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Silagem: Uma solução para reduzir perdas na produção de leite

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A eficiência no manejo da silagem de milho é um dos fatores essenciais para reduzir as perdas na produção de leite. Com práticas adequadas desde o plantio até a retirada do silo, os produtores podem garantir uma maior eficiência alimentar para seus rebanhos, reduzindo custos e aumentando a produtividade. Gustavo Salvati, consultor e professor, enfatiza que ações bem coordenadas podem ser aplicadas para melhorar a qualidade da silagem e, consequentemente, a produção de leite.

Cuidados no Plantio e Colheita

O processo para garantir uma silagem de qualidade começa ainda na plantação, passando pela colheita e processamento dos grãos. Salvati destaca que a semana da colheita do milho é crucial para definir a qualidade da silagem ao longo de todo o ano. “A fibra deve ser picada adequadamente para garantir uma boa compactação. Se o trabalho não é bem feito, a vaca pode selecionar no cocho, resultando em desperdício de alimento e, por consequência, perda de lucro”, explica.

O rompimento correto do grão de milho também é vital para evitar perdas. Salvati observa que a digestão incompleta dos grãos resulta em desperdício. “Temos levantamentos mostrando que rebanhos de 50 animais em lactação podem perder entre 8 e 9 toneladas por ano devido à presença de grãos não digeridos nas fezes”, alerta o especialista.

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Armazenamento e Retirada da Silagem

Na fase de armazenamento, recomenda-se o uso de lonas específicas nos topos dos silos e uma compactação adequada, utilizando cerca de 40% de peso de máquina. Durante a retirada, o ideal é sacar porções diárias de 30 cm, formando um paredão para evitar a oxidação da silagem.

Salvati compartilha suas experiências em uma palestra intitulada “Silagem de milho: o que monitorar para ter o melhor desempenho das vacas?”, programada para o dia 8 de maio, às 14h, no 11º Interleite Sul. Ele detalhará estratégias e práticas que têm sido aplicadas com sucesso em fazendas de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraguai.

Interleite Sul: Uma Imersão na Indústria Leiteira

O 11º Interleite Sul será realizado em Chapecó (SC) nos dias 8 e 9 de maio. Com uma programação intensa de palestras e encontros de networking, o evento reúne mais de mil participantes para discutir tendências e inovações no setor leiteiro. Marcelo Pereira de Carvalho, coordenador geral do Interleite Sul, ressalta a importância do evento: “As técnicas mais modernas no manejo leiteiro serão destacadas para gerar insights que impulsionem o trabalho de técnicos, produtores e empresas atuantes no setor”.

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Durante o evento, serão discutidos temas como o impacto das mudanças climáticas na produção de leite, a transformação proporcionada pela Inteligência Artificial (IA) e as oportunidades de uma produção com pegada zero de carbono (NETZero). A programação também inclui debates sobre sucessão e mão de obra no campo.

O Interleite Sul conta com o apoio de diversas instituições do setor, como Faesc/Senar, MSD, Instituto de Tecnologia Senai, Aurora, Cowmed, KWS, e outras. As inscrições para o evento estão abertas no site interleitesul.com.br. Com uma série de atividades, o encontro visa oferecer uma experiência completa para quem busca aprimorar seu conhecimento e prática no setor leiteiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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