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Sítio Cheiros e Sabores Investe em Produção Orgânica de Plantas Medicinais

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Localizado em Seara, o Sítio Cheiros e Sabores se especializa na produção de plantas medicinais e na extração de óleos essenciais e hidrolatos de diversas variedades terapêuticas. A propriedade familiar, administrada por Fabio Deivid Deitos e sua mãe, Diva Vani Deitos, atua no setor há quatro anos e, recentemente, iniciou um processo de reformulação de sua marca. A atualização abrange novos rótulos, embalagens, reestruturação do site e melhorias no espaço físico da empresa, com apoio do Sebrae/SC por meio do programa Agentes Locais de Inovação (ALI) Rural.

Com uma oferta de 150 plantas medicinais, muitas delas raras, o Sítio Cheiros e Sabores controla integralmente o processo de produção – desde o cultivo de mudas em viveiro até a destilação dos produtos. Essa gestão garante que todos os itens comercializados sejam 100% orgânicos. Fabio Deitos ressalta a importância do levantamento de dados oferecido pelo programa ALI Rural, que permitiu identificar pontos fortes, áreas de melhoria e desafios, impulsionando o crescimento da empresa. “Com o diagnóstico do programa, conseguimos dobrar nosso faturamento em comparação aos meses anteriores”, afirma.

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O empresário também destaca o impacto das ferramentas de gestão aplicadas, que, segundo ele, ajudaram a ampliar as perspectivas da empresa, direcionando a equipe para a inovação e o aprimoramento contínuo. “O programa nos deu a capacidade de enxergar mais longe, com mais ambição, e a buscar mais do que o habitual”, complementa.

Os desafios enfrentados na produção são encarados pela empresa como uma jornada de aprendizado. Com um compromisso de melhoria constante na qualidade dos produtos, o Sítio Cheiros e Sabores mantém objetivos claros e metas bem definidas, vislumbrando um futuro de crescimento e de impacto positivo para os consumidores.

ALI Rural

Atualmente, o programa ALI Rural acompanha 105 empresas rurais na região Oeste de Santa Catarina, oferecendo suporte para a busca de inovação e desenvolvimento sustentável. Com duração de 12 meses, o programa tem como objetivo auxiliar os empreendedores a aprimorar seus processos e aumentar a competitividade. Novas vagas estarão disponíveis a partir de julho, e os interessados podem se inscrever pelo telefone (49) 3330-2800, entrando em contato com o Sebrae/SC.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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