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Soja tem alta nos futuros na Bolsa de Chicago com impulso técnico

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Na manhã desta quinta-feira (31), os contratos futuros de soja abriram em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), com uma valorização influenciada por compras técnicas e pela persistência do clima seco no Centro-Oeste dos Estados Unidos.

Por volta das 8h15 (horário de Brasília), os vencimentos apresentavam ganhos entre 3,75 e 5,25 pontos. O contrato de vencimento em novembro de 2024 registrava alta de 5,25 pontos, cotado a US$ 9,81 por bushel. Já o contrato de janeiro de 2025 subia 3,75 pontos, alcançando US$ 9,95 por bushel, enquanto o vencimento de março de 2025 também avançava 3,75 pontos, negociado a US$ 10,09 por bushel. O contrato de maio de 2025 seguia a mesma tendência, com valorização de 3,75 pontos, cotado a US$ 10,25 por bushel.

Segundo a publicação Successful Farming, o leve avanço dos futuros de soja nas negociações noturnas deve-se principalmente a fatores técnicos e ao clima seco nos EUA. Além disso, conforme dados da Agrifatto, os preços da soja no mercado brasileiro também registraram recuperação, com alta de 0,68% no porto de Paranaguá (PR), onde a saca foi negociada a R$ 143,56. Esse movimento de valorização foi impulsionado pelos níveis do dólar e pelo desempenho positivo em Chicago.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

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A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

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No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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