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Soja e carnes elevam vendas externas do Estado para R$ 45,4 bilhões

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As exportações do Paraná renderam R$ 45,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi puxado pelo complexo soja e pelas carnes, que, juntos, responderam por mais de 70% do faturamento obtido pelo Estado no mercado internacional.

Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,10 e constam no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. Entre janeiro e junho de 2025, as vendas externas haviam gerado aproximadamente R$ 43,2 bilhões.

O complexo soja foi o principal responsável pelo crescimento. O faturamento do segmento aumentou 18%, passando de R$ 15,6 bilhões no primeiro semestre de 2025 para R$ 18,4 bilhões em igual período deste ano.

Sozinho, o grupo formado pela soja em grão, pelo farelo e pelo óleo respondeu por 40,4% de toda a receita das exportações paranaenses. O desempenho foi favorecido pela maior disponibilidade do grão e pela valorização dos produtos processados, especialmente o óleo bruto.

A soja em grão continuou como o principal item do complexo, com vendas de R$ 12,4 bilhões no semestre. A receita cresceu 12,5% na comparação anual.

O farelo de soja ficou na segunda posição, com faturamento de aproximadamente R$ 3,36 bilhões e crescimento também superior a 12%. O produto é utilizado principalmente na fabricação de rações e tem demanda relevante entre países com grandes cadeias de aves, suínos e bovinos.

O maior avanço proporcional ocorreu no óleo bruto de soja. As vendas externas renderam R$ 2,35 bilhões entre janeiro e junho, alta superior a 73% em comparação com o mesmo período de 2025.

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O resultado mostra o peso crescente dos derivados na pauta paranaense. Embora o grão ainda concentre a maior parte das receitas, o processamento permite que o Estado exporte produtos com maior valor agregado e amplie a utilização da capacidade instalada das indústrias locais.

O desempenho externo também foi favorecido pela safra recorde de soja no Paraná. A produção da temporada 2025/26 foi estimada pelo Deral em 21,8 milhões de toneladas. A maior disponibilidade de matéria-prima abasteceu tanto os embarques do grão quanto as unidades de esmagamento.

As carnes formaram o segundo maior grupo exportador do Estado, com crescimento de 16% no faturamento. O Paraná possui a principal cadeia de carne de frango do País e também uma participação expressiva na produção de suínos, atividades que sustentam frigoríficos, cooperativas e indústrias de alimentos em diferentes regiões.

O avanço da receita ocorreu mesmo com uma redução de 3% no volume total embarcado pelo Paraná. A combinação entre faturamento maior e quantidade menor indica melhora no valor médio das mercadorias vendidas, além de uma participação mais elevada de produtos processados na pauta.

A queda do volume foi provocada principalmente pela redução dos embarques de milho. Parte maior da produção permaneceu no mercado doméstico, ampliando a disponibilidade do cereal para as cadeias de aves e suínos.

Essa permanência do milho no País ajuda a explicar o recuo recente das cotações no Estado. Segundo o Deral, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, a R$ 61,23 em junho, queda de 3,3% em relação a maio e de 3,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

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Para os criadores, a oferta interna maior pode contribuir para conter os gastos com alimentação, que representam uma das principais despesas das granjas. O efeito, entretanto, ainda é limitado porque as margens da avicultura permanecem estreitas e o farelo de soja continua mais caro do que há um ano.

As exportações de açúcar e de produtos florestais também diminuíram no primeiro semestre e contribuíram para a retração do volume total movimentado. O impacto foi compensado financeiramente pela soja, pelo óleo bruto e pelas carnes.

O desempenho reforça a dependência das vendas externas paranaenses em relação ao agronegócio. Mais de sete em cada dez reais obtidos pelo Estado com exportações no primeiro semestre vieram apenas do complexo soja e das carnes.

Essa concentração torna o resultado do segundo semestre sensível ao comportamento da demanda internacional, ao câmbio e às medidas comerciais adotadas pelos principais compradores. Alterações nas tarifas, barreiras sanitárias ou restrições de acesso a mercados podem atingir diretamente cooperativas, produtores e agroindústrias do Estado.

Mesmo com esses riscos, o primeiro semestre terminou com melhora da receita. A expansão de 5%, apesar da redução no volume embarcado, mostra que o Paraná conseguiu compensar a menor saída de milho, açúcar e produtos florestais com uma pauta de maior valor, puxada pela industrialização da soja e pelo desempenho das proteínas animais.

Fonte: Pensar Agro

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Cuiabá abre 1º Seminário Paralímpico para fortalecer a inclusão e ampliar a capacitação no paradesporto

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A Prefeitura de Cuiabá abriu, na manhã desta sexta-feira, o 1º Seminário Paralímpico, reunindo cerca de 100 inscritos entre professores, acadêmicos, atletas e profissionais de educação física no auditório da Secretaria Municipal de Educação (SME). Promovido pelo Centro de Referência Paralímpico de Cuiabá, em parceria com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o evento segue até sábado com palestras e atividades práticas voltadas à qualificação de profissionais e ao fortalecimento da inclusão por meio do esporte. As atividades ocorreram nos dias 17 e 18 de julho.

Na abertura, o coordenador do Centro de Referência Paralímpico de Cuiabá, Ademir Trapp, destacou que o seminário representa um marco para o desenvolvimento do paradesporto no município.

“O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o esporte paralímpico e capacitar os profissionais que atuam no Centro de Referência Paralímpico de Cuiabá, fortalecendo a inclusão e a qualificação no atendimento às pessoas com deficiência. Que este seja um momento de troca de experiências e muito aprendizado”, afirmou.

O secretário adjunto de Esporte e Lazer, Otávio Rodrigo Palácio, explicou que o principal legado da iniciativa será a formação de profissionais mais preparados para atender pessoas com diferentes tipos de deficiência e ampliar a oferta de modalidades esportivas.

“Se conseguirmos atingir esse desenvolvimento técnico, teremos mais pessoas com deficiência praticando esporte com orientação de qualidade e, quem sabe, revelando futuros atletas paralímpicos. Esse é o nosso grande foco”, ressaltou.

Segundo o secretário, o Centro de Referência Paralímpico já oferece sete modalidades e trabalha para ampliar esse número para nove: atletismo, natação, bocha, badminton, tênis de mesa, tiro com arco, rúgbi em cadeira de rodas, goalball e esgrima.

Ele também destacou que qualquer pessoa com deficiência interessada pode procurar o Centro de Referência Paralímpico, no Complexo Esportivo Dom Aquino, onde será avaliada por profissionais para identificação da modalidade mais adequada às suas características.

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Capacitação para ampliar o atendimento

A programação técnica teve início com a palestra da professora Laís Gabriela Cavalcante, de Caieiras (SP), especialista em atletismo paralímpico. Ela enfatizou que a formação continuada dos profissionais é decisiva para garantir segurança, acolhimento e desenvolvimento dos atletas.

“O mais importante é que o professor saiba exatamente como atender o aluno quando ele chega ao Centro de Referência, fazendo o encaminhamento correto para a modalidade. Com formação, ele acolhe melhor a família, evita lesões e trabalha com mais segurança”, explicou.

Laís observou ainda que a descentralização das capacitações promovidas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro tem ampliado o acesso ao conhecimento em diferentes regiões do país.

“O Comitê Paralímpico investe muito nisso. Levar seminários para outras regiões faz com que o movimento paralímpico amplie seu atendimento e alcance mais pessoas.”

Supervisor sênior do Comitê Paralímpico Brasileiro e responsável pelo Centro de Referência de Cuiabá, Altemir Trapp explicou que o seminário tem dois objetivos principais: difundir o conhecimento sobre o esporte paralímpico e fortalecer a qualificação permanente dos profissionais que atuam na rede municipal.

“Queremos que esses profissionais levem esse conhecimento para as escolas e também aperfeiçoem o trabalho desenvolvido dentro do Centro de Referência. Nossa expectativa é criar uma cultura permanente de capacitação no esporte paralímpico”, afirmou.

Segundo ele, a parceria entre a Prefeitura e o Comitê Paralímpico Brasileiro envolve cooperação técnica, fornecimento de materiais esportivos, qualificação de profissionais e acompanhamento da implantação do Centro de Referência.

Representando o Centro de Referência Paralímpico de Várzea Grande, o supervisor Rodrigo Rafael Peris da Silva destacou que a integração entre os municípios fortalece o crescimento do paradesporto em Mato Grosso.

“Assim como aconteceu em Várzea Grande, acredito que este seminário será um marco para Cuiabá. Quanto mais profissionais preparados, maior será a inclusão e a qualidade do atendimento às pessoas com deficiência”, disse.

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Esporte que transforma vidas

Entre os participantes estava o professor Luiz Carlos Onça Magalhães, pai de um atleta com Transtorno do Espectro Autista, multicampeão estadual. Para ele, o maior avanço está na evolução da forma como as pessoas com deficiência são acolhidas.

“Hoje aprendemos que inclusão não é decidir pela pessoa com deficiência. É ouvir o que ela realmente precisa. Cada seminário amplia esse conhecimento e melhora o atendimento”, afirmou.

A professora de natação Kelly Regina destacou que os benefícios do paradesporto vão muito além das competições.

“A gente consegue mudar a vida dessas crianças. Elas desenvolvem coordenação, socialização e autoestima. E essa transformação alcança também as famílias, que encontram apoio, convivência e troca de experiências”, observou.

Quem também acompanhou a abertura foi o ex-atleta paralímpico Pedro César Moraes, medalhista mundial, pan-americano e participante dos Jogos Paralímpicos de Pequim 2008. Atualmente, retomando as atividades esportivas e cursando Educação Física, ele destacou a importância do Centro de Referência para os atletas cuiabanos.

“Lá somos recebidos como deveríamos ser. Existe um atendimento especializado, direcionado para cada atleta. Este seminário representa muito para mim porque amplia nosso conhecimento e fortalece cada vez mais o esporte paralímpico em Cuiabá”, afirmou.

Ao longo dos dois dias, o seminário abordou aspectos técnicos das modalidades paralímpicas, estratégias de atendimento às pessoas com deficiência e atividades práticas, reforçando o compromisso da Prefeitura de Cuiabá e do Comitê Paralímpico Brasileiro com a formação continuada de profissionais e a ampliação das oportunidades de inclusão por meio do esporte.

Sábado (18)

8h às 12h

• Atividades práticas de Natação Paralímpica

Professores: Altemir Trapp, Laís Gabriela Cavalcante e Rodrigo Canfora

Local: Escola Cívico Militar Maria Dimpina Lobo Duarte

Avenida Fernando Corrêa da Costa, nº 4.695, Chácara dos Pinheiros

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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