convertidos para reais pela cotação de R$ 5,15.

A soja foi o principal motor dessa transformação. O complexo da oleaginosa respondeu por aproximadamente R$ 214,2 bilhões do aumento registrado entre os dois períodos. O resultado reflete a expansão da área cultivada, os ganhos de produtividade, o desenvolvimento da segunda safra de milho e a maior capacidade brasileira de atender à demanda asiática.

A contribuição, entretanto, não ficou restrita aos grãos. O açúcar acrescentou R$ 68,5 bilhões ao valor médio anual exportado, enquanto a carne bovina respondeu por R$ 58,7 bilhões. O milho adicionou R$ 49,4 bilhões e o café verde, R$ 47,9 bilhões.

A celulose contribuiu com mais R$ 39,7 bilhões, seguida pela carne de frango, com R$ 36,1 bilhões. O algodão acrescentou R$ 20,6 bilhões e a carne suína, R$ 11,8 bilhões. Outros produtos do agronegócio, considerados em conjunto, responderam por uma expansão de R$ 116,9 bilhões.

Os números mostram que o crescimento das exportações brasileiras se espalhou por diferentes atividades. Grãos, proteínas animais, fibras, produtos florestais, café e açúcar passaram a gerar uma receita maior e a alcançar mais mercados, fortalecendo a renda no campo e movimentando cooperativas, agroindústrias, transportadoras, armazéns e terminais portuários.

A China consolidou-se como o principal destino dos produtos agropecuários brasileiros. Entre as médias de 2003 a 2005 e de 2023 a 2025, o país asiático respondeu por R$ 269,3 bilhões do crescimento das exportações. Atualmente, concentra 33% do valor comercializado pelo agro brasileiro no exterior.

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Os demais países da Ásia também ganharam importância e acrescentaram R$ 126,7 bilhões às compras de produtos brasileiros. Em conjunto, a China e os outros mercados asiáticos responderam por quase R$ 396,6 bilhões da expansão observada nas últimas duas décadas.

A União Europeia representa 14% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro, enquanto os demais países asiáticos, sem considerar a China, respondem por 17,4%. O Oriente Médio concentra 7,6%, a África, 7%, e os Estados Unidos, 6,7%. O Mercosul possui participação de 3,1%, e os demais mercados reúnem 11,3%.

Essa distribuição demonstra que, apesar da forte participação chinesa, o crescimento também ocorreu em outras regiões. A União Europeia acrescentou R$ 57,7 bilhões às compras, o Oriente Médio ampliou as aquisições em R$ 51,5 bilhões e a África contribuiu com R$ 48,4 bilhões. Estados Unidos e Mercosul adicionaram, respectivamente, R$ 28,8 bilhões e R$ 19,1 bilhões.

A diversificação geográfica ajuda a reduzir riscos e cria alternativas para produtos que enfrentem restrições sanitárias, tarifárias ou comerciais em determinados destinos. A concentração de um terço da receita na China, contudo, mantém diferentes cadeias expostas às decisões econômicas e regulatórias daquele mercado.

O desempenho alcançado nas últimas duas décadas consolidou o Brasil entre os principais fornecedores mundiais de soja, açúcar, café, milho, carnes, algodão, celulose e suco de laranja. O país passou a ocupar uma posição estratégica na segurança alimentar global e a contribuir para o abastecimento de mercados na Ásia, Europa, África, Oriente Médio e nas Américas.

A expansão também evidencia o tamanho do desafio logístico. A continuidade do crescimento depende de investimentos em armazenagem, rodovias, ferrovias, hidrovias e portos, além da redução dos custos que ainda limitam a competitividade do produtor brasileiro.

O levantamento revela, ao mesmo tempo, uma vulnerabilidade que precisa ser enfrentada. Enquanto amplia sua capacidade de fornecer alimentos, fibras e energia ao mundo, o Brasil permanece altamente dependente do exterior para adquirir os insumos necessários à produção.

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As importações de fertilizantes movimentaram aproximadamente R$ 73,1 bilhões em 2025. A Rússia respondeu por 28% desse valor, seguida pela China, com 21%, Canadá, com 11%, e Marrocos, com 8%. Nigéria participou com 5%, enquanto Arábia Saudita, Estados Unidos e Israel responderam por 4% cada.

No mercado de defensivos agrícolas, as importações chegaram a cerca de R$ 71,1 bilhões no ano passado. A China forneceu 43% do total, seguida pela Índia, com 15%, Estados Unidos, com 11%, Alemanha, com 8%, e Suíça, com 6%.

Somadas, as compras externas de fertilizantes e defensivos alcançaram aproximadamente R$ 144,2 bilhões em 2025. O valor mostra que uma parcela expressiva da riqueza gerada pelas exportações retorna ao exterior para a aquisição de nutrientes e tecnologias de proteção das lavouras.

Essa dependência deixa o produtor exposto às oscilações cambiais, aos fretes internacionais, aos conflitos geopolíticos e às eventuais restrições de fornecimento. Qualquer interrupção nas rotas comerciais pode elevar os custos e reduzir as margens das propriedades.

O avanço das exportações comprova a capacidade do Brasil de ampliar a produção e conquistar mercados. O próximo passo é transformar essa força comercial em maior segurança para quem produz, com diversificação de fornecedores, desenvolvimento da indústria nacional de insumos e uso mais eficiente de fertilizantes e defensivos.

Ao ultrapassar uma média anual de R$ 858 bilhões em vendas externas, o agronegócio brasileiro chega a um novo patamar. A manutenção dessa trajetória dependerá não apenas da abertura de mercados, mas também da capacidade do país de reduzir suas vulnerabilidades e garantir ao produtor condições competitivas para continuar abastecendo o Brasil e o mundo.

Fonte: Pensar Agro

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