AGRONEGÓCIO

Software revoluciona identificação de palmeiras macaúba e babaçu

Publicado em

A Embrapa Agroenergia (DF) desenvolveu um inovador software para identificar e contar plantas de macaúba (Acrocomia spp.) e babaçu (Attalea speciosa), palmeiras nativas do Brasil. O software, chamado MacView, utiliza inteligência artificial para processar imagens capturadas por drones, identificando, diferenciando e mapeando as palmeiras em áreas de ocorrência espontânea e cultivo.

Ferramenta para tomada de decisões

O sistema foi criado para fornecer informações cruciais para tomadores de decisão, incluindo gestores públicos e privados, ao gerar relatórios detalhados sobre a população de macaúba e babaçu em determinada região. Essas informações podem ser utilizadas para planejar estratégias de manejo e exploração sustentável, principalmente nas indústrias de biocombustíveis, alimentos e cosméticos.

Uso de inteligência artificial

A tecnologia é composta por três partes: um portal com informações gerais e seções interativas, um sistema especialista com interface amigável para identificação das palmeiras, e um servidor de inteligência artificial para análise das imagens. Com uma conta registrada, o usuário pode fazer “upload” das imagens georreferenciadas, e o sistema processa as informações para gerar relatórios detalhados sobre a quantidade, localização e espécie de cada planta.

Leia Também:  Mercado do Café Apresenta Recuo com Realização de Lucros e Ajustes Técnicos
Lançamento e parceria

O MacView foi lançado durante as comemorações do 51º aniversário da Embrapa, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O software é resultado do projeto “Fortalecimento da cadeia de produção da macaúba em contextos da Região Nordeste do Brasil”, com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária, e em parceria com outras unidades da Embrapa.

Benefícios para os usuários

Produtores rurais, empresas de inventário aéreo, grupos de investimentos em bioeconomia e agentes públicos são parte do público-alvo do MacView. A ferramenta ajuda a superar o desafio de quantificar a população de palmeiras em grandes áreas, permitindo estimar o potencial produtivo das biomassas em regiões naturais ou áreas cultivadas.

Versão beta e cautela

Embora o MacView já esteja em funcionamento, ainda está na fase de “beta test”, significando que, por ser um protótipo, pode apresentar instabilidades ocasionais. Portanto, recomenda-se cautela ao usá-lo. O software, entretanto, está acessível gratuitamente, com a expectativa de alcançar um grande número de usuários.

MacView e o Zoneamento Agrícola

A recente publicação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc)(https://www.embrapa.br/agroenergia/busca-de-noticias/-/noticia/86749208/macauba-conta-agora-com-zoneamento-agricola-de-risco-climatico?p_auth=l8WfHi0n) para a cultura da macaúba no Brasil permite identificar áreas mais favoráveis ao cultivo da espécie, proporcionando informações adicionais para a ferramenta MacView. Com isso, espera-se facilitar o planejamento do plantio em todo o território nacional.

Leia Também:  Palmeiras é tricampeão paulista feminino em cima do Corinthians

Em suma, o MacView é uma solução inovadora que traz agilidade e precisão à identificação de palmeiras nativas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a exploração econômica mais eficiente dessas espécies.

macaúba

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

Published

on

O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

Leia Também:  Palmeiras amassa o São Paulo, faz 5 a 0 e segue sonhando com título do Brasileirão

A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

Leia Também:  Secretário assegura entrega de 100% dos uniformes e kits escolares este mês

Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA