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SP Busca Parceria com FAPESP para Impulsionar o Agronegócio Paulista

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Na manhã desta segunda-feira (3), o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, visitou a sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) para discutir propostas de parceria visando o desenvolvimento das cadeias do agronegócio por meio da pesquisa e inovação. “O objetivo de unir a Secretaria de Agricultura, que está próxima do setor produtivo e conta com institutos de pesquisa renomados, com a FAPESP é garantir, com mais agilidade, soluções para as demandas do nosso setor”, afirmou Piai.

O presidente da FAPESP, Prof. Marco Antonio Zago, ressaltou que a colaboração com a Secretaria de Agricultura promoverá um maior direcionamento da pesquisa para o setor agropecuário, essencial para a segurança alimentar e o desenvolvimento social e econômico do estado.

Combate ao Greening

Uma das prioridades mencionadas no encontro foi o combate ao Greening, principal ameaça à citricultura mundial. Essa doença afeta todas as lavouras de cítricos em mais de 130 países, incluindo o Brasil, onde a incidência aumentou 56%, passando de 24,4% em 2022 para 38,06% em 2023, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). Juliano Ayres, Gerente Geral do Fundecitrus, esteve presente representando o setor.

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Bancos de Germoplasma

Outro ponto discutido foi a gestão e preservação dos bancos de germoplasma, fundamentais para a conservação ambiental e segurança alimentar. A Secretaria de Agricultura solicitou apoio da FAPESP na otimização desses bancos. “O apoio técnico e administrativo visa um incremento no aproveitamento desse material genético, otimizando a pesquisa e a inovação no Estado”, destacou Orlando Melo de Castro, subsecretário de Agricultura. A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), por meio de seus institutos, possui bancos genéticos com variedades de diversas culturas agrícolas, sendo referência nacional e mundial.

Transição Energética

O secretário enfatizou também a importância do setor sucroenergético na transição energética. Com 6 milhões de hectares de cana-de-açúcar cultivados em São Paulo e 180 usinas registradas, o estado se posiciona na liderança nacional na produção de energia renovável e biocombustível. “São Paulo tem o pré-sal caipira, uma preciosidade na produção de energia renovável e biocombustível”, afirmou Piai. Segundo a Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), o potencial energético do biogás e do biometano no Brasil é de mais de 100 milhões de m³ de gás por dia, o que poderia substituir até 70% do diesel consumido no país e 40% da demanda de energia elétrica.

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Controle Biológico

Durante o encontro, que contou com a presença da diretora-geral do Instituto Biológico, Ana Eugênia de Carvalho Campos, foram debatidas parcerias para controlar pragas agrícolas e insetos transmissores de doenças utilizando inimigos naturais. Um plano de ação para as quatro pautas prioritárias deve ser apresentado em 30 dias.

Estiveram presentes na reunião o coordenador da APTA, Carlos Nabil, o diretor substituto do IAC, Heitor Cantarella, e representantes da FAPESP, incluindo o Prof. Raul Machado Neto, assessor da Presidência, Prof. Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do CTA, Prof. Márcio de Castro Silva Filho, diretor científico, e Douglas Zampieri, coordenador geral de Tecnologias, Parceiros e Inovação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor tem até 30 de setembro para entregar a DITR

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O produtor rural tem até 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026 e não precisa adotar automaticamente o valor da terra divulgado pelo município ou por órgãos estaduais. As tabelas servem como referência, mas o valor informado deve refletir as características e o preço de mercado de cada imóvel.

O esclarecimento foi feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Segundo o órgão, os preços publicados representam médias regionais e não substituem uma avaliação individual da propriedade.

O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) é autodeclaratório. Isso permite que o contribuinte utilize um valor diferente da tabela, desde que consiga demonstrar como chegou ao resultado. Diferenças sem justificativa podem levar a Receita Federal ou o município conveniado a revisar a declaração e cobrar imposto adicional, juros e multa.

O Valor da Terra Nua (VTN) deve corresponder ao preço de mercado do imóvel em 1º de janeiro de 2026. O cálculo precisa considerar fatores como localização, acesso, logística, relevo, qualidade do solo e aptidão agrícola.

Propriedades formadas por áreas com características diferentes não devem ter todos os hectares avaliados pelo mesmo preço. A orientação é separar os talhões entre lavoura de aptidão boa, regular ou restrita, pastagem, silvicultura e áreas de preservação. Depois, a área de cada parcela é multiplicada pelo valor correspondente à sua capacidade de uso.

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Uma área próxima de rodovias, com solo fértil e condições adequadas para mecanização, por exemplo, tende a valer mais do que um talhão com acesso difícil, relevo acidentado ou limitações produtivas. Essas particularidades podem justificar um VTN diferente da média municipal.

Quando houver diferença relevante, especialmente se o valor declarado estiver abaixo da referência pública, o produtor deve manter um laudo de avaliação elaborado por profissional habilitado. O documento precisa identificar o imóvel, explicar a metodologia adotada e apresentar os elementos utilizados para determinar o preço.

Também é necessário separar o valor da terra nua dos investimentos existentes na propriedade. Construções, instalações e benfeitorias, como casas, galpões, currais, cercas e sistemas de irrigação, não entram no VTN. O mesmo vale para culturas, pastagens cultivadas ou melhoradas e florestas plantadas.

Matas nativas e pastagens naturais, entretanto, compõem o valor da terra nua. Áreas de preservação permanente, reserva legal e outras áreas ambientalmente protegidas podem ser excluídas da área tributável quando atendidos os requisitos legais, mas isso não significa que desapareçam do cálculo do valor total da terra.

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A declaração pode ser entregue pelo serviço Minhas Declarações do ITR, disponível no Portal de Serviços da Receita Federal. O acesso exige conta gov.br Prata ou Ouro. Pessoas físicas com imóveis de até 100 hectares também podem utilizar o Programa ITR 2026.

A entrega fora do prazo gera multa de 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, respeitado o valor mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence em 30 de setembro.

A tabela pública oferece uma referência para o preenchimento, mas não substitui a avaliação da propriedade. O produtor que declarar um valor diferente deve estar preparado para demonstrar que o cálculo representa as condições reais do imóvel.

Fonte: Pensar Agro

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