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Setor vitivinícola celebra safra histórica e se prepara para a Wine South America 2025

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O setor vitivinícola brasileiro inicia 2025 com entusiasmo, impulsionado por uma safra de uvas que se destaca tanto em quantidade quanto em qualidade. As projeções indicam que mais de 700 mil toneladas da fruta serão colhidas até março apenas no Rio Grande do Sul, igualando ou superando toda a produção nacional registrada em 2024. Esse marco histórico será celebrado em maio, durante a Wine South America, que ocorre de 6 a 8 de maio em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O evento, considerado uma das maiores feiras de wine business da América Latina, promete movimentar o setor com encontros de negócios e oportunidades comerciais.

Daniel Panizzi, presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), ressalta que a safra deste ano tem potencial para elevar ainda mais os padrões dos vinhos nacionais. “Em 2020, tivemos uma colheita excepcional, que impulsionou a demanda por rótulos brasileiros de alta qualidade. Em 2025, observamos uma condição semelhante, com uvas de excelente qualidade tanto para espumantes e vinhos finos quanto para vinhos de mesa e sucos”, destaca Panizzi.

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Pela primeira vez sendo realizada no primeiro semestre, a 5ª edição da Wine South America acontece logo após o período de colheita, permitindo que os primeiros resultados da safra 2025 sejam comercializados. “Maio é um momento estratégico, pois marca o início da demanda por vinhos tintos para o inverno. O Sul e o Sudeste do Brasil apresentam um consumo acentuado dessa categoria durante o frio, mas compradores de todo o país estarão na feira, ampliando as oportunidades de negócios”, reforça Panizzi.

A Wine South America é voltada ao público profissional do setor e, ao longo de três dias, deve promover mais de 2 mil reuniões de negócios, consolidando-se como uma plataforma de conexão entre produtores, distribuidores e compradores qualificados. O evento também fomenta o enoturismo da Serra Gaúcha, maior região produtora de vinhos do Brasil, que responde por cerca de 85% da produção nacional. “Além da divulgação dos nossos produtos, a feira é uma vitrine para o enoturismo da região, atraindo visitantes interessados em conhecer as vinícolas e vivenciar a cultura vitivinícola brasileira”, conclui Panizzi.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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