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Soja oscila em Chicago com pressão do óleo e suporte de derivados; colheita no Brasil avança de forma desigual

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O mercado internacional da soja apresentou volatilidade nesta terça-feira (24), com os preços alternando entre leves quedas e ganhos na Bolsa de Chicago. O movimento refletiu a combinação de ajustes técnicos, influência dos derivados e fundamentos globais, enquanto, no Brasil, a colheita segue em ritmos distintos entre as principais regiões produtoras.

Soja recua em Chicago pressionada pelo óleo

As cotações da soja iniciaram o dia em baixa na Bolsa de Chicago, acompanhando a fraqueza de outras commodities, especialmente do óleo de soja. O mercado foi pressionado por realização de lucros e ajustes técnicos após oscilações recentes.

Por volta das 7h05 (horário de Brasília), os principais contratos registravam variações entre 2,50 e 3,25 pontos. O vencimento maio era cotado a US$ 11,60 por bushel, enquanto julho atingia US$ 11,76.

A queda do óleo de soja exerceu impacto direto sobre o grão, mesmo diante da alta do petróleo nos mercados internacionais, limitando o potencial de recuperação da oleaginosa no curto prazo.

Farelo, milho e trigo limitam perdas

Apesar da pressão do óleo, o farelo de soja apresentou leves ganhos, oferecendo suporte às cotações e evitando quedas mais intensas.

Milho e trigo, também negociados em Chicago, registraram pequenas altas, contribuindo para um ambiente mais equilibrado entre os principais grãos. Ainda assim, esse suporte não foi suficiente para reverter o viés negativo predominante da soja no início do pregão.

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Geopolítica, energia e China seguem no radar

Os investidores mantêm atenção ao cenário internacional, com destaque para as tensões no Oriente Médio, que continuam influenciando os mercados globais, especialmente o de energia.

Outro ponto relevante é a expectativa em torno das relações comerciais entre Estados Unidos e China. Uma possível reunião entre Donald Trump e Xi Jinping pode trazer desdobramentos importantes para a demanda pela soja norte-americana.

Além disso, políticas voltadas ao setor de biocombustíveis nos Estados Unidos seguem no radar, com संभावíveis mudanças capazes de impactar o consumo de óleo de soja.

Mercado muda de direção com suporte da demanda

Ao longo do dia, o mercado registrou leve recuperação, com os contratos internacionais encerrando em alta. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento foi sustentado por sinais de demanda aquecida e expectativas relacionadas às políticas energéticas dos Estados Unidos.

Os contratos de maio e julho fecharam com valorização de 0,19% e 0,21%, respectivamente. As inspeções de exportação somaram 1,10 milhão de toneladas, com forte participação da China, reforçando o suporte às cotações.

Colheita no Brasil avança de forma desigual

No Brasil, a colheita da soja segue em ritmos distintos entre os estados, refletindo impactos climáticos e desafios operacionais.

No Rio Grande do Sul, apenas 5% da área foi colhida, com produtividade afetada pela estiagem e queda estimada em 9,7%. A menor oferta tem sustentado preços mais elevados nas praças locais.

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Em Santa Catarina, a produção projetada em 3 milhões de toneladas garante o abastecimento interno, embora o custo do frete de milho pressione a cadeia de proteínas animais. No Paraná, eventos climáticos severos elevaram os custos de produção e reduziram o ritmo das negociações, diante da incerteza sobre a rentabilidade.

Centro-Oeste e Bahia enfrentam cenários distintos

No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul enfrenta comercialização lenta e entraves logísticos. Já o Mato Grosso praticamente concluiu a colheita, com recorde de produção e plantio da safrinha finalizado. Apesar do volume elevado, os custos de transporte seguem limitando a competitividade do produtor.

No Extremo Oeste da Bahia, os preços permanecem firmes no mercado físico, sustentados pela vantagem logística da região em relação ao Centro-Oeste.

Oferta elevada e logística definem o curto prazo

Com o avanço da colheita na América do Sul, a oferta global de soja aumenta, exercendo pressão sobre os preços internacionais. Ao mesmo tempo, fatores como logística, demanda externa e políticas energéticas continuam determinando o comportamento do mercado.

No curto prazo, a tendência é de manutenção da volatilidade, com os agentes atentos aos desdobramentos geopolíticos, ao ritmo das exportações e às condições da safra sul-americana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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