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Startup de aluno da Fatec Pompeia terá apoio da Fapesp

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por meio do Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), fará aporte financeiro para a startup de aluno da Fatec Pompeia “Shunji Nishimura”.

A startup do aluno André Barboza da Silva do curso superior de Tecnologia em Mecanização em Agricultura de Precisão da Fatec teve projeto aprovado na Chamada PIPE Start FAPESP Sebrae 2023, voltado a apoiar empreendedores em estágio inicial das atividades de validação preliminar de ideias de novas soluções tecnológicas e de novos modelos de negócios, que possam ter potencial viabilidade ao mercado.

A proposta do empreendimento consiste no desenvolvimento de um kit de automação de microscópio ótico para acelerar a coleta de imagens e contagem de objetos de interesse, sendo em primeira etapa desenvolvido para a contagem de nematoides em amostra aquosa de solo, adaptável para qualquer tipo de objeto de interesse a partir de customização do software de inteligência artificial.

PESQUISA

A startup é resultado de pesquisas aplicadas que estão sendo desenvolvidas no Laboratório de Monitoramento e Proteção de Plantas (LMPP), primeiro laboratório de pesquisa, desenvolvimento e inovação do Centro Paula Souza, iniciativa da Fatec Pompeia em parceria com a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia (FSNT).

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O aluno é orientado pelos professores doutores Hannes Fisher e Carlos Otoboni, pesquisadores do LMPP e professores da Fatec Pompeia. Para a professora doutora Marisa Renaud Faulin, diretora da Fatec Pompeia, a conquista deve ser comemorada devido ao ineditismo da aprovação.

“O Centro Paula Souza (CPS) em 2021 foi reconhecido como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) pelo Conselho das Instituições de Pesquisa do Estado de São Paulo. Com o reconhecimento, o CPS agora ocupa posição ao lado de renomadas referências da pesquisa aplicada no estado de São Paulo e no país. Neste contexto, essa startup é o primeiro projeto aprovado pelo PIPE FAPESP no Centro Paula Souza e atualmente é o único projeto em andamento na nossa região”, comemora Marisa.

FINANCIAMENTO INÉDITO

A proposta do projeto, segundo André, surgiu nas atividades desenvolvidas no LMPP a partir das especialidades dos pesquisadores do laboratório. “Percebemos que a automação do processo de análise de nematoides poderia ser realizada por meio do desenvolvimento de uma plataforma tecnológica utilizando inclusive inteligência artificial”, conta o aluno, que atua no LMPP desde o início da graduação na Fatec Pompeia.

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“A conquista do PIPE demostra a importância do incentivo à pesquisa e inovação realizado pela Fatec Pompeia por meio do LMPP”, afirma Hannes Fischer, coordenador do LMPP. Para Carlos Otoboni, pesquisador do LMPP e orientador de André na pesquisa, esta é a primeira vez que um projeto Fatec recebe financiamento do PIPE-Fapesp na nossa região.

“Além da pesquisa básica, na Fatec Pompeia trabalhamos com pesquisa aplicada, que visa o desenvolvimento de produtos e processos inovativos passíveis de terem propriedade intelectual e de serem trabalhados em uma empresa”, afirma.

“Esse projeto mostra a importância da formação de recursos humanos por parte da Fatec Pompeia e a importância do desenvolvimento dentro dos laboratórios de projetos de pesquisa aplicada, que podem gerar inovações tecnológicas, como é o caso deste projeto apoiado pela Fapesp. Um dos resultados da parceria da Fatec Pompeia com a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia (FSNT) é justamente o incentivo à inovação e ao empreendedorismo”, afirma Elvis Fusco, superintendente executivo da FSNT.

Fonte: FSNT – Pompeia (SP)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil caminha para produzir 16 milhões de toneladas de frango

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A avicultura brasileira deve superar pela primeira vez a marca de 16 milhões de toneladas de carne de frango em 2026, ao mesmo tempo em que amplia exportações e recupera mercados afetados pela influenza aviária no ano passado. O crescimento aumenta a responsabilidade dentro das granjas: uma falha sanitária localizada pode produzir consequências comerciais para uma cadeia que vende seus produtos a mais de 150 países.

As projeções mais recentes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam produção entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas neste ano. Se alcançar o limite superior, o Brasil produzirá 5,6% mais que as 15,289 milhões de toneladas registradas em 2025.

O País já é o maior exportador mundial e o terceiro maior produtor de carne de frango. Para 2026, os embarques podem alcançar 5,875 milhões de toneladas, crescimento de até 10,3% sobre as 5,324 milhões de toneladas exportadas no ano passado.

A recuperação ficou evidente nos números recentes. Somente em julho, o Brasil embarcou 519,2 mil toneladas de carne de frango, aumento de 29,9% na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, foram 3,455 milhões de toneladas, crescimento de 15,2%.

Parte dessa forte variação, entretanto, decorre de uma base de comparação atípica. Em 2025, o primeiro foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial brasileira levou importantes compradores a suspender temporariamente as importações.

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O episódio foi registrado no Rio Grande do Sul e rapidamente controlado, mas demonstrou como um problema sanitário em uma única propriedade pode ultrapassar os limites da granja e atingir frigoríficos, exportadores e produtores de diferentes regiões do País.

Mercados importantes que haviam adotado restrições retomaram as compras. Em julho deste ano, a China voltou a ocupar a primeira posição entre os destinos do frango brasileiro, com 70,5 mil toneladas. A União Europeia comprou 36,8 mil toneladas no mês. Ambos estavam fechados ao produto brasileiro no mesmo período de 2025.

É nesse cenário que a ABPA voltou a reforçar, durante a campanha do Dia do Avicultor, comemorado na sexta-feira (28.08), a necessidade de manutenção permanente das medidas de biosseguridade nas propriedades.

Entre os cuidados estão o controle de entrada de pessoas e veículos, higienização de equipamentos, restrição da circulação dentro das granjas, acompanhamento constante das aves e comunicação imediata aos órgãos de defesa sanitária diante de qualquer suspeita.

Para o produtor, biosseguridade deixou de representar apenas proteção do próprio plantel. O status sanitário brasileiro influencia diretamente a abertura e a manutenção de mercados e, consequentemente, a demanda das agroindústrias pelos animais produzidos no campo.

A dimensão econômica explica a preocupação. Somente a produção brasileira de carne de frango gerou Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 112,6 bilhões em 2025.

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E a expansão não ocorre apenas na produção de carne. O Brasil também deverá produzir até 64,8 bilhões de ovos em 2026, crescimento de 4,1% sobre os 62,253 bilhões registrados no ano passado.

O consumo interno acompanha esse movimento. A estimativa é de que cada brasileiro consuma, em média, 48,1 quilos de carne de frango neste ano, ante 46,7 quilos em 2025. No caso dos ovos, o consumo deve passar de 288 para 301 unidades por habitante.

As primeiras projeções para 2027 apontam continuidade do crescimento. A produção de carne de frango pode chegar a 16,6 milhões de toneladas e a de ovos, a 66,5 bilhões de unidades.

O avanço reforça a importância econômica da avicultura, mas também aumenta a exposição do setor a problemas sanitários. Depois do alerta de 2025, o desafio é crescer sem permitir que a expansão do número de aves e da produção seja acompanhada por aumento do risco sanitário.

Para o avicultor, essa vigilância começa na porteira. Em uma cadeia cada vez mais dependente do comércio internacional, procedimentos rotineiros de biosseguridade dentro de cada granja ajudam a proteger não apenas os próprios animais, mas o acesso de toda a produção brasileira aos mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

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