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Soja sobe em Chicago à espera do relatório do USDA e monitorando clima no Rio Grande do Sul

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Os preços da soja voltaram a subir na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (9), recuperando-se das quedas significativas da sessão anterior. Por volta das 7h30 (horário de Brasília), os contratos futuros mais negociados apresentavam alta de 2,75 a 5,75 pontos, com o contrato de julho chegando a US$ 12,33 por bushel. Essa alta não se restringiu à soja, mas também ao milho e ao trigo, sendo este último o líder do avanço.

Após as perdas da sessão anterior, as commodities agrícolas exibiram uma tendência de recuperação. Os fatores que impulsionam esse movimento incluem o monitoramento das chuvas no Rio Grande do Sul e o clima nos Estados Unidos para o plantio da safra 2024/25. Além disso, os traders ajustam suas posições antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta sexta-feira (10).

Este relatório é aguardado com ansiedade por trazer as primeiras projeções para a nova temporada agrícola nos EUA, que indicará possíveis mudanças na área plantada de soja. O boletim será divulgado às 13h (horário de Brasília) desta sexta. As expectativas são de um aumento significativo na área destinada à soja para a safra 2024/25, o que tem mantido o mercado em alerta.

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Ainda nesta quinta-feira, os traders também aguardam os dados semanais de vendas para exportação, que serão divulgados pelo USDA. Além disso, há uma atenção especial ao movimento do farelo de soja na Bolsa de Chicago, diante da possibilidade de novas greves na Argentina, assim como às leves quedas no preço do óleo de soja.

Esses fatores combinados indicam que o mercado de soja está em um momento de transição, com os operadores de mercado atentos aos dados climáticos, ao relatório do USDA e ao comportamento do mercado global. A volatilidade é esperada enquanto o mercado avalia esses elementos para definir suas estratégias de negociação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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