AGRONEGÓCIO

Soja inicia semana em queda na Bolsa de Chicago refletindo projeções do Pro Farmer

Publicado em

Os preços da soja começaram a semana em queda na Bolsa de Chicago, refletindo as estimativas nacionais divulgadas pelo Pro Farmer Crop Tour. Na manhã desta segunda-feira (25), por volta das 7h40 (horário de Brasília), os contratos mais negociados registravam perdas entre 6,75 e 8,25 pontos. O contrato para novembro era cotado a US$ 9,65 por bushel, enquanto o de março valia US$ 9,98 por bushel. As quedas observadas na soja acompanhavam também o recuo dos futuros de milho e trigo.

Por outro lado, o mercado encontrou algum equilíbrio na forte valorização do óleo de soja, que subiu mais de 3% durante a manhã, refletindo a alta de seus pares e do petróleo, que registrou ganhos superiores a 2%, tanto no WTI quanto no Brent.

O movimento de queda nos preços dos grãos foi influenciado pelos números apresentados na última sexta-feira (23) pelo Pro Farmer Crop Tour. Após o encerramento das negociações em Chicago, o relatório apontou para uma safra de soja maior do que a estimada anteriormente pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), com uma projeção de 129 milhões de toneladas.

Leia Também:  Oferta elevada pressiona mercado de frango vivo e mantém preços estáveis no atacado

“O Pro Farmer Crop Tour deixou duas mensagens claras: a baixa probabilidade de revisão negativa na produtividade da soja e do milho no relatório de setembro do USDA, e a ausência de pressão sobre as grandes posições vendidas dos fundos”, explicou Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities.

Agora, o mercado volta suas atenções para as informações que serão coletadas pelo Crop Tour, realizado pelo Notícias Agrícolas e pelo Grupo Labhoro, que começou neste domingo (25). A expedição percorrerá mais de cinco mil quilômetros em oito estados dos EUA e dois do Canadá.

Além disso, o comportamento da demanda segue sob monitoramento, especialmente após sua forte presença no mercado americano nas últimas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

Published

on

A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

Leia Também:  Suinocultores do RS avançam para o abate e assumem frigorífico para garantir mercado e estabilidade

No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

Leia Também:  163 medidas para reduzir efeitos do el niño na safra 2026/27

O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA