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SindiTabaco defende aplicação da nova lei contra o contrabando e reforça regulamentação de dispositivos eletrônicos para fumar

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O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, participou na quinta-feira (18) de uma reunião no Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS), com representantes do governo estadual e entidades do setor produtivo. O encontro teve como foco a implementação da Lei nº 16.326/2025, de autoria do deputado estadual Elton Weber, que estabelece sanções administrativas e restrições a empresas envolvidas com produtos de origem ilícita, com atenção especial aos setores de tabaco e vinho.

Estiveram presentes o secretário da Casa Civil, Artur Lemos, representantes das Secretarias da Fazenda e da Segurança Pública, da Procuradoria-Geral do Estado, além de integrantes da Afubra, do Instituto Consevitis-RS e da Fetag-RS.

Contrabando: impacto econômico e social

Segundo o IPEC (2024), o mercado ilegal de cigarros representa 32% do total comercializado no país, movimentando cerca de R$ 34 bilhões por ano. Nos últimos 12 anos, a evasão fiscal gerada pelo contrabando somou R$ 105 bilhões, sendo que apenas em 2024 o prejuízo alcançou R$ 9 bilhões.

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O contrabando de cigarros do Paraguai é um dos principais desafios: o país produz cerca de 50 bilhões de unidades anuais, das quais apenas 2 bilhões são consumidas internamente. O restante é contrabandeado, com o Brasil absorvendo mais de 30 bilhões de cigarros por ano.

A diferença de tributação explica o fluxo ilegal: enquanto os produtos paraguaios enfrentam carga de 13%, os brasileiros têm 70% a 90% de tributação, criando uma disparidade de preços de até 56%, incentivando o consumo de produtos ilegais.

Regulamentação de DEFs: oportunidade de crescimento econômico

Outro ponto abordado na reunião foi a regulamentação de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs). Atualmente, o mercado desses produtos é totalmente dominado pelo contrabando, com mais de 3 milhões de usuários no país e impacto econômico negativo tanto em empregos quanto em arrecadação tributária.

Estudos da FIEMG (2024) indicam que a regulamentação poderia gerar 124,5 mil novos postos de trabalho, abrangendo desde a cadeia produtiva até setores logísticos, comerciais e de fiscalização. A USP (2024) estima que, sem regulamentação, o Brasil deixará de arrecadar cerca de R$ 10,5 bilhões em 2025.

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Thesing reforçou que a regulamentação é uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento econômico, capaz de reduzir o mercado ilegal, gerar empregos e recuperar receitas fiscais, beneficiando especialmente regiões produtoras, como o Rio Grande do Sul.

União de esforços é fundamental

O SindiTabaco defende que a implementação efetiva da nova lei e a regulamentação dos DEFs são essenciais para combater a concorrência desleal, proteger empregos e fortalecer a sustentabilidade da cadeia produtiva legal.

“Temos sido duramente impactados pelo contrabando, que compromete renda, empregos e a formalização do setor. A união de esforços entre governo, indústria e entidades é fundamental para garantir a efetividade desta legislação”, afirmou Thesing.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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FACTA Conecta debate vacinação segura em aves e suínos diante de cenários sanitários complexos

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A Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (FACTA) realiza, no dia 23 de abril, das 14h às 15h, a segunda edição do FACTA Conecta. O encontro virtual é gratuito e terá como tema “Vacinação em aves e suínos: como tomar decisões seguras em cenários sanitários cada vez mais complexos”.

A iniciativa integra as ações da entidade voltadas à difusão de conhecimento técnico para a cadeia de proteína animal, com foco na atualização de profissionais do setor.

Especialista com ampla experiência no setor conduz a programação

A apresentação será conduzida pela médica-veterinária Eva Hunka, profissional com mais de 25 anos de experiência no setor avícola. Mestre em Medicina Preventiva, ela atua como Head de Marketing Corporativo na Ilender e diretora de Marketing da FACTA.

FACTA Conecta aborda critérios técnicos e gestão de riscos sanitários

Durante o encontro, serão abordados temas essenciais para a definição de programas vacinais em aves e suínos, incluindo critérios técnicos para escolha de vacinas, avaliação de riscos sanitários em cenários complexos e a integração entre ciência, estratégia e realidade de campo.

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Também serão discutidos os principais pontos de atenção na tomada de decisão sanitária, com foco na construção de protocolos mais seguros e eficientes.

Complexidade dos programas vacinais exige análise detalhada, destaca especialista

De acordo com Eva Hunka, a elaboração de programas vacinais eficazes para aves e suínos é um desafio contínuo que exige abordagem personalizada e baseada em dados.

Segundo ela, fatores como pressão de infecção, imunidade materna e presença de patógenos específicos precisam ser analisados de forma criteriosa para garantir resultados consistentes.

“A complexidade de estabelecer um programa vacinal eficaz para aves e suínos é um desafio contínuo. A utilização conjunta de muitos produtos, que podem interferir nos resultados, além da grande variedade de vacinas e desafios sanitários, exige uma abordagem personalizada e baseada em dados”, destaca a especialista.

FACTA reforça acesso à capacitação técnica no setor de proteína animal

O FACTA Conecta faz parte da estratégia da fundação de ampliar o acesso a conteúdos técnicos qualificados, contribuindo para a atualização profissional e o fortalecimento da cadeia produtiva de proteína animal.

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O evento é gratuito e as inscrições podem ser realizadas pelo site oficial da FACTA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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