AGRONEGÓCIO

Sipcam Nichino anuncia seis novos agroquímicos para 2026 e reforça estratégia no agronegócio brasileiro

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Expansão do portfólio com foco em culturas estratégicas

A Sipcam Nichino, empresa de origem ítalo-japonesa do setor de proteção de cultivos, anunciou planos de ampliar sua atuação no Brasil com o lançamento de pelo menos seis novos agroquímicos ao longo de 2026. A iniciativa ocorre em um contexto de crescimento consistente da companhia no país nas últimas safras.

De acordo com o engenheiro agrônomo Eric Ono, gerente de portfólio de produtos e cultivos da empresa, os novos produtos serão direcionados principalmente para culturas consideradas estratégicas para a companhia, como soja, cana-de-açúcar, milho, algodão e trigo.

Além dos novos agroquímicos, a empresa também pretende fortalecer sua linha de bioestimulantes, ampliando as soluções voltadas ao manejo agronômico.

Lançamentos previstos entre março e setembro

Segundo Ono, o cronograma de lançamentos da empresa para 2026 está previsto para ocorrer entre março e setembro. Durante esse período, a companhia também deve anunciar expansões de bula de produtos já presentes em seu portfólio.

A estratégia busca ampliar o alcance de soluções consideradas essenciais para os agricultores.

“Seguimos focados em atender amplamente às necessidades de agricultores nos mais diferentes cultivos, sobretudo em áreas essenciais como tratamento de sementes, herbicidas pré-emergentes da soja, bioestimulantes e fungicidas multissítios”, destaca Ono.

Atualmente, o portfólio da Sipcam Nichino Brasil reúne mais de 45 insumos agrícolas, incluindo fungicidas, herbicidas, inseticidas, acaricidas, maturadores, bioestimulantes e tecnologias voltadas ao tratamento de sementes.

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Plataforma de bioestimulantes ganha destaque

Nos últimos anos, a companhia também investiu na consolidação de sua plataforma de bioestimulação de culturas, composta pelas marcas Abyss®, Blackjak®, Nutex® Premium e Stilo® Verde.

De acordo com o executivo, o conceito de bioestimulação busca melhorar o desempenho das plantas por meio de soluções que contribuem para:

  • aumento da sanidade das culturas
  • maior tolerância ao estresse hídrico
  • melhor absorção de nutrientes
  • incremento da produtividade

Essas tecnologias são desenvolvidas para diferentes cultivos e fazem parte da estratégia da empresa de ampliar o portfólio com soluções de maior valor agregado.

Investimentos em tecnologias consideradas “disruptivas”

Entre 2024 e 2025, a Sipcam Nichino também intensificou investimentos no desenvolvimento de agroquímicos classificados pela empresa como disruptivos.

Um dos exemplos citados por Ono é o inseticida Fiera®, que vem ganhando espaço principalmente nas culturas de citros e milho.

Nos pomares de citros, o produto tem sido utilizado no manejo do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), inseto responsável por transmitir a doença conhecida como greening, considerada uma das principais ameaças à citricultura.

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Já na cultura do milho, o inseticida tem sido adotado no controle da cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis), atuando na interrupção do ciclo das fases jovens do inseto, com ação sobre ovos e ninfas.

Inovação no controle de plantas daninhas no milho

Outra novidade recente da empresa foi o lançamento, em 2025, do herbicida Click® Pro, voltado para a cultura do milho.

O produto combina os ingredientes ativos terbutilazina e mesotriona, oferecendo controle ampliado de plantas daninhas de folhas largas e gramíneas.

Segundo a empresa, o herbicida apresenta efeito residual prolongado em pós-emergência, inclusive sobre espécies consideradas de difícil controle e que apresentam resistência a herbicidas tradicionais, como glifosato e atrazina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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