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Soja se mantém firme no Brasil apesar de pressão em Chicago e expectativas do USDA

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O mercado de soja no Sul do Brasil segue firme, impulsionado pela demanda de exportação e pelo consumo interno. No Rio Grande do Sul, as cotações registraram R$ 142,00 nos portos, para pagamento em meados de setembro, e R$ 135,00 por saca no interior, em cidades como Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa.

Em Santa Catarina, a safra recorde de 3,3 milhões de toneladas fortalece o papel do estado como fornecedor estratégico para a indústria local de processamento. No porto de São Francisco do Sul, a saca de soja foi cotada a R$ 142,84.

O Paraná permanece como um dos mercados mais dinâmicos. Em Paranaguá, a soja atingiu R$ 142,50 por saca; em Cascavel, R$ 129,01; em Maringá, R$ 130,47; e em Ponta Grossa, R$ 131,36. Outras localidades registraram valores variados, como Pato Branco a R$ 123,00 e Ponta Grossa a R$ 118,00, indicando ajustes regionais nos preços FOB.

No Mato Grosso do Sul, o mercado apresentou valorização: Dourados fechou a R$ 127,00 (+1,20%), Campo Grande a R$ 130,00 (+1,56%) e Sidrolândia também a R$ 130,00 (+1,56%). Já os produtores de Mato Grosso mantêm cautela na comercialização da safra futura, com preços oscilando entre R$ 119,40 em Sorriso e R$ 130,50 em Rondonópolis.

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Bolsa de Chicago registra leves perdas e expectativa pelo USDA

Os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) registraram ligeiras perdas nesta quarta-feira (10). Por volta das 7h10 (horário de Brasília), os contratos de novembro e março eram negociados a US$ 10,27 e US$ 10,26 por bushel, respectivamente, com variações de 3,50 a 4 pontos.

A cautela dos traders reflete a expectativa pelo novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), previsto para sexta-feira, 12 de setembro. O mercado acompanha de perto a produtividade das lavouras em fase final de desenvolvimento, o início da colheita e as exportações norte-americanas, ainda impactadas pela ausência de compras da China.

Além disso, os derivados da soja apresentam movimentos distintos: o farelo de soja caiu após alta nos últimos dias, enquanto o óleo de soja continua em campo negativo, pressionado por fatores globais e variações climáticas no Brasil. O início do plantio da safra 2025/26 ainda é lento devido à insuficiência de chuvas, o que mantém a atenção do mercado sobre a oferta futura.

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Fatores externos pressionam cotações mesmo com clima adverso nos EUA

Apesar da deterioração das lavouras nos Estados Unidos, o mercado de Chicago fechou em baixa na terça-feira (10). O contrato de novembro recuou 0,24% (US$ 1.031,25), enquanto janeiro caiu 0,21% (US$ 1.050,50). No segmento de derivados, o farelo de soja subiu 2,06% a US$ 287,70 por tonelada curta, enquanto o óleo caiu 2,06%, cotado a US$ 49,93 por libra-peso.

A pressão negativa reflete principalmente a ausência da China nos relatórios de compras, impactando exportadores e a participação dos EUA no maior mercado mundial. O recuo no preço do petróleo, associado a um projeto de lei republicano que limita a redistribuição de obrigações de biocombustíveis pela EPA, também contribui para o cenário baixista. Caso aprovado, o projeto pode gerar excesso de biodiesel e etanol, afetando o mercado agrícola e energético norte-americano.

Apesar disso, a possibilidade de uma safra menor nos EUA devido à seca contínua no cinturão da soja e do milho mantém algum suporte para os preços no curto prazo, mantendo investidores atentos às oscilações climáticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Açúcar recua nas bolsas internacionais com pressão do dólar, petróleo e avanço da safra no Brasil

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O mercado global de açúcar encerrou os últimos pregões pressionado pela valorização do dólar, queda do petróleo e avanço da oferta no Brasil, ampliando o cenário de volatilidade nas bolsas internacionais. Ao mesmo tempo, investidores acompanham com atenção as projeções para a safra 2026/27, os impactos climáticos do El Niño na Ásia e o comportamento da produção brasileira de etanol no Centro-Sul.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o açúcar bruto voltou a registrar perdas, após uma breve recuperação técnica impulsionada pela recompra de posições vendidas por fundos especulativos. O contrato julho/26 fechou cotado a 14,73 cents de dólar por libra-peso, com queda de 1,9% no pregão mais recente. Já o vencimento outubro/26 encerrou a sessão a 15,22 cents/lbp.

Segundo análise da StoneX, o mercado chegou a encontrar sustentação no início da semana diante da redução das posições líquidas vendidas dos fundos e das projeções que indicavam déficit global de 0,55 milhão de toneladas para a safra 2026/27. No entanto, a valorização do índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas, acabou provocando liquidação de posições compradas em commodities, pressionando novamente os preços.

Outro fator que contribuiu para o sentimento negativo foi a queda do petróleo no mercado internacional. Com o petróleo mais barato, o etanol perde competitividade, aumentando a expectativa de maior destinação da cana para produção de açúcar e ampliando a oferta global da commodity.

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Mercado acompanha superávit global e produção recorde

As atenções também permanecem voltadas às projeções da Organização Internacional do Açúcar (OIA), que estima produção mundial recorde de 182 milhões de toneladas na safra 2025/26, com superávit global de 2,2 milhões de toneladas.

Além disso, a trading Czarnikow reforçou a pressão sobre o mercado ao divulgar expectativa de excedente global de 1,4 milhão de toneladas na temporada 2026/27, principalmente em função do aumento da produção chinesa.

Apesar do viés baixista atual, operadores seguem atentos ao risco climático provocado pelo El Niño, especialmente sobre lavouras asiáticas. A possibilidade de impactos na produção da Índia e de outros grandes exportadores mantém a volatilidade elevada nas bolsas.

Mix mais alcooleiro limita pressão adicional no Brasil

No Brasil, o avanço da moagem no Centro-Sul continua ampliando a oferta física de açúcar e pressionando os preços internos. Entretanto, o direcionamento maior da cana para produção de etanol ajuda a limitar uma queda ainda mais intensa nas cotações do adoçante.

O indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo registrou nova retração, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 93,25, acumulando perdas de 4,76% em maio.

Na ICE Europe, o açúcar branco também apresentou desempenho pressionado. O contrato agosto/26 encerrou estável em US$ 441 por tonelada, enquanto os demais vencimentos oscilaram entre leves altas e baixas moderadas.

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Etanol segue estável, mas mercado monitora mudanças regulatórias

No mercado de etanol, os preços seguiram relativamente estáveis em São Paulo, embora ainda com viés de baixa devido à expectativa de maior oferta na safra 2026/27.

O etanol anidro em Ribeirão Preto iniciou a semana cotado a R$ 2,77 por litro, recuou para R$ 2,74 e encerrou próximo de R$ 2,75. O hidratado acompanhou movimento semelhante.

Já o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.347 por metro cúbico, praticamente estável no comparativo diário, mas ainda acumulando retração de 2,45% em maio.

O mercado também permanece em compasso de espera diante das discussões envolvendo novas regras para formação obrigatória de estoques e a possível ampliação da mistura de etanol anidro na gasolina para E32.

Volatilidade deve continuar no curto prazo

Analistas avaliam que o mercado seguirá altamente sensível aos movimentos do dólar, petróleo e clima nas próximas semanas. O comportamento da safra brasileira, aliado às incertezas sobre produção asiática e demanda global, continuará definindo o rumo das cotações internacionais do açúcar e do etanol.

Mesmo diante das projeções de superávit no curto prazo, o setor monitora sinais de possível aperto na oferta global a partir de 2026/27, o que pode voltar a sustentar os preços internacionais da commodity.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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