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Soja e derivados voltam a subir na Bolsa de Chicago após perdas na sessão anterior

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Recuperação dos preços da soja em Chicago

Os contratos futuros da soja registram alta na manhã desta terça-feira (22) na Bolsa de Chicago, revertendo parte das perdas acumuladas na sessão anterior. Os principais vencimentos apresentam ganhos entre 4,50 e 7,75 pontos, com o contrato de maio cotado a US$ 10,37 e o de agosto a US$ 10,44 por bushel.

Valorização do óleo de soja impulsiona o complexo

A valorização da soja acompanha o desempenho positivo dos derivados, especialmente o óleo de soja, que avança quase 1%, em movimento de recuperação após a queda do dia anterior. Essa alta é estimulada, principalmente, pelo aumento de quase 2% nos preços do petróleo, que influencia diretamente o comportamento das commodities ligadas à energia.

Milho e trigo também sobem na CBOT

Além da soja, os futuros do milho e do trigo também operam em alta na CBOT nesta terça-feira. Parte desses ganhos, inclusive no mercado da oleaginosa, ocorre apesar da divulgação dos dados de plantio pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que vieram acima das projeções do mercado.

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Plantio de soja avança acima do esperado nos EUA

Até o último domingo (20), o plantio da soja nos Estados Unidos havia sido concluído em 8% da área total estimada. O número supera tanto a expectativa do mercado, que era de 7%, quanto o avanço da semana anterior, de 2%, além de estar significativamente acima da média histórica para o período, que é de 5%.

Clima e cenário macroeconômico seguem no radar

Apesar do progresso no plantio, o clima nas regiões produtoras norte-americanas continua sendo um fator de atenção para os agentes do mercado. Além disso, a disputa comercial entre países e seus efeitos sobre o cenário macroeconômico seguem influenciando as movimentações do complexo da soja na Bolsa de Chicago.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

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O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

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