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Silagem a partir de consórcio banca custo da renovação do pasto e deixa dinheiro no caixa

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Em tempos de arroba em baixa e margens curtas, o investimento em uma renovação convencional fica ainda mais pesado no bolso do produtor. No entanto, estudos de empresas públicas e privadas começam a oferecer alternativas que, além de bancar o procedimento, ainda reforçam o caixa da fazenda.

Uma delas, altamente sustentável, foi apresentada no último dia 4 de abril em Tocantins, pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado (Ruraltins) em parceria com a Agrominas, Latina Seeds e Banco da Amazônia. O dia de campo “Renovação de pastagem consorciada com Sorgão Gigante para silagem”, realizado na Fazenda Campeira, no município de Itacajá, apresentou uma solução que gera duas fontes de nutrição bovina justamente para o período de maior restrição alimentar: os meses secos, sem chuva.

O cultivo consorciado de Sorgão Gigante AGRI002e com o Panicum Miyagui permitiu, a partir da colheita do ‘cereal biomassa’, uma produção estimada de 60 t/ha de silagem (volumoso). Na sequência, a mesma área entrega ao produtor uma pastagem renovada (com o capim Miyagui) e produtiva, graças aos tratos agronômicos na implantação e também ao alto poder de enraizamento profundo do Sorgão Gigante. Este predicado, em especial, reforça a sustentação da biota de solo (conjunto de seres vivos que lá vivem) e contribui para a descompactação, aeração, hidratação, nutrição e estabilidade produtiva.

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De acordo com Raulino Noleto, técnico agrícola extensionista do Ruraltins, o intuito é que o produtor possa vender a silagem, custear o processo, obter um pasto de qualidade e ainda colocar dinheiro no bolso: “O custo geral médio da implantação do sistema, incluindo a produção de silagem foi de R$ 5.600/ha. Por aqui, o preço da tonelada da silagem varia entre R$ 350 e R$ 600 a depender da época. Sua comercialização, portanto, paga fácil a renovação”, observa.

Seguindo o seu raciocínio e considerando o menor preço (R$ 350) e uma produção esperada de 60 t/ha, a venda da silagem renderia um valor bruto de R$ 21 mil/ha. Deduzindo o custo de implantação do sistema (R$ 5.600/ha), o pecuarista ainda teria um rendimento líquido de R$ 15.400/ha.

O modelo apresentado pelo Ruraltins é bem semelhante ao Sistema Diamantino, tecnologia em fase final de validação pela Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS) em parceria com a Latina Seeds e utilizando o mesmo Sorgão Gigante avaliado no Tocantins. Nos experimentos científicos foram usados consórcios com os capins Zuri (Panicum) e Marandu (Braquiária) em espaçamentos de 45 cm e 90 cm. Em Tocantins, o espaçamento entre linhas foi de 50 cm e a forrageira do consórcio foi o Panicum Miyagui. “Nossa expectativa é de que o Sistema Diamantino seja validado e lançado oficialmente ainda este ano”, projeta o diretor-executivo da Latina Seeds, Willian Sawa.

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Além da apresentação técnica, os participantes do dia de campo visitaram talhões cultivados com o Sorgão Gigante AGRI002E e com o Sorgão Forrageiro AGRI001E. A área com os materiais da Latina Seeds na Fazenda Campeira totalizou 10,8 hectares e foi semeada entre os dias 04 e 22 de janeiro deste ano.

Fonte: Assessoria de Imprensa Ariosto Mesquita

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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