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Soja Registra Alta na Bolsa de Chicago com Suporte do Óleo em Semana Volátil

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Os preços da soja apresentaram leve recuperação na Bolsa de Chicago nesta manhã de sexta-feira (4), após uma semana marcada por intensa volatilidade e baixas consecutivas. Por volta das 8h25 (horário de Brasília), as cotações mostravam alta entre 6,25 e 6,50 pontos, com o contrato de novembro cotado a US$ 10,52 e o contrato para maio de 2025, referência para a safra brasileira, valendo US$ 10,99 por bushel.

Além disso, os futuros do farelo e do óleo de soja também registraram alta na CBOT. No caso do farelo, os ganhos foram impulsionados pela necessidade de ajustes após perdas significativas nas sessões anteriores, embora a força desse movimento tenha diminuído em relação ao que era observado no início do dia. Por outro lado, o óleo de soja continua a acompanhar o rally do petróleo, que apresenta ganhos superiores a 1% tanto no WTI quanto no Brent. Com isso, os preços do óleo subiram mais de 1%, com o contrato de dezembro cotado a 45,16 centavos de dólar por libra-peso.

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Os preços do petróleo seguem em ascensão, reflexo do agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Na madrugada desta sexta-feira, novos bombardeios foram registrados nos arredores de Beirute, no Líbano, com Israel respondendo aos recentes ataques do Irã e direcionando seus alvos ao Hezbollah. A escalada das tensões geopolíticas continua a evoluir rapidamente.

No que diz respeito à soja, além da movimentação dos derivados e das questões geopolíticas, as condições climáticas no Brasil estão sob atento monitoramento. As previsões de chuvas para a segunda quinzena de outubro permanecem em destaque, especialmente nas regiões produtoras, com expectativa de maior abrangência, frequência e volume, o que permitirá um avanço no plantio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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