AGRONEGÓCIO

Soja segue realizando lucros em Chicago nesta 5ª feira, de olho nas previsões climáticas no BR

Publicado em

Os futuros da oleaginosa passam ainda por ligeiros movimentos de realização de lucros depois de terem registrados suas máximas em dois meses e meio. Os olhos todos estão voltados para o cenário climático na América do Sul, em especial no Brasil.

Perto de 7h20 (horário de Brasília), as cotações cediam entre 6,50 e 7,50 pontos nos contratos mais negociados, levando o janeiro a US$ 13,78 e o maio a US$ 14,03 por bushel. Os preços do farelo e do óleo de soja também trabalhavam em campo negativo na CBOT na manhã de hoje.

Embora sendo sabido que uma mudança no tempo nas principais regiões produtoras teria de ser drástica para estancar as perdas na safra 2023/24 brasileira, as previsões melhores para os próximos dias dão espaço para esta correção das altas. O modelo europeu, segundo a Agrinvest Commodities, segue indicando mais chuvas e uma redução das temperaturas no norte do país.

As previsões, porém, são acompanhadas de perto e precisam de fato se confirmar para dar, pelo menos, algum fôlego aos campos brasileiros, que têm sofrido agressivamente pelas chuvas mal distribuídas ou ausentes, além da terceira onda de calor do ano. As condições atuais da safra de soja são bastante irregulares, os problemas são das mais diversas naturezas e estimar o real tamanho da colheita será uma tarefa bastante árdua nesta temporada.

Leia Também:  Halal brasileiro vira sinônimo de selo de alta qualidade

Com isso, o ritmo de vendas do produtor brasileiro está bastante contido neste momento.

Além da safra sul-americana, está no radar ainda os números das vendas semanais para exportação que chegam nesta quinta-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), além das notícias sobre a reunião dos presidentes da China e dos EUA, Xi Jinping e Joe Biden, que a muito não acontecia.

Fonte: Notícias Agrícolas

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de carne de peru crescem 23% e receita mais que dobra em 2026

Published

on

As exportações brasileiras de carne de peru seguem em trajetória de recuperação e registraram forte crescimento nos primeiros quatro meses de 2026. Entre janeiro e abril, o país embarcou 22.328 toneladas da proteína, volume 23,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A receita alcançou aproximadamente R$ 454 milhões, avanço de 124,6% sobre os cerca de R$ 202 milhões obtidos nos quatro primeiros meses de 2025, segundo dados do Agrostat, sistema de estatísticas do Ministério da Agricultura, compilados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná.

O desempenho foi impulsionado tanto pelo aumento dos embarques quanto pela valorização da proteína no mercado internacional. O preço médio da carne de peru exportada pelo Brasil atingiu cerca de R$ 20,3 mil por tonelada no primeiro quadrimestre deste ano, alta de 77,6% em relação aos aproximadamente R$ 11,4 mil por tonelada registrados no mesmo período de 2025.

Os números ganham relevância em um setor que enfrenta retração do consumo doméstico há vários anos. Em 2025, a produção brasileira de carne de peru foi estimada em cerca de 138 mil toneladas, volume 7% inferior ao do ano anterior. Tradicionalmente associada às festas de fim de ano, a proteína tem perdido espaço no mercado interno para carnes de consumo mais frequente, como frango e suínos, levando a indústria a buscar novos mercados no exterior.

Leia Também:  Expediente presencial no Fórum de Colíder está suspenso até quarta-feira (09/10)

Atualmente, praticamente toda a carne de peru exportada pelo Brasil é comercializada na forma in natura. Das 22.328 toneladas embarcadas entre janeiro e abril, 22.112 toneladas pertencem a essa categoria, o equivalente a mais de 99% do total exportado.

A cadeia produtiva permanece altamente concentrada na região Sul, responsável por cerca de 97% da produção nacional. Santa Catarina lidera o setor, com aproximadamente 62% da oferta brasileira, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 23%, e pelo Paraná, com 15%.

O protagonismo dos estados do Sul também aparece nos números das exportações. Santa Catarina liderou os embarques no primeiro quadrimestre, com 8.906 toneladas e faturamento de aproximadamente R$ 196 milhões. O Rio Grande do Sul exportou 8.663 toneladas, gerando cerca de R$ 145 milhões em receita. Já o Paraná embarcou 4.739 toneladas, com faturamento próximo de R$ 113 milhões.

Na comparação com o mesmo período de 2025, Santa Catarina ampliou suas exportações em 38,4%, enquanto o Rio Grande do Sul registrou crescimento de 21,2% e o Paraná avançou 6,9%. Quando analisada a receita, os resultados foram ainda mais expressivos. O faturamento catarinense aumentou 171,1%, o paranaense cresceu 113,1% e o gaúcho avançou 69,9%.

Leia Também:  Banco Central eleva previsão de inflação para 2024 e 2025

O México se consolidou como o principal destino da carne de peru brasileira em 2026. O país importou 6.825 toneladas entre janeiro e abril, movimentando cerca de R$ 153,5 milhões. O volume embarcado para o mercado mexicano cresceu 319,7% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a receita avançou impressionantes 627,4%.

Na sequência aparecem Chile, com 3.323 toneladas e aproximadamente R$ 114,5 milhões em compras; África do Sul, com 3.027 toneladas e R$ 27,2 milhões; Países Baixos, com 1.611 toneladas e R$ 57,3 milhões; e Peru, com 1.071 toneladas e R$ 15,8 milhões.

Além dos principais compradores, a carne de peru brasileira também chegou a mercados como Guiné Equatorial, Gana, Benin, Gabão e Bahamas, reforçando a estratégia de diversificação das exportações.

Embora represente uma fatia pequena do mercado de proteínas animais do país, a cadeia do peru mostra sinais de fortalecimento no comércio exterior. A combinação de preços mais elevados, aumento da demanda em mercados estratégicos e expansão dos embarques tem permitido ao setor compensar parte das dificuldades enfrentadas no consumo doméstico e ampliar sua participação no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA