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Soja segue em alta em Chicago e mercados brasileiros observam cotações estáveis com expectativa de chuvas

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O mercado de soja no Brasil apresenta comportamento misto nesta segunda quinzena de setembro, com preços mais travados no Sul e leves variações em outros estados. No Rio Grande do Sul, os contratos para a safra futura ficaram em R$ 141,00 por saca nos portos, enquanto no interior de Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa os valores oscilaram em torno de R$ 135,00.

Em Santa Catarina, a negociação permanece estável, com a saca cotada a R$ 128,00 em Rio do Sul e ligeira queda em Palma Sola, para R$ 123,00. No porto de São Francisco do Sul, o preço atingiu R$ 140,82 por saca. No Paraná, os valores diferem conforme a proximidade dos polos de exportação e esmagamento: Cascavel registrou R$ 128,83, enquanto o porto de Paranaguá alcançou R$ 142,73 por saca. As regiões Norte Central e Centro Oriental do estado apresentaram preços de R$ 129,03 e R$ 130,69, respectivamente.

No Mato Grosso do Sul, os preços refletem a logística local, com Maracaju registrando R$ 117,20 para entrega futura e Dourados a R$ 125,05. Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia oscilaram entre R$ 125,08 e R$ 126,15, enquanto Chapadão do Sul teve leve recuo para R$ 120,37. Já no Mato Grosso, as cotações acompanharam pequenas perdas, com Lucas do Rio Verde e Nova Mutum cotadas a R$ 122,48 por saca e Campo Verde a R$ 122,85, enquanto produtores aguardam chuvas mais significativas para avançar no plantio da safra 2025/26.

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Alta da soja em Chicago acompanha óleo de soja e movimentação de investidores

No mercado internacional, os futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) continuam em trajetória de alta. Em 16 de setembro, o contrato de julho chegou a US$ 11,04 por bushel, enquanto janeiro e maio foram negociados a US$ 10,66 e US$ 10,94, respectivamente. A valorização do óleo de soja, com ganhos superiores a 1,5%, tem dado suporte adicional às cotações do grão.

O movimento também reflete compras de proteção pelos investidores, que adotam postura cautelosa diante das incertezas sobre taxas de juros nos Estados Unidos. Além disso, o mercado acompanha a possibilidade de avanços em negociações comerciais entre EUA e China e a realocação de mandatos de biocombustíveis norte-americanos. O desempenho do esmagamento para produção de óleo e a fase inicial de colheita da nova safra ainda contribuem para volatilidade e ajustes nas expectativas de preço.

Clima no Brasil influencia perspectivas da safra 2025/26

O clima segue como fator determinante para a nova safra de soja. Após semanas de estiagem intensa, com umidade do ar abaixo de 12% em regiões do Centro-Oeste, os produtores aguardam as primeiras chuvas mais expressivas, previstas entre os dias 22 e 23 de setembro. A umidade do solo será essencial para o plantio e para a consolidação das lavouras, influenciando tanto a produção quanto o ritmo das negociações futuras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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