AGRONEGÓCIO

SMS estuda realocar unidades para espaços próprios visando economia e eficiência

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A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena Barboza Sampaio, realizou nesta semana uma série de visitas técnicas, acompanhada por sua equipe, para identificar prédios públicos que possam abrigar unidades de saúde atualmente instaladas em imóveis alugados. A medida busca gerar economia aos cofres públicos, garantir mais qualidade nos atendimentos, ampliar os serviços prestados à população e assegurar a continuidade dos investimentos realizados.

“Estamos buscando imóveis que sejam de propriedade da própria Prefeitura Municipal de Cuiabá e que possam abrigar as inúmeras demandas que nós temos de diversos setores, como a saúde mental, as práticas integrativas, os centros de reabilitação e a casa do autista que ainda precisamos construir”, destacou a secretária. Segundo ela, além de economizar com aluguéis, muitos dos imóveis atualmente utilizados não oferecem estrutura adequada para as necessidades da rede pública de saúde.

Durante a visita, a equipe técnica avaliou a possibilidade de realocar serviços importantes como o URPICS (Unidade de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde), atualmente situado no Horto Florestal. A proposta é encontrar um novo espaço próximo à região, para não prejudicar a população já habituada com o local.

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“Queremos garantir que a população continue sendo bem atendida. Não se trata de fechamento de serviços, e sim de ampliar o atendimento. A ideia não é transferir, é abrir mais uma frente de atendimento”, reforçou Lúcia Helena.

Ela também mencionou que a expectativa é criar pelo menos três pontos de atendimento das práticas integrativas em diferentes regiões da cidade, descentralizando os serviços e ampliando o acesso. A iniciativa também contempla unidades que prestam atendimentos de reabilitação, psicologia e fonoaudiologia, áreas que foram mapeadas como fundamentais para redução das filas e otimização da assistência à população.

“O que a gente encontra são locais subaproveitados. Se conseguirmos transferir atendimentos que hoje funcionam em imóveis alugados para imóveis próprios, vamos reduzir custos e ainda possibilitar a ampliação dos serviços, pois são espaços maiores, que podem atender muito bem a população”, afirmou.

A secretária explicou que o andamento das reformas dependerá da contratação das empresas responsáveis pela execução dos serviços de manutenção e readequação dos espaços. “Estamos esperando a efetivação dos contratos com as empresas que vão realizar as reformas. Sabemos que temos unidades em condições precárias de funcionamento, e precisamos priorizar esses locais que já estão ativos. Mas, com recursos financeiros e empresas habilitadas, é possível tocar as reformas de forma simultânea”, disse.

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Lúcia destacou ainda que há recursos humanos disponíveis para as futuras unidades, oriundos de concursos públicos já realizados tanto pela Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), quanto pela própria Secretaria Municipal de Saúde.

“Nosso foco é garantir qualidade, continuidade e ampliação dos serviços. Estamos atentos às necessidades e buscando soluções concretas para transformar os desafios em avanços reais para a saúde pública de Cuiabá”, concluiu a secretária.

#PraCegoVer

A imagem mostra a secretária de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena Barboza Sampaio, durante uma visita técnica em prédios de propriedade da prefeitura de cuiaba em compahnia de outros servidoras. O ambiente é aberto e apresenta muita vegetação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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