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Setor sucroenergético registra recorde de vendas de etanol no Centro-Sul na safra 2024/25

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Vendas de etanol batem recorde no Centro-Sul do Brasil

As usinas do Centro-Sul do Brasil alcançaram um recorde de 35,58 bilhões de litros em vendas de etanol na safra 2024/25, que vai de abril de 2024 a março de 2025. O volume representa um crescimento de 8,42% em relação à safra anterior, de acordo com dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). O desempenho expressivo foi impulsionado, sobretudo, pela demanda no mercado interno, que compensou a queda nas exportações.

Mercado interno puxa crescimento com alta no consumo de etanol hidratado

No acumulado da safra, as vendas de etanol hidratado no mercado doméstico totalizaram 21,73 bilhões de litros, alta de 16,44% em comparação ao mesmo período da safra anterior. Já o etanol anidro somou 12,18 bilhões de litros vendidos internamente, crescimento de 4,35%.

Segundo o diretor de inteligência setorial da Unica, Luciano Rodrigues, o consumo de etanol hidratado cresceu 22,87% nos últimos 12 meses, enquanto o consumo total de combustíveis pela frota leve aumentou apenas 2,89%. “O resultado denota um aumento na participação do etanol hidratado no consumo total, refletindo a maior oferta do biocombustível e a sua competitividade na bomba”, ressaltou o executivo.

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Exportações recuam mais de 30% na safra 2024/25

Apesar do crescimento interno, as exportações de etanol registraram queda acentuada. No total, foram exportados 1,67 bilhão de litros, o que representa uma retração de 32,80% em relação à safra anterior. O recuo foi puxado pela redução de 19,98% nas vendas externas de etanol hidratado e de 49,93% no etanol anidro.

Desempenho de março: queda no volume total comercializado

Em março, as vendas totais de etanol somaram 2,90 bilhões de litros. Desse volume, 153,08 milhões de litros foram destinados ao mercado externo, enquanto 2,75 bilhões abasteceram o mercado interno. Na comparação com março da safra passada, houve retração de 4,57% no total comercializado. O etanol hidratado representou 1,71 bilhão de litros das vendas domésticas no mês, queda de 7,80% na comparação anual. Por outro lado, as vendas de etanol anidro cresceram 10,45%, alcançando 1,04 bilhão de litros.

Mercado de CBios avança e já atinge quase 60% da meta anual

No mercado de Créditos de Descarbonização (CBios), a Unica destacou o avanço na emissão e aposentadoria de créditos. Até o dia 8 de abril, foram emitidos 11,76 milhões de CBios, segundo dados da B3. Atualmente, há 22,36 milhões de créditos disponíveis para negociação. Considerando os CBios já aposentados, o setor atingiu quase 60% da meta de 2025.

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Atualmente, 288 usinas produtoras de etanol, 4 de biometano e 38 de biodiesel estão certificadas pelo RenovaBio, programa federal responsável pela regulação do mercado de CBios. Essas 332 unidades representam mais de 90% da produção nacional de biocombustíveis, conforme destaca a entidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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