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Sicredi Atualiza Previsões para Safra de Soja e Milho em Relatório Especializado

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O Sicredi, reconhecida instituição financeira cooperativa nacional, lança a segunda edição do Relatório Sondagem de Safras, oferecendo uma análise atualizada sobre as principais culturas agrícolas do país. Segundo o levantamento, a produção de soja é projetada em 146,2 milhões de toneladas, indicando uma leve redução de 1,4% em comparação ao relatório anterior de abril. Para o milho da primeira safra, a previsão é de 23 milhões de toneladas, com uma variação negativa de 0,1%.

Análise Detalhada das Condições Climáticas e Resultados Esperados

André Nunes de Nunes, economista-chefe do Sicredi, contextualiza os ajustes nas projeções, destacando que a redução na estimativa da safra de soja se deve principalmente aos eventos climáticos adversos no Rio Grande do Sul. Ele observa que, apesar desses desafios, o estado registra uma safra superior à temporada anterior afetada por uma seca severa.

De acordo com a Sondagem, prevê-se uma queda significativa na produção de soja no Brasil (-5,4%) em comparação com o ano anterior, atribuída a uma redução na produtividade (-8,8%). Quanto à condição das lavouras, 47% são classificadas como em boas condições, 35% em condições médias e 18% em condições ruins. A colheita da soja já alcança 95,5% das áreas cultivadas nacionalmente, com estados como MG, MT, MS, PR e SP reportando colheitas completas em suas respectivas regiões.

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Desafios e Perspectivas para o Setor Agrícola

No segmento do milho, tanto na primeira safra quanto na segunda safra estimada em 87,2 milhões de toneladas, observa-se uma diminuição em relação à safra anterior devido à menor produtividade e à redução na área plantada. A colheita da primeira safra de milho já atingiu 68,8% das áreas, sendo concluída em São Paulo e quase finalizada em Santa Catarina (96,3%) e Rio Grande do Sul (88,4%).

A Sondagem de Safras deste ano também apresenta dados inéditos sobre o trigo, com uma expectativa de produção 12,7% superior à safra anterior, totalizando 9,1 milhões de toneladas. Até o momento, o plantio de trigo foi concluído em 21,6% das áreas no Brasil.

Produzida pela equipe de Análise Econômica do Sicredi, a Sondagem de Safras é fundamentada em uma pesquisa amostral realizada por especialistas em agronegócio, presentes nas mais de 2,7 mil agências do Sicredi em todo o território nacional. O objetivo do relatório é fornecer suporte e subsídios aos produtores rurais, oferecendo insights sobre áreas plantadas, produtividade, progresso do plantio e da colheita, bem como as condições das lavouras.

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Os números desta edição já contemplam, em parte, os efeitos das chuvas e enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, com coleta dos dados realizada entre 6 e 13 de maio de 2024. A Sondagem completa pode ser acessada na página de Análises Econômicas do Sicredi.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Feijão carioca reage no fim de abril com oferta restrita e disputa por qualidade, aponta Cepea

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O mercado de feijão carioca encerrou abril com recuperação nas cotações, impulsionada por uma combinação de oferta mais restrita e aumento na demanda por lotes de melhor qualidade. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que o comportamento dos preços foi marcado por dois momentos distintos ao longo do mês.

Primeira quinzena pressionada

Na primeira metade de abril, os preços do feijão carioca registraram queda. Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento foi influenciado pela dificuldade de atacadistas e varejistas em repassar os custos ao consumidor final, além de uma postura mais cautelosa por parte dos compradores.

Esse cenário resultou em menor liquidez no mercado e pressão negativa sobre as cotações.

Reação na segunda metade do mês

Já na segunda quinzena, o mercado apresentou uma virada. A redução na oferta disponível, aliada à necessidade de recomposição de estoques por parte dos compradores, intensificou a disputa por lotes de maior qualidade.

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Como consequência, os preços reagiram de forma consistente, especialmente para grãos com padrão superior.

Apesar dessa recuperação no fim do mês, a média mensal do feijão carioca ficou abaixo da observada em março, refletindo o desempenho mais fraco das primeiras semanas.

Feijão preto segue pressionado

Diferentemente do carioca, o mercado de feijão preto manteve tendência de preços pressionados ao longo de abril. O aumento da disponibilidade do produto e a proximidade da nova safra contribuíram para limitar avanços nas cotações.

Ainda assim, algumas regiões registraram sustentação pontual nos preços, indicando variações locais conforme a dinâmica de oferta e demanda.

Perspectivas para o mercado

O comportamento do mercado de feijão segue atrelado ao equilíbrio entre oferta, demanda e qualidade do produto. A expectativa é de que a evolução da colheita e o ritmo de consumo continuem sendo determinantes para a formação dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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