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Soja mantém produtividade no Mato Grosso mesmo sob estresse abiótico, aponta roteiro técnico da Elicit Plant

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Mesmo com a safra marcada por oscilações climáticas e períodos de estresse abiótico, lavouras de soja no Mato Grosso têm mantido produtividade e bom desempenho vegetativo. Essa é uma das conclusões do Soybean Tour Brazil, roteiro técnico promovido pela Elicit Plant Brasil, que percorreu na última semana diferentes regiões produtoras do estado para avaliar o comportamento da cultura diante das variações de clima e manejo.

Roteiro percorre principais polos de produção do estado

A equipe técnica da Elicit Plant visitou propriedades rurais, áreas experimentais e empresas do setor em municípios estratégicos, incluindo Sorriso, Vera, Nova Mutum, Diamantino, Cuiabá, Campo Verde, Primavera do Leste, Itiquira e Rondonópolis.

Durante as visitas, foram analisadas lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento, considerando o histórico de manejo, a pressão de doenças e as variações regionais do clima. A ação teve como objetivo identificar padrões de desempenho e avaliar as respostas fisiológicas das plantas em ambientes distintos.

Soja apresenta bom desempenho mesmo com irregularidades climáticas

Segundo Felipe Sulzbach, responsável pelas operações da Elicit Plant Brasil, o roteiro evidenciou lavouras com estrutura vegetativa equilibrada e boa formação de vagens, mesmo em áreas que enfrentaram períodos de déficit hídrico ou baixa luminosidade.

“Em diferentes regiões, observamos plantas com vagens bem formadas e enchimento uniforme, inclusive em áreas que passaram por situações de estresse climático. Isso mostra a capacidade de sustentação da carga produtiva mesmo diante de condições adversas”, destacou Sulzbach.

Diferenças de manejo impactam produtividade e sanidade das lavouras

O roteiro também permitiu comparar lavouras conduzidas sob diferentes estratégias de manejo. Em áreas com maior pressão de doenças, chamou atenção a preservação da área foliar e a capacidade das plantas de sustentar a produtividade até fases mais avançadas do ciclo, resultado atribuído ao uso de tecnologias que favorecem o equilíbrio fisiológico da soja.

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Safra 2025/26 enfrentou desafios de clima e luminosidade

De acordo com Karol Czesluniak, gerente de desenvolvimento da Elicit Plant Brasil, a safra de soja enfrentou uma combinação de fatores climáticos que afetaram o desenvolvimento das plantas. “Tivemos um início de ciclo com déficit hídrico, seguido de excesso de chuvas e longos períodos de baixa luminosidade, além de variações bruscas de temperatura. Esse conjunto de condições impôs desafios fisiológicos importantes à cultura”, explicou.

Czesluniak ressaltou que a capacidade da planta de manter equilíbrio metabólico mesmo sob estresse é determinante para o enchimento de grãos e a estabilidade da produtividade.

Tecnologias agrícolas auxiliam no controle de estresses abióticos

Entre as tecnologias avaliadas nas áreas visitadas está o Elizon, produto à base de fitoesteróis — moléculas naturais extraídas de plantas que estimulam o metabolismo vegetal e ajudam a reduzir os efeitos de estresses causados por falta de água, excesso de calor ou luminosidade reduzida.

Segundo a Elicit Plant, o uso da tecnologia tem apresentado resultados consistentes em diferentes regiões do país. “Com base em avaliações de campo, observamos incremento médio de cerca de cinco sacas por hectare, o que representa ganhos de 7% a 8%, dependendo das condições de manejo e do ambiente”, destacou Czesluniak.

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Tecnologia reforça resiliência da soja e contribui para produtividade sustentável

Os resultados do roteiro reforçam o papel das tecnologias de indução fisiológica no manejo de estresses climáticos, especialmente em regiões como o Mato Grosso, onde a produção de soja ocorre predominantemente em regime de sequeiro.

As práticas observadas durante o Soybean Tour Brazil indicam que o uso de soluções biotecnológicas pode aumentar a resiliência das lavouras, garantir maior estabilidade produtiva e contribuir para uma agricultura mais sustentável e eficiente.

Próximas etapas do Soybean Tour Brazil

Após a etapa em Mato Grosso, o Soybean Tour Brazil segue nesta semana para novas agendas técnicas nos estados de São Paulo e Paraná, ampliando o acompanhamento da safra 2025/26 e integrando análises sobre desempenho agronômico, condições climáticas e manejo em diferentes realidades produtivas do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de açúcar ganha ritmo e line up dos portos brasileiros se aproxima de 1,9 milhão de toneladas

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A movimentação de açúcar nos portos brasileiros segue intensa neste início de safra 2026/27. Levantamento da agência marítima Williams Brasil mostra que o line up de exportação alcançou 1,898 milhão de toneladas na semana encerrada em 20 de maio, indicando avanço no fluxo de embarques do produto brasileiro ao mercado internacional.

O volume programado representa crescimento frente à semana anterior, quando estavam previstas 1,837 milhão de toneladas para exportação. Também houve aumento no número de navios aguardando carregamento nos portos do país, passando de 47 para 52 embarcações no período analisado.

Porto de Santos concentra maior volume de açúcar exportado

O Porto de Santos, em São Paulo, permanece como principal corredor logístico das exportações brasileiras de açúcar, concentrando 1,470 milhão de toneladas do total programado.

Na sequência aparecem:

Paranaguá (PR): 335,970 mil toneladas;

  • São Sebastião (SP): 56 mil toneladas;
  • Recife (PE): 21,943 mil toneladas;
  • Suape (PE): 14 mil toneladas.

O relatório considera navios já atracados, embarcações fundeadas aguardando operação e aquelas com previsão de chegada até 13 de junho.

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Açúcar VHP lidera embarques brasileiros

A maior parte da carga destinada à exportação corresponde ao açúcar VHP, principal produto brasileiro comercializado no mercado internacional.

Segundo o levantamento, o line up contempla:

  • Açúcar VHP: 1,765 milhão de toneladas;
  • VHP ensacado: equivalente a 41 mil toneladas;
  • TBC: 11 mil toneladas;
  • Cristal B-150: 75,2 mil toneladas;
  • Refinado A45: 6 mil toneladas.

O predomínio do VHP reflete a forte demanda internacional por açúcar bruto destinado ao refino em outros mercados consumidores.

Exportações de açúcar somam mais de 1 milhão de toneladas em maio

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil já exportou 1,066 milhão de toneladas de açúcar e melaços na parcial de maio de 2026, considerando dez dias úteis.

A receita acumulada no período alcançou US$ 385,267 milhões, com média diária de US$ 38,527 milhões.

O volume médio embarcado ficou em 106,623 mil toneladas por dia, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado, quando a média diária foi de 106,386 mil toneladas.

Queda nos preços internacionais reduz receita das exportações

Apesar da estabilidade no volume exportado, a receita do setor segue pressionada pela retração dos preços internacionais do açúcar.

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O preço médio da tonelada exportada em maio de 2026 ficou em US$ 351,90, representando queda de 19,2% frente aos US$ 447,10 registrados em maio de 2025.

Com isso, a receita média diária das exportações brasileiras recuou 19% na comparação anual.

O cenário reflete o movimento de acomodação das cotações globais do açúcar, influenciado pela expectativa de maior oferta mundial e pela recuperação produtiva em importantes países exportadores.

Mercado acompanha logística e ritmo da safra brasileira

Além das oscilações nos preços internacionais, o mercado monitora de perto a capacidade logística dos portos brasileiros diante do avanço da safra no Centro-Sul.

O crescimento do line up reforça o ritmo acelerado das exportações brasileiras, sustentadas pela competitividade do açúcar nacional e pela forte participação do país no comércio global da commodity.

Analistas avaliam que o comportamento dos embarques nas próximas semanas seguirá diretamente ligado ao avanço da moagem, às condições climáticas e à demanda internacional pelo produto brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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