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SmartCalda: Inovação que Revolucionou a Mistura de Calda no Brasil Comemora 15 Anos

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Pragas, plantas daninhas e doenças são desafios constantes no campo. Para aprimorar o controle desses problemas por meio da aplicação de defensivos agrícolas, a prática da mistura de produtos em tanque é adotada por mais de 97% dos produtores brasileiros, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Há 15 anos, a FMC, empresa de ciências para agricultura, lançou o SmartCalda, um projeto inovador que combinou tecnologia e software para transformar o preparo de calda em um processo organizado, rápido e seguro. Hoje consolidada, a ferramenta está expandindo sua atuação para novas culturas, como soja, milho, algodão, café, citros e arroz.

“Nossos primeiros clientes foram os produtores canavieiros, principalmente as usinas. Adicionar novas culturas ao projeto traz possibilidades de codesenvolvimento junto aos nossos clientes, estabelecendo uma estratégia voltada para o negócio e melhoria de processos internos dos principais cultivos nacionais”, explica Douglas Kuada, coordenador do projeto na FMC.

O SmartCalda foi desenvolvido com foco em três pilares de sustentabilidade: segurança para o operador, agilidade e precisão no preparo da calda, e automação para reduzir a necessidade de colaboradores no processo e garantir a rastreabilidade do preparo. Ao longo dos anos, novas tecnologias foram incorporadas para levar ainda mais inovação ao campo. “Já temos um sistema móvel que chega a qualquer local da propriedade rural, pois pode ser montado em containers, caminhões e plataformas. Em 2024, estamos lançando uma nova versão com o sistema Pit Stop, que permite um manuseio mais rápido e fácil”, destaca Douglas.

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A automação do SmartCalda minimiza erros que poderiam comprometer os resultados das lavouras e promove uma produção ecológica e consciente. O processo utiliza bombas dosadoras de alta precisão, inclusive para a medição da água, garantindo uma mistura exata e eficiente. O sistema também possui um mecanismo de autolimpeza, que se ativa ao final de cada ciclo, eliminando contaminações para o próximo preparo.

Outro benefício do SmartCalda é a Central de Processamento Lógico (CPL), que armazena todas as informações durante o preparo da calda e gera um relatório completo e não editável, conferindo segurança e rastreabilidade aos dados.

“O SmartCalda é um projeto exclusivo da FMC Brasil, desenvolvido nacionalmente para atender às necessidades dos produtores locais. Hoje, essa tecnologia patenteada continua sendo uma grande inovação e referência dentro da empresa e no setor agro por permitir o controle total sobre o processo de formalização de compostos, evitando riscos e prejuízos financeiros e ambientais e, principalmente, por levar mais sustentabilidade e produtividade para o produtor rural”, ressalta Maria de Lourdes Fustaino, Diretora de Sustentabilidade da FMC para a América Latina.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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