AGRONEGÓCIO

Sorp reduz em 67% o tempo de atendimento com implantação do Web Denúncias

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A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) registrou uma queda expressiva no tempo médio de atendimento às solicitações de fiscalização após implantar, em junho de 2025, o sistema Web Denúncias, plataforma digital que permite registrar, acompanhar e receber retorno de demandas de forma totalmente online. Em apenas quatro meses, o tempo médio de resposta caiu de 32,18 para 10,52 dias, uma redução aproximada de 67% no período.

Os dados reforçam o impacto positivo da transformação digital conduzida pela secretaria. Em junho, mês de lançamento, o tempo médio de atendimento era de 32 dias. Já em julho, o índice caiu para 22 dias; em agosto, para 13; e, em setembro, atingiu a média de 10 dias, o melhor resultado desde a criação do canal.

Antes da modernização, as denúncias chegavam via WhatsApp e eram processadas com etapas analógicas, como triagem manual, registros em planilhas e despachos físicos. Esse modelo gerava baixa rastreabilidade, filas de tramitação e perdas de informação.

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Com o Web Denúncias, o cidadão agora recebe protocolo eletrônico imediato, pode acompanhar todo o processo online e tem acesso a informações sobre prazos e andamento. A plataforma padroniza campos obrigatórios, como endereço, descrição e fotos, e organiza a fila por prioridade e gravidade. Além disso, o sistema gera indicadores automáticos de desempenho, permitindo uma gestão mais ágil e transparente.

A ferramenta também está integrada a outras ações da Prefeitura, como o Programa Fiscaliza e Cuida, otimizando a atuação conjunta das equipes em campo. Entre as principais demandas registradas estão denúncias de terrenos sujos, ocupação irregular de calçadas, obras sem licença, poluição sonora, publicidade irregular e poda de árvores sem autorização.

“O Web Denúncias é um marco na gestão da Ordem Pública. Reduzimos drasticamente o tempo de resposta e garantimos mais transparência e previsibilidade para o cidadão. A digitalização nos permite planejar, priorizar e entregar resultados com mais eficiência”, destacou a secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares.

O Portal Web Denúncia, disponível em: https://sorp.cuiaba.mt.gov.br, foi criado com recursos próprios, sem qualquer investimento da iniciativa privada, a plataforma nasceu da valiosa colaboração de fiscais da própria Prefeitura de Cuiabá com conhecimento técnico em desenvolvimento de sistemas, especialmente da equipe de Tecnologia da Informação da Secretaria de Ordem Pública, liderada pelo servidor Samir Baracat.

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Como denunciar

Para acessar o serviço, é necessário realizar um cadastro básico, que permitirá o acompanhamento da denúncia. O primeiro passo é clicar no botão “Cadastre-se” e preencher as seguintes informações: nome completo, e-mail, telefone e senha de acesso. Todos os dados são mantidos em sigilo.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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